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Paralamas relembram antigos sucessos em show


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

14/12/2003 | 18:18


Os Paralamas do Sucesso encerraram na noite de sábado os shows da banda em 2003 com uma apresentação gratuita de uma hora e 45 minutos no estacionamento do Paço Municipal de Santo André. Herbert Vianna (vocal e guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo) mostraram hits antigos do grupo, como Óculos e Meu Erro, e músicas de Longo Caminho – álbum lançado no ano passado com músicas compostas antes da tragédia sofrida por Herbert, o acidente de ultraleve em fevereiro de 2001 que o deixou em cadeira de rodas e que matou sua mulher, Lucy.

Uma versão de Get Up, Stand Up, de Bob Marley, contou com a participação especial de Rho$$i, do Pavilhão 9, e Black Alien, do Planet Hemp. No encerramento, outra versão, de Que País É Este? (do Legião Urbana, banda nascida em Brasília nos anos 1980, assim como o Paralamas). A abertura do show ficou por conta do cantor e multiinstrumentista andreense Russo, que mandou sobretudo rocks famosos dos anos 1970. Segundo a Polícia Militar, 4 mil pessoas prestigiaram a apresentação. Já para a Defesa Civil, o público foi de 6 mil. Os organizadores do projeto Música e Movimento na Cidade esperavam 15 mil pessoas.

Herbert se mostrou muito bem-humorado no palco, conversando bastante com o público. Até improvisou e cantou: “Vocês são o ar do ABC”. Ao término da apresentação, desabotoou a camisa e bateu com a mão no peito, visivelmente emocionado.

Clima – Quando chegou para o espetáculo, o Paralamas foi recepcionado pelo prefeito, João Avamileno, e pela primeira-dama, Ana Maria. Herbert disse a eles que está “na luta, buscando energia”. A sala de reuniões do gabinete do prefeito foi adaptada em camarim para os músicos.

Herbert disse – enquanto afinava a guitarra – que todas as canções do Paralamas “são como um vômito espiritual”. “Elas fazem a ligação entre o coração da banda, com honestidade, e o coração do público”, disse.

Ele também falou sobre o significado para o grupo de espetáculos como o de sábado, ao ar livre e de graça. “Esse tipo de apresentação é um parâmetro claro que especifica o sentido da dimensão das energias que a gente emana”.

João Barone afirmou que em shows com essas características a responsabilidade da banda é maior: “A gente acaba mais sujeito à reação da platéia”.

Com o fim do show, os músicos coroaram a boa apresentação brindando com champanha no camarim improvisado. O DVD de Longo Caminho, gravado recentemente no Olympia, em São Paulo, tem previsão de lançamento para o início de 2004.

Público – A estudante Sophia Vieira de Souza, 16 anos, arrastou seu pai para o show, o engenheiro José Vieira de Souza, 46. Os dois levaram cadeiras de praia para ver o espetáculo. “Como moramos perto do Paço, decidi trazer as cadeiras. Estou tranqüilo. Não vim para pular, e sim para escutar”, disse Souza. O conferente Everton Donizete, 22, compareceu com a namorada, Juliana Mantovani, 19, estudante de pedagogia. “Embora more em Santo André, essa é a primeira vez que vejo show no Paço. Também é a primeira apresentação do Paralamas a que assisto”, disse ele.



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Paralamas relembram antigos sucessos em show

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

14/12/2003 | 18:18


Os Paralamas do Sucesso encerraram na noite de sábado os shows da banda em 2003 com uma apresentação gratuita de uma hora e 45 minutos no estacionamento do Paço Municipal de Santo André. Herbert Vianna (vocal e guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo) mostraram hits antigos do grupo, como Óculos e Meu Erro, e músicas de Longo Caminho – álbum lançado no ano passado com músicas compostas antes da tragédia sofrida por Herbert, o acidente de ultraleve em fevereiro de 2001 que o deixou em cadeira de rodas e que matou sua mulher, Lucy.

Uma versão de Get Up, Stand Up, de Bob Marley, contou com a participação especial de Rho$$i, do Pavilhão 9, e Black Alien, do Planet Hemp. No encerramento, outra versão, de Que País É Este? (do Legião Urbana, banda nascida em Brasília nos anos 1980, assim como o Paralamas). A abertura do show ficou por conta do cantor e multiinstrumentista andreense Russo, que mandou sobretudo rocks famosos dos anos 1970. Segundo a Polícia Militar, 4 mil pessoas prestigiaram a apresentação. Já para a Defesa Civil, o público foi de 6 mil. Os organizadores do projeto Música e Movimento na Cidade esperavam 15 mil pessoas.

Herbert se mostrou muito bem-humorado no palco, conversando bastante com o público. Até improvisou e cantou: “Vocês são o ar do ABC”. Ao término da apresentação, desabotoou a camisa e bateu com a mão no peito, visivelmente emocionado.

Clima – Quando chegou para o espetáculo, o Paralamas foi recepcionado pelo prefeito, João Avamileno, e pela primeira-dama, Ana Maria. Herbert disse a eles que está “na luta, buscando energia”. A sala de reuniões do gabinete do prefeito foi adaptada em camarim para os músicos.

Herbert disse – enquanto afinava a guitarra – que todas as canções do Paralamas “são como um vômito espiritual”. “Elas fazem a ligação entre o coração da banda, com honestidade, e o coração do público”, disse.

Ele também falou sobre o significado para o grupo de espetáculos como o de sábado, ao ar livre e de graça. “Esse tipo de apresentação é um parâmetro claro que especifica o sentido da dimensão das energias que a gente emana”.

João Barone afirmou que em shows com essas características a responsabilidade da banda é maior: “A gente acaba mais sujeito à reação da platéia”.

Com o fim do show, os músicos coroaram a boa apresentação brindando com champanha no camarim improvisado. O DVD de Longo Caminho, gravado recentemente no Olympia, em São Paulo, tem previsão de lançamento para o início de 2004.

Público – A estudante Sophia Vieira de Souza, 16 anos, arrastou seu pai para o show, o engenheiro José Vieira de Souza, 46. Os dois levaram cadeiras de praia para ver o espetáculo. “Como moramos perto do Paço, decidi trazer as cadeiras. Estou tranqüilo. Não vim para pular, e sim para escutar”, disse Souza. O conferente Everton Donizete, 22, compareceu com a namorada, Juliana Mantovani, 19, estudante de pedagogia. “Embora more em Santo André, essa é a primeira vez que vejo show no Paço. Também é a primeira apresentação do Paralamas a que assisto”, disse ele.

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