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Moradores do Sítio Joaninha cobram obras de infraestrutura

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Parte do bairro de Diadema ficou de fora do projeto de urbanização concluído em 2020


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/03/2021 | 07:00


O asfalto na rua está a menos de 200 metros. A canalização do córrego também. Mas alguns moradores da Avenida Nicola Imparato, no Sítio Joaninha, em Diadema, não foram beneficiados pelas obras de urbanização, cuja primeira etapa foi concluída após oito anos, em julho de 2020, na gestão do ex-prefeito Lauro Michels (PV). As intervenções beneficiaram cerca de 2.000 pessoas, mas não contemplaram a parte baixa do bairro, ao lado do Cemitério Vale da Paz. Ali, os munícipes convivem com rua de terra, o córrego passando na porta de casa e alagamentos em chuvas fortes.

A dona de casa Rosane Moura dos Santos, 38 anos, relembra o medo que sentiu no domingo, 28 de fevereiro, quando pancada forte de chuva fez com que lixo viesse pelo córrego e ficasse preso na manilha que foi colocada há dois anos na frente da sua casa, substituindo antiga ponte de madeira. O pai de Rosane, o pedreiro José Moura dos Santos, 71, sofreu AVC (Acidente Vascular Cerebral) em janeiro de 2018 e desde então está acamado. A substituição da ponte foi feita para que ambulâncias pudessem acessar a casa.

Rosane afirmou que a água invadiu seu quintal e, por pouco, não chegou à residência onde mora com o marido, os três filhos e os pais. “Antes do meu pai ficar de cama, a gente chegou a construir mureta para impedir que a água entrasse. Mas tivemos que tirar, para passagem de cadeira de rodas e maca, se for necessário”, disse.

A família, que mora há décadas no endereço, aguarda pelas obras de urbanização, que são prometidas por todos os vereadores e prefeitos que já se elegeram, mas sem que as promessas sejam cumpridas. “Há dez anos queria construir cômodo, porque moro em um quarto e cozinha e queria um quarto para meus filhos. A Prefeitura embargou a obra, disse que não podia construir. Mas nem eu posso arrumar nem eles melhoram nossa condição”, reclamou.

Há dois dias a avenida está sem iluminação pública. Nem na parte onde as obras de urbanização foram concluídas os problemas deixam de existir, apesar de as intervenções terem sido concluídas há menos de um ano. “Os bueiros estão entupidos e não tem lombadas nas ruas. Tem tido muitos atropelamentos e estão fazendo até um abaixo-assinado”, comentou.

Questionada, a Prefeitura informou, em nota, que o contrato para prosseguir com a canalização do Córrego Olaria está em reprogramação junto à Caixa, prevendo-se na área, na sequência da obra de canalização, a pavimentação da via e a instalação de iluminação pública.

Com relação às demais questões, segundo a administração, foi encaminhada solicitação de vistoria para avaliar a situação, providenciando-se a limpeza urbana e o escoamento da água. Quanto à instalação de lombadas, foi enviada equipe para análise pela Secretaria de Transportes.



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Moradores do Sítio Joaninha cobram obras de infraestrutura

Parte do bairro de Diadema ficou de fora do projeto de urbanização concluído em 2020

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/03/2021 | 07:00


O asfalto na rua está a menos de 200 metros. A canalização do córrego também. Mas alguns moradores da Avenida Nicola Imparato, no Sítio Joaninha, em Diadema, não foram beneficiados pelas obras de urbanização, cuja primeira etapa foi concluída após oito anos, em julho de 2020, na gestão do ex-prefeito Lauro Michels (PV). As intervenções beneficiaram cerca de 2.000 pessoas, mas não contemplaram a parte baixa do bairro, ao lado do Cemitério Vale da Paz. Ali, os munícipes convivem com rua de terra, o córrego passando na porta de casa e alagamentos em chuvas fortes.

A dona de casa Rosane Moura dos Santos, 38 anos, relembra o medo que sentiu no domingo, 28 de fevereiro, quando pancada forte de chuva fez com que lixo viesse pelo córrego e ficasse preso na manilha que foi colocada há dois anos na frente da sua casa, substituindo antiga ponte de madeira. O pai de Rosane, o pedreiro José Moura dos Santos, 71, sofreu AVC (Acidente Vascular Cerebral) em janeiro de 2018 e desde então está acamado. A substituição da ponte foi feita para que ambulâncias pudessem acessar a casa.

Rosane afirmou que a água invadiu seu quintal e, por pouco, não chegou à residência onde mora com o marido, os três filhos e os pais. “Antes do meu pai ficar de cama, a gente chegou a construir mureta para impedir que a água entrasse. Mas tivemos que tirar, para passagem de cadeira de rodas e maca, se for necessário”, disse.

A família, que mora há décadas no endereço, aguarda pelas obras de urbanização, que são prometidas por todos os vereadores e prefeitos que já se elegeram, mas sem que as promessas sejam cumpridas. “Há dez anos queria construir cômodo, porque moro em um quarto e cozinha e queria um quarto para meus filhos. A Prefeitura embargou a obra, disse que não podia construir. Mas nem eu posso arrumar nem eles melhoram nossa condição”, reclamou.

Há dois dias a avenida está sem iluminação pública. Nem na parte onde as obras de urbanização foram concluídas os problemas deixam de existir, apesar de as intervenções terem sido concluídas há menos de um ano. “Os bueiros estão entupidos e não tem lombadas nas ruas. Tem tido muitos atropelamentos e estão fazendo até um abaixo-assinado”, comentou.

Questionada, a Prefeitura informou, em nota, que o contrato para prosseguir com a canalização do Córrego Olaria está em reprogramação junto à Caixa, prevendo-se na área, na sequência da obra de canalização, a pavimentação da via e a instalação de iluminação pública.

Com relação às demais questões, segundo a administração, foi encaminhada solicitação de vistoria para avaliar a situação, providenciando-se a limpeza urbana e o escoamento da água. Quanto à instalação de lombadas, foi enviada equipe para análise pela Secretaria de Transportes.

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