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Santos vence ‘clássico da paz’ e assume terceira colocação

Ivan Storti/Santos FC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Pacaembu apenas com torcedores do
Peixe, time não dá chances ao São Paulo


Márcio Donizete
Especial para o Diário

27/06/2016 | 07:00


O SanSão viveu capítulo diferente em sua história ontem, no Estádio do Pacaembu. No ‘clássico da paz’, a proposta era promover a harmonia entre santistas e são-paulinos, que chegaram no mesmo ônibus. Porém, esse clima só perdurou entre os jogadores em parte do duelo, que foi quente. De torcedores, somente os do Santos puderam comparecer ao estádio, por determinação do MP (Ministério Público), que impõe torcida única em clássicos. Em campo, o Peixe usou a atmosfera a favor em seu jogo 500 no Paulo Machado de Carvalho e venceu o São Paulo por 3 a 0, pela 11ª rodada do Brasileirão, e assumiu o terceiro lugar, com 19 pontos. O Tricolor caiu para décimo, com 15.

Logo no começo, os comandados de Dorival Júnior mostraram serviço. Aos 40 segundos, Gabriel recebeu na direita, cruzou para a área e Thiago Maia apareceu de surpresa para o chute; o goleiro Denis defendeu no susto, mas não segurou e a bola ficou sobre a linha. Coube a Vitor Bueno só completar para o gol: 1 a 0 Santos. Na sequência, até o goleiro Vanderlei foi no embalo da torcida e aplicou um lindo drible em Michel Bastos, mostrando que o dia são-paulino seria duro.

Aos poucos, o São Paulo se soltou e tentou equilibrar. Aos nove, Ytalo obrigou Vanderlei a se esticar. Exposto, o time tricolor cedeu espaço aos alvinegros, que responderam em arremate de Lucas Lima, espalmado por Denis. Os cruzamentos eram problema para os são-paulinos e o camisa 20 enxergou essa falha, quase marcando gol olímpico aos 11: o travessão impediu.

O fato é que o jogo estava cheio de alternativas. Aos 25, Luiz Araújo bateu rasteiro e Vanderlei praticou outra defesaça. O goleiro santista apareceu bem novamente aos 33, quando Ytalo tentou giro rápido.

O Peixe voltou a atormentar aos 36, em rápida transição. Pela esquerda, Lucas Lima lançou Gabriel, que perdeu gol feito. O erro não chegou a fazer falta para os mandantes. Aos 38, em triangulação de velocidade, Gabriel passou para Victor Ferraz, que cruzou na medida para Rodrigão ampliar para os alvinegros: 2 a 0. Foi seu segundo tento em dois jogos pelo clube.

Na etapa final, as equipes seguiram buscando balançar as redes e o goleiro Vanderlei, brilhando. Ytalo e Calleri o testaram e não conseguiram vazar a defesa do Santos.

Aí, o clima que era de paz foi desfeito da metade do segundo tempo. Inicialmente, em entrevero entre o santista Zeca e o tricolor Hudson. Depois, em carrinho de Calleri em Vanderlei.

Houve ainda tempo de Lucas Lima coroar a ótima atuação em golaço de falta, aos 44, completando o show no Pacaembu. Na origem da infração, Lugano reclamou, levou cartão amarelo e, depois, o vermelho.


Lucas Lima brilha e se torna homem do jogo


Ninguém tem mais dúvidas de que Lucas Lima é o melhor camisa 10 em atividade no futebol brasileiro. Talvez por isso use a 20, para mostrar em dobro as qualidades de um 10 clássico. O meia do Santos retratou ontem, no SanSão, que a bola é íntima companheira e a trata como se fosse sua mulher.

Sempre que a recebe, o torcedor do Peixe sabe que algo de bom vai acontecer daquele pé esquerdo. Na vitória tranquila por 3 a 0 sobre o São Paulo foi assim.

Soube começar as jogadas, servir os companheiros e também produzir lances plásticos, como o chapéu em João Schmidt, que arrancou aplausos dos torcedores santistas.

No fim da partida, aos 44 minutos do segundo tempo, marcou um golaço de falta, coroando a apresentação de gala com a camisa branca. A bola passou por cima da barreira e Denis, por mais que tenha se esticado, não conseguiu a defesa.“Treinei bem durante a semana e pedi para bater. Foi um golaço”, comentou Lucas Lima na saída de campo, reconhecendo o êxito na jogada.


