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Reconstrução começa em Nova York


Das Agências

09/09/2006 | 20:24


Com os arquitetos mais famosos do mundo à frente, o projeto de reconstrução do Marco Zero, local do antigo World Trade Center, finalmente começou, após cinco anos de revisões, atrasos e disputas. A convocação para a reconstrução teve início logo depois da destruição das torres gêmeas, mas o espírito empreendedor inicial, carregado de otimismo e patriotismo, logo deu lugar à realidade e às complicações de tamanho empreendimento.

Agentes imobiliários, arquitetos, políticos e famílias das vítimas rivalizam pelo controle da reconstrução, defendendo interesses comerciais, artísticos, políticos e emocionais. “Não há uma só parte do projeto que não tenha sido objeto de disputa”, admitiu o arquiteto americano Daniel Libeskind, criador do Plano Mestre para o Marco Zero. “Foi um processo carregado de emoção e complexidade”, sentenciou.

A maior parte da atenção se concentrou na peça central do projeto, a Torre da Liberdade, um arranha-céus de 541 metros (1.776 pés, como o ano da independência dos Estados Unidos) designado para preencher o vazio deixado no horizonte de Manhattan.

Desde que o plano de Libeskind foi selecionado no início de 2003, a torre sofreu duas revisões radicais, devido a motivos comerciais ou de segurança. Em 4 de julho de 2004, foi colocada a primeira pedra do arranha-céus, mas foi preciso esperar dois anos para o início da construção.

Agora, na véspera do quinto aniversário da queda das Torres Gêmeas, e por mais que o Ponto Zero continue sendo basicamente um descampado em obras, existe pelo menos um sentido de que as coisas se movem “na direção correta”, disse Libeskind.

Outro fator é o complexo monumental em memória das vítimas. Trata-se de um projeto chamado Refletindo a Ausência, que foi desenhado pelo israelense Michael Arad e o americano Peter Walker.

O conjunto custará mais de US$ 500 milhões, uma cifra que corresponde à metade do previsto inicialmente, depois que as autoridades interviram alarmadas pelo preço. No último mês de agosto teve início o trabalho de reconstrução, o que levou Arad a confessar aliviado que “o processo segue adiante”.

A obra começou com a colocação das fundações que sustentarão a superestrutura do complexo. A previsão para o término da construção é de seis anos. O projeto terá uma base cúbica de 61 metros, coberta com uma mistura reforçada de aço inoxidável e titânio, que oferece um escudo de segurança capaz de resistir a uma grande explosão.

Superação – Apesar dos obstáculos, ninguém nega a qualidade dos arquitetos envolvidos na reconstrução, uma equipe de sonho na qual figuram os britânicos Richard Rogers e Norman Foster, o canadense Frank Gehry e o espanhol Santiago Calatrava.

Além de ter reunido uma grande equipe, os responsáveis pela reconstrução comemoram outra vitória, a reabertura em maio do 7 World Trade Center, um edifício de 52 andares nas redondezas do Marco Zero, o qual foi reconstruído depois de ter sido muito afetado pelos atentados.

“Foi construído na data prevista e dentro do orçamento”, comemorou o agente imobiliário Larry Silverstein, lançando uma mensagem às autoridades: “é um reflexo do que a empresa privada pode conseguir quando o governo não interfere”.


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Reconstrução começa em Nova York

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09/09/2006 | 20:24


Com os arquitetos mais famosos do mundo à frente, o projeto de reconstrução do Marco Zero, local do antigo World Trade Center, finalmente começou, após cinco anos de revisões, atrasos e disputas. A convocação para a reconstrução teve início logo depois da destruição das torres gêmeas, mas o espírito empreendedor inicial, carregado de otimismo e patriotismo, logo deu lugar à realidade e às complicações de tamanho empreendimento.

Agentes imobiliários, arquitetos, políticos e famílias das vítimas rivalizam pelo controle da reconstrução, defendendo interesses comerciais, artísticos, políticos e emocionais. “Não há uma só parte do projeto que não tenha sido objeto de disputa”, admitiu o arquiteto americano Daniel Libeskind, criador do Plano Mestre para o Marco Zero. “Foi um processo carregado de emoção e complexidade”, sentenciou.

A maior parte da atenção se concentrou na peça central do projeto, a Torre da Liberdade, um arranha-céus de 541 metros (1.776 pés, como o ano da independência dos Estados Unidos) designado para preencher o vazio deixado no horizonte de Manhattan.

Desde que o plano de Libeskind foi selecionado no início de 2003, a torre sofreu duas revisões radicais, devido a motivos comerciais ou de segurança. Em 4 de julho de 2004, foi colocada a primeira pedra do arranha-céus, mas foi preciso esperar dois anos para o início da construção.

Agora, na véspera do quinto aniversário da queda das Torres Gêmeas, e por mais que o Ponto Zero continue sendo basicamente um descampado em obras, existe pelo menos um sentido de que as coisas se movem “na direção correta”, disse Libeskind.

Outro fator é o complexo monumental em memória das vítimas. Trata-se de um projeto chamado Refletindo a Ausência, que foi desenhado pelo israelense Michael Arad e o americano Peter Walker.

O conjunto custará mais de US$ 500 milhões, uma cifra que corresponde à metade do previsto inicialmente, depois que as autoridades interviram alarmadas pelo preço. No último mês de agosto teve início o trabalho de reconstrução, o que levou Arad a confessar aliviado que “o processo segue adiante”.

A obra começou com a colocação das fundações que sustentarão a superestrutura do complexo. A previsão para o término da construção é de seis anos. O projeto terá uma base cúbica de 61 metros, coberta com uma mistura reforçada de aço inoxidável e titânio, que oferece um escudo de segurança capaz de resistir a uma grande explosão.

Superação – Apesar dos obstáculos, ninguém nega a qualidade dos arquitetos envolvidos na reconstrução, uma equipe de sonho na qual figuram os britânicos Richard Rogers e Norman Foster, o canadense Frank Gehry e o espanhol Santiago Calatrava.

Além de ter reunido uma grande equipe, os responsáveis pela reconstrução comemoram outra vitória, a reabertura em maio do 7 World Trade Center, um edifício de 52 andares nas redondezas do Marco Zero, o qual foi reconstruído depois de ter sido muito afetado pelos atentados.

“Foi construído na data prevista e dentro do orçamento”, comemorou o agente imobiliário Larry Silverstein, lançando uma mensagem às autoridades: “é um reflexo do que a empresa privada pode conseguir quando o governo não interfere”.

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