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Diadema fica nove horas sem guardas


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

06/05/2007 | 07:32


Diadema ficou neste sábado nove horas sem os serviços da Guarda Civil Municipal. Entre 6h e 15h, 39 guardas se aquartelaram na sede da corporação para protestar contra supostas retaliações da Prefeitura por causa do movimento grevista – encerrado na sexta-feira – que durou 17 dias e envolveu servidores de vários setores da administração. Sem dar nomes, os guardas alegam que tiveram horas extras cortadas e alterações na escala dos locais onde deveriam prestar serviço neste fim de semana.

De acordo com os amotinados, durante a paralisação, apenas quatro guardas teriam saído às ruas para patrulhar a cidade. “São servidores e têm de prestar serviços à comunidade, porém, essas mudanças precisam ser comunicadas previamente”, disse a presidente do Sindema (Sindicato dos Servidores de Diadema), Kátia Vassoler, que falou em nome do grupo.

Segundo o sindicato, com as mudanças, quem presta serviço interno como no setor de Recursos Humanos ou em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) teria de ir para as ruas. “São perfis diferentes. Não se pode pegar alguém que está acostumado à rotina interna e mandar para as ruas”, avalia a sindicalista.

A secretária de Defesa Social, Regina Miki, negou ter havido mudanças nas escalas. “Por conta do traslado da imagem de Nossa Senhora de Fátima para a cidade (sexta-feira passou por São Bernardo), precisamos tirar quem estava na rua para fazer esse serviço e promover alguns remanejamentos.”

Regina Miki negou também ter havido corte nas horas extras. “Hora extra é uma liberalidade do empregador. Queriam receber para trabalhar nesse evento (passagem da santa pela cidade). Se tenho gente para o serviço, que está escalada para trabalhar, não há razão para se falar em hora extra.”

Durante a greve, os servidores reivindicavam 33% de reposição salarial, proposta rejeitada pela Prefeitura. Pelo acordo firmado na sexta-feira, a administração municipal concedeu aumento de 3,12% retroativo a abril e aumento de 2% a partir de outubro. “Essa foi a proposta mínima oferecida como condição para encerrarmos a greve”, disse Kátia Vassoler.

Ainda de acordo com o Sindema, o efetivo da Guarda é de 189 pessoas, incluindo inspetores e supervisores. O salário-base dos guardas da chamada terceira classe (início de carreira) é de R$ 892,86, os de segunda é R$ 1.022,81, e os de primeira classe é R$ 1.132,74.



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Diadema fica nove horas sem guardas

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

06/05/2007 | 07:32


Diadema ficou neste sábado nove horas sem os serviços da Guarda Civil Municipal. Entre 6h e 15h, 39 guardas se aquartelaram na sede da corporação para protestar contra supostas retaliações da Prefeitura por causa do movimento grevista – encerrado na sexta-feira – que durou 17 dias e envolveu servidores de vários setores da administração. Sem dar nomes, os guardas alegam que tiveram horas extras cortadas e alterações na escala dos locais onde deveriam prestar serviço neste fim de semana.

De acordo com os amotinados, durante a paralisação, apenas quatro guardas teriam saído às ruas para patrulhar a cidade. “São servidores e têm de prestar serviços à comunidade, porém, essas mudanças precisam ser comunicadas previamente”, disse a presidente do Sindema (Sindicato dos Servidores de Diadema), Kátia Vassoler, que falou em nome do grupo.

Segundo o sindicato, com as mudanças, quem presta serviço interno como no setor de Recursos Humanos ou em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) teria de ir para as ruas. “São perfis diferentes. Não se pode pegar alguém que está acostumado à rotina interna e mandar para as ruas”, avalia a sindicalista.

A secretária de Defesa Social, Regina Miki, negou ter havido mudanças nas escalas. “Por conta do traslado da imagem de Nossa Senhora de Fátima para a cidade (sexta-feira passou por São Bernardo), precisamos tirar quem estava na rua para fazer esse serviço e promover alguns remanejamentos.”

Regina Miki negou também ter havido corte nas horas extras. “Hora extra é uma liberalidade do empregador. Queriam receber para trabalhar nesse evento (passagem da santa pela cidade). Se tenho gente para o serviço, que está escalada para trabalhar, não há razão para se falar em hora extra.”

Durante a greve, os servidores reivindicavam 33% de reposição salarial, proposta rejeitada pela Prefeitura. Pelo acordo firmado na sexta-feira, a administração municipal concedeu aumento de 3,12% retroativo a abril e aumento de 2% a partir de outubro. “Essa foi a proposta mínima oferecida como condição para encerrarmos a greve”, disse Kátia Vassoler.

Ainda de acordo com o Sindema, o efetivo da Guarda é de 189 pessoas, incluindo inspetores e supervisores. O salário-base dos guardas da chamada terceira classe (início de carreira) é de R$ 892,86, os de segunda é R$ 1.022,81, e os de primeira classe é R$ 1.132,74.

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