Times chegam no mesmo ônibus; dentro de campo, paz desaparece
Medida visava promover a harmonia entre rivais; no jogo, porém, jogadores se estranham


O SanSão de número 300 da história, disputado ontem pelo Brasileirão, teve a paz como tema principal. Em acordo proposto por uma marca de bebidas, as delegações dos clubes foram ao Pacaembu no mesmo ônibus, personalizado com as cores dos times com os dizeres “paz no futebol, assim é que se faz”.

Ambos os elencos se encontraram próximo ao CT da Barra Funda, na Capital, e chegaram juntos ao estádio. Por exemplo, os técnicos Dorival Júnior, do Santos, e Edgardo Bauza, do São Paulo, sentaram-se lado a lado, como divulgaram as equipes nas redes sociais. Os presidentes Modesto Roma Júnior e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, também dividiram o veículo, assim como jogadores, comissão técnica e outros funcionários.

Porém, em campo, o clima mudou. No primeiro tempo, até que o ambiente foi amistoso, mesmo com os santistas já vencendo por 2 a 0. Na segunda etapa é que os ânimos ficaram quentes. O número de faltas aumentou e os atletas começaram a se estranhar.

Aos 23 minutos, o volante Hudson não gostou de um chutão dado pelo lateral Zeca, em dividida com Michel Bastos, e retrucou com um empurrão. Os jogadores do Tricolor tomaram as dores e começou pequena confusão, controlada na sequência pelo árbitro Raphael Claus.

Logo na sequência, o goleiro Vanderlei tentou sair jogando e o argentino Calleri chegou em carrinho forte. Mais uma vez, ânimos exaltados. Depois, a partida ficou sob controle e o Santos ainda fez o terceiro gol.


Zagueiro Lugano reconhece que sua expulsão foi justa


O zagueiro Diego Lugano perdeu a cabeça com a arbitragem no fim do SanSão, no lance que originou a falta, cobrada por Lucas Lima no terceiro gol do Santos, que decretou a vitória do Santos por 3 a 0, ontem, no Pacaembu, pela 11ª rodada do Brasileiro. Ele reclamou a marcação do árbitro Raphael Claus, que primeiro deu o cartão amarelo. Após o tento, continuou a criticar e levou o vermelho. Depois do clássico, mais calmo, o uruguaio reconheceu: exagerou na dose.

“O jogo já estava decidido a favor do mandante. O juiz falhou ao não marcar uma falta clara em cima do Carlinhos, em que ele sofre um carrinho. Depois, o lance continua e, após um choque normal com o Gabriel, ele marca a falta. Sai o terceiro gol, a torcida festeja e isso me fez reclamar novamente. Acho que exagerei. De cabeça fria, reconheço que minha expulsão foi justa”, admitiu o beque ídolo são-paulino, que acabou expulso pela primeira vez desde seu retorno ao Tricolor, no início de 2016.

Ele também comentou sobre a atuação são-paulina na partida. Para Lugano, os santistas mandaram no jogo durante os 90 minutos. “Nós tentamos de tudo no segundo tempo, fomos à frente, pressionamos, mas eles foram superiores o tempo todo. O Santos mereceu a vitória na partida e nós temos de procurar a reação nas próximas partidas”, declarou o experiente defensor, 35 anos.


Dorival Jr. vê Santos confiante após triunfo


O Santos venceu, e bem, o São Paulo no clássico SanSão de ontem, no Pacaembu. O resultado de 3 a 0, que põe o time alvinegro na terceira posição do Nacional, agradou ao treinador Dorival Júnior.

Para ele, o triunfo se deve à confiança que o elenco vem conquistando a cada partida. E quem acha que o jogo foi tranquilo, enganou-se.

“Não (foi fácil). Tivemos dificuldade, sim. Você não constrói um resultado desses em cima de uma equipe como o São Paulo por acaso. Equipe foi séria, concentrada em busca do resultado. Jogamos em cima das nossas características, com confiança”, destacou o comandante alvinegro.

Mas Dorival mantém os pés no chão e sabe que o caminho é longo na competição. Para isso, pede reforços à diretoria. “Se quisermos realmente procurar algo que valha a pena, temos de tentar manter todos os atletas que estão aqui e procurar melhorar as condições do elenco com a chegada de mais um ou outro companheiro para fortalecer”, disse o técnico. O zagueiro Alex pode ser uma das novidades. 



