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'Eu rezei por nós e depois o comi', conta canibal alemão


Do Diário OnLine
Com Agências

03/12/2003 | 17:55


Foto:AFP O alemão Armin Meiwes, 42 anos, confessou, nesta quarta-feira, perante a corte alemã de Kassel, centro da Alemanha, que matou e comeu partes do corpo do engenheiro Bernd Juergen Brandes, que conheceu pela internet. Em seu primeiro depoimento, que durou cerca de quatro horas, Meiwes contou detalhes do assassinato e do canibalismo, alegando que a vítima teria concordado em ser morta e devorada em frente a uma câmara de vídeo. As imagens serão usadas no julgamento, cuja conclusão está prevista para o fim de janeiro.

O canibal assumido descreveu o crime, ocorrido em 10 de março de 2001, diante uma corte silenciosa. “Eu o beijei de novo, rezei, pedi perdão por ele e por mim e então, o fiz”, declarou. "Eu tinha a fantasia e no fim eu a realizei", continuou.

Meiwes, batizado pela imprensa de ‘O canibal de Roteburgo’, declarou que sua fantasia sobre o canibalismo o acompanha desde criança. Filho único, ele fantasiava comer colegas de escola de que gostava. Ele explica este comportamento pelo desejo frustrado de ter um irmão pequeno, pois vivia abandonado com sua mãe. Meiwes chegou até a “criar” um irmão imaginário, que segundo ele, lhe excitava sexualmente. Louro e magro, este era o “tipo", disse, ao descrever o menino com que fantasiava. Na adolescência, esta fantasia virou uma obsessão, segundo o acusado, que se mostrou lúcido e tranqüilo durante o depoimento.

Meiwes, que trabalha como técnico de computadores, disse que também teve a chance de realizar seu desejo com outras vítimas consentidas. “Há centenas, milhares (de pessoas) lá fora querendo ser comidas", afirmou ele, explicando que não matou e comeu outras pessoas porque não eram do tipo certo.

Segundo a promotoria, este é o primeiro processo com tais características na história penal internacional, já que apresenta a particularidade de que o canibalismo não está tipificado tecnicamente como crime. A acusação foi classificada como assassinato para satisfação sexual e “perturbação da paz dos mortos”, por ter esquartejado o cadáver. Já a defesa fala de homicídio por desejo, e apóia sua argumentação no testamento da vítima, no qual declarou que se submeteu voluntariamente ao ritual.

Especialistas forenses estimarem que é bastante elevado o risco de que Meiwes volte a cometer um crime semelhante, muitos afirmam que, se condenado, ele dificilmente será submetido à internação de segurança, já que não tem antecedentes criminais. Além disso, um relatório psiquiátrico certifica que Meiwes domina plenamente suas faculdades mentais, por isso não poderia ser condenado a muitos anos, como os doentes psíquicos, em centros de detenção especiais.

As autoridades encontraram a pista do canibal graças à advertência de um estudante da cidade austríaca de Innsbruck que, depois de descobrir na internet um anúncio no qual Meiwes buscava novas vítimas, avisou a central do Escritório Federal Penal (BKA), a polícia criminal alemã.

Em dezembro do ano passado, a polícia revistou o domicílio de Meiwes, um casarão do século XVIII onde vivia sozinho, ocupando poucos quartos depois da morte de sua mãe, e encontraram quatro bolsas de plástico com restos humanos no freezer e vários ossos e um crânio humano enterrados no jardim.

As autoridades apreenderam no casarão dezesseis computadores pessoais, 221 discos rígidos e 307 vídeos com conteúdo relacionado a práticas canibais.



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'Eu rezei por nós e depois o comi', conta canibal alemão

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Com Agências

03/12/2003 | 17:55


Foto:AFP O alemão Armin Meiwes, 42 anos, confessou, nesta quarta-feira, perante a corte alemã de Kassel, centro da Alemanha, que matou e comeu partes do corpo do engenheiro Bernd Juergen Brandes, que conheceu pela internet. Em seu primeiro depoimento, que durou cerca de quatro horas, Meiwes contou detalhes do assassinato e do canibalismo, alegando que a vítima teria concordado em ser morta e devorada em frente a uma câmara de vídeo. As imagens serão usadas no julgamento, cuja conclusão está prevista para o fim de janeiro.

O canibal assumido descreveu o crime, ocorrido em 10 de março de 2001, diante uma corte silenciosa. “Eu o beijei de novo, rezei, pedi perdão por ele e por mim e então, o fiz”, declarou. "Eu tinha a fantasia e no fim eu a realizei", continuou.

Meiwes, batizado pela imprensa de ‘O canibal de Roteburgo’, declarou que sua fantasia sobre o canibalismo o acompanha desde criança. Filho único, ele fantasiava comer colegas de escola de que gostava. Ele explica este comportamento pelo desejo frustrado de ter um irmão pequeno, pois vivia abandonado com sua mãe. Meiwes chegou até a “criar” um irmão imaginário, que segundo ele, lhe excitava sexualmente. Louro e magro, este era o “tipo", disse, ao descrever o menino com que fantasiava. Na adolescência, esta fantasia virou uma obsessão, segundo o acusado, que se mostrou lúcido e tranqüilo durante o depoimento.

Meiwes, que trabalha como técnico de computadores, disse que também teve a chance de realizar seu desejo com outras vítimas consentidas. “Há centenas, milhares (de pessoas) lá fora querendo ser comidas", afirmou ele, explicando que não matou e comeu outras pessoas porque não eram do tipo certo.

Segundo a promotoria, este é o primeiro processo com tais características na história penal internacional, já que apresenta a particularidade de que o canibalismo não está tipificado tecnicamente como crime. A acusação foi classificada como assassinato para satisfação sexual e “perturbação da paz dos mortos”, por ter esquartejado o cadáver. Já a defesa fala de homicídio por desejo, e apóia sua argumentação no testamento da vítima, no qual declarou que se submeteu voluntariamente ao ritual.

Especialistas forenses estimarem que é bastante elevado o risco de que Meiwes volte a cometer um crime semelhante, muitos afirmam que, se condenado, ele dificilmente será submetido à internação de segurança, já que não tem antecedentes criminais. Além disso, um relatório psiquiátrico certifica que Meiwes domina plenamente suas faculdades mentais, por isso não poderia ser condenado a muitos anos, como os doentes psíquicos, em centros de detenção especiais.

As autoridades encontraram a pista do canibal graças à advertência de um estudante da cidade austríaca de Innsbruck que, depois de descobrir na internet um anúncio no qual Meiwes buscava novas vítimas, avisou a central do Escritório Federal Penal (BKA), a polícia criminal alemã.

Em dezembro do ano passado, a polícia revistou o domicílio de Meiwes, um casarão do século XVIII onde vivia sozinho, ocupando poucos quartos depois da morte de sua mãe, e encontraram quatro bolsas de plástico com restos humanos no freezer e vários ossos e um crânio humano enterrados no jardim.

As autoridades apreenderam no casarão dezesseis computadores pessoais, 221 discos rígidos e 307 vídeos com conteúdo relacionado a práticas canibais.

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