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Governistas acusam uso da estrutura do Sindserv andreense para fins políticos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entidade utilizou caminhão para ato contra projeto da UBS Vila Guiomar


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/09/2020 | 00:01


Parte da base governista na Câmara de Santo André questiona uso da estrutura do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) para fins políticos, às vésperas da eleição municipal. O posicionamento de parlamentares se deu no dia em que a entidade utilizou caminhão de som para divulgar manifestação contrária ao projeto do governo Paulo Serra (PSDB), que tramita no Legislativo, de permuta de áreas e envolve a reconstrução da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Guiomar. A ação do sindicato ocorreu ontem, nos arredores do equipamento público.

O discurso adotado pelo Sindserv no veículo era basicamente o teor do panfleto de autoria do movimento SOS UBS Vila Guiomar, distribuído terça-feira na porta da Câmara por representantes de partidos de esquerda. “Por que o prefeito quer aprovar na surdina projeto tão desvantajoso à nossa população? É ilegal e inconstitucional. Não foi nem apresentado aos conselhos local e municipal de saúde. A população precisa ser consultada e respeitada. Até a assistência jurídica da Câmara é contrária ao projeto, que fere a lei de licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz trecho da fala.

Líder do governo na casa, Fábio Lopes (Cidadania) afirmou que há intenção clara em criar fato político. “Com certeza, é político. Estão tentando levantar palaque (eleitoral), utilizando a estrutura (do sindicato) para fazer campanha. Tem muitos servidores que não se sentem representados por causa disso. Não merece credibilidade”, disse, ao apontar que o ex-dirigente Rodrigo Gomes Abreu, que integrou a atual comissão até o fim de 2019, é candidato a vereador pelo PT.

O projeto retorna hoje à pauta. O presidente da Câmara, Pedrinho Botaro (PSDB), pontuou que em nenhum momento, neste período de andamento da proposta na casa, o Sindserv indicou posição aos vereadores relacionada ao projeto. “Então, acredito que sim, o momento (pré-eleitoral) estimula isso. As pessoas que são candidatas, e lá tem nome na disputa, utilizam dessas bandeiras para uso de cunho político, dizer que brigou (pela causa).” Entre os governistas, circulou a tese de que a utilização do caminhão de som sobre o caso poderia se configurar campanha antecipada, embora publicamente ninguém tenha sustentado.

Representante do Sindserv, Durval Ludovico rechaçou qualquer motivação política na medida, frisando que Rodrigo Abreu “não é mais diretor do sindicato”. “Ele se desincompatibilizou no ano passado. Foi eleito diretor de base, só que assume apenas a partir de 28 de outubro.” Sobre a manifestação, disse que a preocupação se dá com o trabalhador e atendimento. “Não há nenhuma questão política. Ato foi em defesa da UBS. Queremos entender qual será a capacidade (da nova). Vai atender todas as especialidades, incorpora todos os funcionários ou haverá transferência? Vai sobrecarregar outros postos? Não tivemos acesso ao conteúdo integral.” 



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Governistas acusam uso da estrutura do Sindserv andreense para fins políticos

Entidade utilizou caminhão para ato contra projeto da UBS Vila Guiomar

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/09/2020 | 00:01


Parte da base governista na Câmara de Santo André questiona uso da estrutura do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) para fins políticos, às vésperas da eleição municipal. O posicionamento de parlamentares se deu no dia em que a entidade utilizou caminhão de som para divulgar manifestação contrária ao projeto do governo Paulo Serra (PSDB), que tramita no Legislativo, de permuta de áreas e envolve a reconstrução da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Guiomar. A ação do sindicato ocorreu ontem, nos arredores do equipamento público.

O discurso adotado pelo Sindserv no veículo era basicamente o teor do panfleto de autoria do movimento SOS UBS Vila Guiomar, distribuído terça-feira na porta da Câmara por representantes de partidos de esquerda. “Por que o prefeito quer aprovar na surdina projeto tão desvantajoso à nossa população? É ilegal e inconstitucional. Não foi nem apresentado aos conselhos local e municipal de saúde. A população precisa ser consultada e respeitada. Até a assistência jurídica da Câmara é contrária ao projeto, que fere a lei de licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz trecho da fala.

Líder do governo na casa, Fábio Lopes (Cidadania) afirmou que há intenção clara em criar fato político. “Com certeza, é político. Estão tentando levantar palaque (eleitoral), utilizando a estrutura (do sindicato) para fazer campanha. Tem muitos servidores que não se sentem representados por causa disso. Não merece credibilidade”, disse, ao apontar que o ex-dirigente Rodrigo Gomes Abreu, que integrou a atual comissão até o fim de 2019, é candidato a vereador pelo PT.

O projeto retorna hoje à pauta. O presidente da Câmara, Pedrinho Botaro (PSDB), pontuou que em nenhum momento, neste período de andamento da proposta na casa, o Sindserv indicou posição aos vereadores relacionada ao projeto. “Então, acredito que sim, o momento (pré-eleitoral) estimula isso. As pessoas que são candidatas, e lá tem nome na disputa, utilizam dessas bandeiras para uso de cunho político, dizer que brigou (pela causa).” Entre os governistas, circulou a tese de que a utilização do caminhão de som sobre o caso poderia se configurar campanha antecipada, embora publicamente ninguém tenha sustentado.

Representante do Sindserv, Durval Ludovico rechaçou qualquer motivação política na medida, frisando que Rodrigo Abreu “não é mais diretor do sindicato”. “Ele se desincompatibilizou no ano passado. Foi eleito diretor de base, só que assume apenas a partir de 28 de outubro.” Sobre a manifestação, disse que a preocupação se dá com o trabalhador e atendimento. “Não há nenhuma questão política. Ato foi em defesa da UBS. Queremos entender qual será a capacidade (da nova). Vai atender todas as especialidades, incorpora todos os funcionários ou haverá transferência? Vai sobrecarregar outros postos? Não tivemos acesso ao conteúdo integral.” 

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