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Santos vence ‘clássico da paz’ e assume terceira colocação

Em Pacaembu apenas com torcedores do
Peixe, time não dá chances ao São Paulo

Márcio Donizete
Especial para o Diário

27/06/2016 | 07:00


O SanSão viveu capítulo diferente em sua história ontem, no Estádio do Pacaembu. No ‘clássico da paz’, a proposta era promover a harmonia entre santistas e são-paulinos, que chegaram no mesmo ônibus. Porém, esse clima só perdurou entre os jogadores em parte do duelo, que foi quente. De torcedores, somente os do Santos puderam comparecer ao estádio, por determinação do MP (Ministério Público), que impõe torcida única em clássicos. Em campo, o Peixe usou a atmosfera a favor em seu jogo 500 no Paulo Machado de Carvalho e venceu o São Paulo por 3 a 0, pela 11ª rodada do Brasileirão, e assumiu o terceiro lugar, com 19 pontos. O Tricolor caiu para décimo, com 15.

Logo no começo, os comandados de Dorival Júnior mostraram serviço. Aos 40 segundos, Gabriel recebeu na direita, cruzou para a área e Thiago Maia apareceu de surpresa para o chute; o goleiro Denis defendeu no susto, mas não segurou e a bola ficou sobre a linha. Coube a Vitor Bueno só completar para o gol: 1 a 0 Santos. Na sequência, até o goleiro Vanderlei foi no embalo da torcida e aplicou um lindo drible em Michel Bastos, mostrando que o dia são-paulino seria duro.

Aos poucos, o São Paulo se soltou e tentou equilibrar. Aos nove, Ytalo obrigou Vanderlei a se esticar. Exposto, o time tricolor cedeu espaço aos alvinegros, que responderam em arremate de Lucas Lima, espalmado por Denis. Os cruzamentos eram problema para os são-paulinos e o camisa 20 enxergou essa falha, quase marcando gol olímpico aos 11: o travessão impediu.

O fato é que o jogo estava cheio de alternativas. Aos 25, Luiz Araújo bateu rasteiro e Vanderlei praticou outra defesaça. O goleiro santista apareceu bem novamente aos 33, quando Ytalo tentou giro rápido.

O Peixe voltou a atormentar aos 36, em rápida transição. Pela esquerda, Lucas Lima lançou Gabriel, que perdeu gol feito. O erro não chegou a fazer falta para os mandantes. Aos 38, em triangulação de velocidade, Gabriel passou para Victor Ferraz, que cruzou na medida para Rodrigão ampliar para os alvinegros: 2 a 0. Foi seu segundo tento em dois jogos pelo clube.

Na etapa final, as equipes seguiram buscando balançar as redes e o goleiro Vanderlei, brilhando. Ytalo e Calleri o testaram e não conseguiram vazar a defesa do Santos.

Aí, o clima que era de paz foi desfeito da metade do segundo tempo. Inicialmente, em entrevero entre o santista Zeca e o tricolor Hudson. Depois, em carrinho de Calleri em Vanderlei.

Houve ainda tempo de Lucas Lima coroar a ótima atuação em golaço de falta, aos 44, completando o show no Pacaembu. Na origem da infração, Lugano reclamou, levou cartão amarelo e, depois, o vermelho.


Lucas Lima brilha e se torna homem do jogo


Ninguém tem mais dúvidas de que Lucas Lima é o melhor camisa 10 em atividade no futebol brasileiro. Talvez por isso use a 20, para mostrar em dobro as qualidades de um 10 clássico. O meia do Santos retratou ontem, no SanSão, que a bola é íntima companheira e a trata como se fosse sua mulher.

Sempre que a recebe, o torcedor do Peixe sabe que algo de bom vai acontecer daquele pé esquerdo. Na vitória tranquila por 3 a 0 sobre o São Paulo foi assim.

Soube começar as jogadas, servir os companheiros e também produzir lances plásticos, como o chapéu em João Schmidt, que arrancou aplausos dos torcedores santistas.

No fim da partida, aos 44 minutos do segundo tempo, marcou um golaço de falta, coroando a apresentação de gala com a camisa branca. A bola passou por cima da barreira e Denis, por mais que tenha se esticado, não conseguiu a defesa.“Treinei bem durante a semana e pedi para bater. Foi um golaço”, comentou Lucas Lima na saída de campo, reconhecendo o êxito na jogada.


