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Famílias vivem na incerteza de moradia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

30/09/2017 | 07:00


A expectativa de moradia digna que as 64 famílias que vivem em barracos à beira do km 24 da Rodovia Anchieta mantinham, com a construção do Condomínio Residencial Independência, no Montanhão, em São Bernardo, se transformou em preocupação. Isso porque acordo firmado em 2012 junto à Prefeitura para que o grupo seja beneficiado com apartamentos entre os 420 que estão sendo erguidos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, no mesmo bairro, não é reconhecido pela gestão municipal atual.
Os moradores, instalados há cerca de 20 anos de forma irregular em terreno pertencente à Ecovias – concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes –, obtiveram permissão para ficar na área até a entrega dos apartamentos, mediante acordo firmado em 2011 entre Justiça, Prefeitura e proprietária do espaço. A obra foi iniciada em 2012 com previsão de entrega em 2014, o que não ocorreu, devido à paralisação dos trabalhos por problemas com a construtora responsável. A retomada da construção se deu em agosto, com promessa de conclusão para setembro de 2018.
“Estávamos desconfiados pelo fato de a obra voltar e não avisarem para a gente. Fomos até a Secretaria de Habitação e não sabiam sobre a gente”, destaca a balconista Priscila da Silva, 30 anos, que vive com o marido e dois filhos. “Nesta semana, liguei lá (na Prefeitura) e disseram que nossa comunidade não foi citada no edital de retorno das obras”, relata.
No anúncio de retomada do empreendimento, a Prefeitura informou que serão beneficiadas famílias removidas do entorno dos córregos Saracantan e Colina, além de moradores de áreas de risco do programa Renda Abrigo. “Temos provas suficientes de que também estamos cadastrados e vamos correr atrás dos nossos direitos”, fala o porteiro Erivan da Silva, 32, que vive com a mulher e três filhas. Uma delas, Emily, 11, lembra que a queda de parte do telhado, após tempestade, quase atingiu a família.
“Quando chove, é melhor ficar fora do que dentro de casa”, lamenta Sebastião da Conceição, 59, que só se locomove com auxílio de muletas e mora sozinho, em condições subumanas. “Estamos em barco sem navegador”, desabafa.
A CEF (Caixa Econômica Federal), gestora do contrato do Residencial Independência, diz que a indicação de famílias para os apartamentos é de responsabilidade da Prefeitura. Já a administração observa que “está em processo de análise a demanda solicitada” pela CEF, que orienta que se encaminhe para o local a demanda do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Saracantan Colina e PAC Risco. 



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Famílias vivem na incerteza de moradia

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

30/09/2017 | 07:00


A expectativa de moradia digna que as 64 famílias que vivem em barracos à beira do km 24 da Rodovia Anchieta mantinham, com a construção do Condomínio Residencial Independência, no Montanhão, em São Bernardo, se transformou em preocupação. Isso porque acordo firmado em 2012 junto à Prefeitura para que o grupo seja beneficiado com apartamentos entre os 420 que estão sendo erguidos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, no mesmo bairro, não é reconhecido pela gestão municipal atual.
Os moradores, instalados há cerca de 20 anos de forma irregular em terreno pertencente à Ecovias – concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes –, obtiveram permissão para ficar na área até a entrega dos apartamentos, mediante acordo firmado em 2011 entre Justiça, Prefeitura e proprietária do espaço. A obra foi iniciada em 2012 com previsão de entrega em 2014, o que não ocorreu, devido à paralisação dos trabalhos por problemas com a construtora responsável. A retomada da construção se deu em agosto, com promessa de conclusão para setembro de 2018.
“Estávamos desconfiados pelo fato de a obra voltar e não avisarem para a gente. Fomos até a Secretaria de Habitação e não sabiam sobre a gente”, destaca a balconista Priscila da Silva, 30 anos, que vive com o marido e dois filhos. “Nesta semana, liguei lá (na Prefeitura) e disseram que nossa comunidade não foi citada no edital de retorno das obras”, relata.
No anúncio de retomada do empreendimento, a Prefeitura informou que serão beneficiadas famílias removidas do entorno dos córregos Saracantan e Colina, além de moradores de áreas de risco do programa Renda Abrigo. “Temos provas suficientes de que também estamos cadastrados e vamos correr atrás dos nossos direitos”, fala o porteiro Erivan da Silva, 32, que vive com a mulher e três filhas. Uma delas, Emily, 11, lembra que a queda de parte do telhado, após tempestade, quase atingiu a família.
“Quando chove, é melhor ficar fora do que dentro de casa”, lamenta Sebastião da Conceição, 59, que só se locomove com auxílio de muletas e mora sozinho, em condições subumanas. “Estamos em barco sem navegador”, desabafa.
A CEF (Caixa Econômica Federal), gestora do contrato do Residencial Independência, diz que a indicação de famílias para os apartamentos é de responsabilidade da Prefeitura. Já a administração observa que “está em processo de análise a demanda solicitada” pela CEF, que orienta que se encaminhe para o local a demanda do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Saracantan Colina e PAC Risco. 

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