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Papa exalta mulher na Via-Crúcis no Coliseu romano


Da AFP

06/04/2007 | 21:21


O Papa Bento XVI presidiu nesta sexta-feira à noite, no Coliseu de Roma, a tradicional Via-Crúcis, ponto culminante da "Paixão de Cristo" dois dias antes da Páscoa e que, este ano, reservou um papel para a mulher.

O Pontífice concluiu a Via-Crúcis às 23h (18h de Brasília) com um apelo para que se reze por "todos aqueles que sofrem no mundo" e apontou como "o maior pecado" dos homens "a insensibilidade e a dureza do coração".

Sob as ruínas do Coliseu, iluminado por uma imensa cruz em chamas e cercado de milhares de fiéis que seguravam círios, Bento XVI carregou a cruz de madeira na primeira e última das 14 "passagens" que reconstroem o trajeto de Cristo antes de ser crucificado, segundo os Evangelhos, enriquecido pela tradição.

Este ano, o biblicista italiano Gianfranco Ravasi foi escolhido pelo Papa para escrever as meditações do caminho da cruz e, na nona estação, se referiu ao "universo de mães, filhas e irmãs" que acompanharam Jesus no momento de sua morte.

"Imaginemos agora todas as mulheres humilhadas e violadas, as mulheres marginalizadas e submetidas a práticas tribais indignas, as mulheres em crises e sozinhas frente a sua maternidade, as mães judias e palestinas e todas as que se encontram em terras de guerra, as viúvas e as idosas esquecidas por seus filhos", acrescentou monsenhor Ravasi.

Esta "longa lista de mulheres que demonstram um dom para a ternura e a emoção diante de um mundo duro e sem piedade (...) nos ensina a beleza dos sentimentos", comentou.

A versão desta Via-Crúcis correspondeu à introduzida por João Paulo II em 1991 e difere, sensivelmente, da estabelecida no século XVIII. Em março de 2005, o cardeal Ratzinger e então futuro Papa já tinha empregado esta versão, quando se encarregou de comentar o caminho da cruz.

A versão de João Paulo II, mais fiel à Bíblia, não se refere a Verônica, a mulher que, de acordo com a tradição, enxugou o rosto de Cristo e, em contrapartida, insistiu nos personagens de Judas e Pôncio Pilatos.

O governador romano que condenou Jesus à morte "sob a pressão da opinião pública" encarna "uma atitude que parece dominar nossos dias, a da indiferença", ressaltou o comentarista.

Antes da Via-Crúcis, Bento XVI presidiu a missa da Sexta-Feira Santa na Basílica de São Pedro do Vaticano.

Como marca a tradição, o Papa não pronunciou a homilia, e sim o pregador da casa pontifical, o padre Raniero Cantalamessa.

O religioso também se referiu à mulher: "nenhuma mulher esteve envolvida, nem sequer indiretamente, na condenação" de Jesus, e as mulheres "o seguiram por gratidão, pelo bem que receberam (...)".


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Papa exalta mulher na Via-Crúcis no Coliseu romano

Da AFP

06/04/2007 | 21:21


O Papa Bento XVI presidiu nesta sexta-feira à noite, no Coliseu de Roma, a tradicional Via-Crúcis, ponto culminante da "Paixão de Cristo" dois dias antes da Páscoa e que, este ano, reservou um papel para a mulher.

O Pontífice concluiu a Via-Crúcis às 23h (18h de Brasília) com um apelo para que se reze por "todos aqueles que sofrem no mundo" e apontou como "o maior pecado" dos homens "a insensibilidade e a dureza do coração".

Sob as ruínas do Coliseu, iluminado por uma imensa cruz em chamas e cercado de milhares de fiéis que seguravam círios, Bento XVI carregou a cruz de madeira na primeira e última das 14 "passagens" que reconstroem o trajeto de Cristo antes de ser crucificado, segundo os Evangelhos, enriquecido pela tradição.

Este ano, o biblicista italiano Gianfranco Ravasi foi escolhido pelo Papa para escrever as meditações do caminho da cruz e, na nona estação, se referiu ao "universo de mães, filhas e irmãs" que acompanharam Jesus no momento de sua morte.

"Imaginemos agora todas as mulheres humilhadas e violadas, as mulheres marginalizadas e submetidas a práticas tribais indignas, as mulheres em crises e sozinhas frente a sua maternidade, as mães judias e palestinas e todas as que se encontram em terras de guerra, as viúvas e as idosas esquecidas por seus filhos", acrescentou monsenhor Ravasi.

Esta "longa lista de mulheres que demonstram um dom para a ternura e a emoção diante de um mundo duro e sem piedade (...) nos ensina a beleza dos sentimentos", comentou.

A versão desta Via-Crúcis correspondeu à introduzida por João Paulo II em 1991 e difere, sensivelmente, da estabelecida no século XVIII. Em março de 2005, o cardeal Ratzinger e então futuro Papa já tinha empregado esta versão, quando se encarregou de comentar o caminho da cruz.

A versão de João Paulo II, mais fiel à Bíblia, não se refere a Verônica, a mulher que, de acordo com a tradição, enxugou o rosto de Cristo e, em contrapartida, insistiu nos personagens de Judas e Pôncio Pilatos.

O governador romano que condenou Jesus à morte "sob a pressão da opinião pública" encarna "uma atitude que parece dominar nossos dias, a da indiferença", ressaltou o comentarista.

Antes da Via-Crúcis, Bento XVI presidiu a missa da Sexta-Feira Santa na Basílica de São Pedro do Vaticano.

Como marca a tradição, o Papa não pronunciou a homilia, e sim o pregador da casa pontifical, o padre Raniero Cantalamessa.

O religioso também se referiu à mulher: "nenhuma mulher esteve envolvida, nem sequer indiretamente, na condenação" de Jesus, e as mulheres "o seguiram por gratidão, pelo bem que receberam (...)".

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