Times chegam no mesmo ônibus; dentro de campo, paz desaparece
Medida visava promover a harmonia entre rivais; no jogo, porém, jogadores se estranham


O SanSão de número 300 da história, disputado ontem pelo Brasileirão, teve a paz como tema principal. Em acordo proposto por uma marca de bebidas, as delegações dos clubes foram ao Pacaembu no mesmo ônibus, personalizado com as cores dos times com os dizeres “paz no futebol, assim é que se faz”.

Ambos os elencos se encontraram próximo ao CT da Barra Funda, na Capital, e chegaram juntos ao estádio. Por exemplo, os técnicos Dorival Júnior, do Santos, e Edgardo Bauza, do São Paulo, sentaram-se lado a lado, como divulgaram as equipes nas redes sociais. Os presidentes Modesto Roma Júnior e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, também dividiram o veículo, assim como jogadores, comissão técnica e outros funcionários.

Porém, em campo, o clima mudou. No primeiro tempo, até que o ambiente foi amistoso, mesmo com os santistas já vencendo por 2 a 0. Na segunda etapa é que os ânimos ficaram quentes. O número de faltas aumentou e os atletas começaram a se estranhar.

Aos 23 minutos, o volante Hudson não gostou de um chutão dado pelo lateral Zeca, em dividida com Michel Bastos, e retrucou com um empurrão. Os jogadores do Tricolor tomaram as dores e começou pequena confusão, controlada na sequência pelo árbitro Raphael Claus.

Logo na sequência, o goleiro Vanderlei tentou sair jogando e o argentino Calleri chegou em carrinho forte. Mais uma vez, ânimos exaltados. Depois, a partida ficou sob controle e o Santos ainda fez o terceiro gol.


Zagueiro Lugano reconhece que sua expulsão foi justa


O zagueiro Diego Lugano perdeu a cabeça com a arbitragem no fim do SanSão, no lance que originou a falta, cobrada por Lucas Lima no terceiro gol do Santos, que decretou a vitória do Santos por 3 a 0, ontem, no Pacaembu, pela 11ª rodada do Brasileiro. Ele reclamou a marcação do árbitro Raphael Claus, que primeiro deu o cartão amarelo. Após o tento, continuou a criticar e levou o vermelho. Depois do clássico, mais calmo, o uruguaio reconheceu: exagerou na dose.

“O jogo já estava decidido a favor do mandante. O juiz falhou ao não marcar uma falta clara em cima do Carlinhos, em que ele sofre um carrinho. Depois, o lance continua e, após um choque normal com o Gabriel, ele marca a falta. Sai o terceiro gol, a torcida festeja e isso me fez reclamar novamente. Acho que exagerei. De cabeça fria, reconheço que minha expulsão foi justa”, admitiu o beque ídolo são-paulino, que acabou expulso pela primeira vez desde seu retorno ao Tricolor, no início de 2016.

Ele também comentou sobre a atuação são-paulina na partida. Para Lugano, os santistas mandaram no jogo durante os 90 minutos. “Nós tentamos de tudo no segundo tempo, fomos à frente, pressionamos, mas eles foram superiores o tempo todo. O Santos mereceu a vitória na partida e nós temos de procurar a reação nas próximas partidas”, declarou o experiente defensor, 35 anos.


Dorival Jr. vê Santos confiante após triunfo


O Santos venceu, e bem, o São Paulo no clássico SanSão de ontem, no Pacaembu. O resultado de 3 a 0, que põe o time alvinegro na terceira posição do Nacional, agradou ao treinador Dorival Júnior.

Para ele, o triunfo se deve à confiança que o elenco vem conquistando a cada partida. E quem acha que o jogo foi tranquilo, enganou-se.

“Não (foi fácil). Tivemos dificuldade, sim. Você não constrói um resultado desses em cima de uma equipe como o São Paulo por acaso. Equipe foi séria, concentrada em busca do resultado. Jogamos em cima das nossas características, com confiança”, destacou o comandante alvinegro.

Mas Dorival mantém os pés no chão e sabe que o caminho é longo na competição. Para isso, pede reforços à diretoria. “Se quisermos realmente procurar algo que valha a pena, temos de tentar manter todos os atletas que estão aqui e procurar melhorar as condições do elenco com a chegada de mais um ou outro companheiro para fortalecer”, disse o técnico. O zagueiro Alex pode ser uma das novidades. 

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