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Saulo corre, mas paga reajuste

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Ribeirão Pires anunciou na tarde de ontem depósito de acréscimo aos professores da rede municipal, conforme acordo firmado em maio


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

31/12/2015 | 07:00


Em meio a um clima de apreensão e expectativa, o prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), conseguiu anunciar na tarde de ontem a liberação do pagamento de reajuste aos 1.300 da rede municipal referente ao exercício deste ano.

O chefe do Executivo necessitava de aporte na ordem de R$ 676 mil para contemplar acordo com os docentes. Cada educador deverá receber em média acréscimo de R$ 500.

O compromisso de pagamento se expirava ontem e foi estabelecido após reunião ocorrida em maio entre Saulo e a direção do Sineduc (Sindicato dos Trabalhadores na Educação) de Ribeirão Pires, segundo a Lei Federal 11.738, de 16 de julho de 2008, que prevê acréscimo nos vencimentos dos docentes com recursos da complementação da União ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Esse aporte adicional anual serve para pagamento integral do piso salarial dos profissionais da Educação básica.

O peemedebista acordou com o Sineduc pagar quantia de maneira fracionada, em torno de 1% ao mês, mas somente passou a inserir correção nos contracheques dos educadores em junho, embora a legislação federal exija que a readequação salarial tenha de ser feita em janeiro. O acumulado até maio ficou prometido para 30 de dezembro. Foi efetuado ontem.

Por nota, a administração informou que registrou a entrada de R$ 2,8 milhões no dia de ontem, entre repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto Sobre Serviços).

“Foi com esse recurso que a Prefeitura conseguiu honrar toda a folha de pagamento, o reajuste dos professores e pagar fornecedores”, afirmou o governo Saulo, citando a confirmação da quitação dos contracheques do primeiro escalão.

Saulo concretizou a decisão em torno do pagamento depois de horas de reunião com os secretários de Governo, Valmir Copina, de Gestão e Planejamento Administrativo, Crispim dos Reis Santana, e de Finanças, Nelson Gomes de Melo.

Presidente do Sineduc, Perla de Freitas, comemorou o pagamento à categoria, sem deixar de criticar condução do governo Saulo em torno de todo o episódio. “Essa administração tem um problema sério com comunicação e isso emperra qualquer relação democrática. Poderia ter sido explicado a todos as dificuldades financeiras, mas preferem não falar, não atender. O mais importante é que tudo foi solucionado”, destacou Perla.

A dirigente reforçou que o desgaste ocorrido neste ano terá reflexos nas tratativas do ano que vem, que devem ser negociadas a partir do anúncio do governo federal sobre o reajuste aos professores da rede pública. “Infelizmente a credibilidade para diálogo ficou abalada”, complementou Perla. 



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Saulo corre, mas paga reajuste

Prefeito de Ribeirão Pires anunciou na tarde de ontem depósito de acréscimo aos professores da rede municipal, conforme acordo firmado em maio

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

31/12/2015 | 07:00


Em meio a um clima de apreensão e expectativa, o prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), conseguiu anunciar na tarde de ontem a liberação do pagamento de reajuste aos 1.300 da rede municipal referente ao exercício deste ano.

O chefe do Executivo necessitava de aporte na ordem de R$ 676 mil para contemplar acordo com os docentes. Cada educador deverá receber em média acréscimo de R$ 500.

O compromisso de pagamento se expirava ontem e foi estabelecido após reunião ocorrida em maio entre Saulo e a direção do Sineduc (Sindicato dos Trabalhadores na Educação) de Ribeirão Pires, segundo a Lei Federal 11.738, de 16 de julho de 2008, que prevê acréscimo nos vencimentos dos docentes com recursos da complementação da União ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Esse aporte adicional anual serve para pagamento integral do piso salarial dos profissionais da Educação básica.

O peemedebista acordou com o Sineduc pagar quantia de maneira fracionada, em torno de 1% ao mês, mas somente passou a inserir correção nos contracheques dos educadores em junho, embora a legislação federal exija que a readequação salarial tenha de ser feita em janeiro. O acumulado até maio ficou prometido para 30 de dezembro. Foi efetuado ontem.

Por nota, a administração informou que registrou a entrada de R$ 2,8 milhões no dia de ontem, entre repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto Sobre Serviços).

“Foi com esse recurso que a Prefeitura conseguiu honrar toda a folha de pagamento, o reajuste dos professores e pagar fornecedores”, afirmou o governo Saulo, citando a confirmação da quitação dos contracheques do primeiro escalão.

Saulo concretizou a decisão em torno do pagamento depois de horas de reunião com os secretários de Governo, Valmir Copina, de Gestão e Planejamento Administrativo, Crispim dos Reis Santana, e de Finanças, Nelson Gomes de Melo.

Presidente do Sineduc, Perla de Freitas, comemorou o pagamento à categoria, sem deixar de criticar condução do governo Saulo em torno de todo o episódio. “Essa administração tem um problema sério com comunicação e isso emperra qualquer relação democrática. Poderia ter sido explicado a todos as dificuldades financeiras, mas preferem não falar, não atender. O mais importante é que tudo foi solucionado”, destacou Perla.

A dirigente reforçou que o desgaste ocorrido neste ano terá reflexos nas tratativas do ano que vem, que devem ser negociadas a partir do anúncio do governo federal sobre o reajuste aos professores da rede pública. “Infelizmente a credibilidade para diálogo ficou abalada”, complementou Perla. 

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