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Santo André realiza desfile com usuários dos Caps na região central

Evento está ligado aos 30 anos do Dia Nacional da Luta Antimanicomial


Matheus Angioleto
Do Diário do Grande ABC

17/05/2017 | 07:00


Humanização, informação, dedicação e coração. Entre cores, música, dança e alegria, Santo André realizou ontem, na Concha Acústica da Praça do Carmo, região central da cidade, o Mental Fashion Day, evento realizado por usuários e funcionários do Caps (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) para promover a Semana de Saúde Mental. O tema responsável pelo conceito do desfile foi o Somos Todos CAPS’eleiros Malucos, em referência ao personagem chapeleiro maluco, da história Alice no País das Maravilhas.

A ação está ligada ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que completa 30 anos no dia 18. As roupas do desfile serão usadas em ação no mesmo dia no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, na Capital. “A ação vai mostrando como os usuários da saúde mental têm autonomia e o protagonismo circulando com os demais munícipes, junto aos cuidados do Caps”, afirma o coordenador da Saúde Mental de Santo André, Danny Martyn Van de Groes.

“Fiquei muito emocionada quando cheguei e verifiquei toda decoração e amor envolvidos. Aqui é um ambiente repleto de amor e carinho. É dessa forma que nós, da Secretaria de Saúde, pretendemos cuidar cada vez mais dos usuários da saúde mental. Para a gente isso é muito sério”, disse a secretária Ana Paula Peña Dias.

Quebrando os preconceitos na passarela, diversos usuários desfilaram para uma plateia cheia, sob música e aplausos. As roupas e acessórios foram costurados e customizados, em sua maioria, pelos próprios protagonistas da ação.

Nem lapsos de memória, esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar impediram a andreense Vilma de França, 55 anos, usuária do Caps Parque das Nações, de dançar com sua bengala e passar a alegria ao público. “As pessoas não sabem das coisas maravilhosas que somos capazes de fazer. Depressão, esquizofrenia, bipolaridade e psicose já são podados, tomando remédio é como se fosse diabete. A saúde mental é uma doença, que antigamente ninguém sabia.”

O nervosismo apareceu pouco antes de Isaura Xavier, 57, desfilar com a roupa colorida, brilho nos olhos e diversos anéis e pulseiras. Diagnosticada com transtorno bipolar, a paciente considera que luta pela questão antimanicomial. “Quem se trata e toma o remédio direitinho faz bonito, assim como eu fiz ali. Sinto-me cada vez mais curada e importante. A psiquiatria não tem cura, mas fazemos a cura. A gente sabe que vai ficar internada, é cuidada e volta para casa”, conta a andreense paciente do Caps Vila Vitória.



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Santo André realiza desfile com usuários dos Caps na região central

Evento está ligado aos 30 anos do Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Matheus Angioleto
Do Diário do Grande ABC

17/05/2017 | 07:00


Humanização, informação, dedicação e coração. Entre cores, música, dança e alegria, Santo André realizou ontem, na Concha Acústica da Praça do Carmo, região central da cidade, o Mental Fashion Day, evento realizado por usuários e funcionários do Caps (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) para promover a Semana de Saúde Mental. O tema responsável pelo conceito do desfile foi o Somos Todos CAPS’eleiros Malucos, em referência ao personagem chapeleiro maluco, da história Alice no País das Maravilhas.

A ação está ligada ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que completa 30 anos no dia 18. As roupas do desfile serão usadas em ação no mesmo dia no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, na Capital. “A ação vai mostrando como os usuários da saúde mental têm autonomia e o protagonismo circulando com os demais munícipes, junto aos cuidados do Caps”, afirma o coordenador da Saúde Mental de Santo André, Danny Martyn Van de Groes.

“Fiquei muito emocionada quando cheguei e verifiquei toda decoração e amor envolvidos. Aqui é um ambiente repleto de amor e carinho. É dessa forma que nós, da Secretaria de Saúde, pretendemos cuidar cada vez mais dos usuários da saúde mental. Para a gente isso é muito sério”, disse a secretária Ana Paula Peña Dias.

Quebrando os preconceitos na passarela, diversos usuários desfilaram para uma plateia cheia, sob música e aplausos. As roupas e acessórios foram costurados e customizados, em sua maioria, pelos próprios protagonistas da ação.

Nem lapsos de memória, esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar impediram a andreense Vilma de França, 55 anos, usuária do Caps Parque das Nações, de dançar com sua bengala e passar a alegria ao público. “As pessoas não sabem das coisas maravilhosas que somos capazes de fazer. Depressão, esquizofrenia, bipolaridade e psicose já são podados, tomando remédio é como se fosse diabete. A saúde mental é uma doença, que antigamente ninguém sabia.”

O nervosismo apareceu pouco antes de Isaura Xavier, 57, desfilar com a roupa colorida, brilho nos olhos e diversos anéis e pulseiras. Diagnosticada com transtorno bipolar, a paciente considera que luta pela questão antimanicomial. “Quem se trata e toma o remédio direitinho faz bonito, assim como eu fiz ali. Sinto-me cada vez mais curada e importante. A psiquiatria não tem cura, mas fazemos a cura. A gente sabe que vai ficar internada, é cuidada e volta para casa”, conta a andreense paciente do Caps Vila Vitória.

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