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Firma de fundo de quintal desbancou empresas maiores

Denis Maciel 16/2/17 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa contratada pelo governo Lauro ganhou carta-convite de empreiteira que toca obras vultosas


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/05/2017 | 07:00


Sediada nos fundos de um cortiço na periferia de Diadema, a Mendonça e Silva desbancou empreiteiras conhecidas no processo aberto pelo governo do prefeito Lauro Michels (PV) para contratar firma para tocar reformas em escolas municipais.

Durante depoimento de secretários à CPI que investiga os convênios, ontem à tarde, o relator da comissão, Josa Queiroz (PT), revelou que a firma recém-criada e sem experiência no ramo foi escolhida pelo Paço, a despeito de companhias mais antigas e com know-how, como a ECG Engenharia Construções e Geotecnia, terem oferecido suas propostas.

A relação de cinco contratos, sem licitação, com a Mendonça e Silva, fornecidos à CPI pelo governo Lauro revela que a firma de fundo de quintal superou em todos os cinco convênios outras seis construtoras, sendo a maioria delas mais antigas no ramo e com currículo mais extenso que a companhia de Orisvaldo José da Silva, como a própria ECG, instituída em 1995 – a Mendonça foi aberta em 2013 e seu primeiro e único contrato público foi com o governo Lauro. A ECG, inclusive, é responsável pelas obras da Fábrica de Cultura, no Centro, cujo valor do contrato é de R$ 14,3 milhões.

Embora não exista concorrência plena entre as empresas na modalidade de carta-convite, em cada um dos processos de compra abertos pelo Paço outras empresas entregaram propostas para serem convidadas a tocar as intervenções, abrindo o leque de alternativas que a administração teria para escolher a oferta mais vantajosa.

Também participaram desse processo a Dicassa Engenharia Eireli, também de Diadema; a JKS Locações e Construções Ltda (Guarujá) e a Teto Construtora SA.

DEPOIMENTOS
Ontem foi a vez de a comissão ouvir depoimentos dos secretários Tatiane Ramos (PSB, Educação) e José Marcelo (Obras), responsáveis pelas áreas envolvidas com o contrato com a Mendonça. Ambos foram evasivos em suas respostas aos questionamentos dos vereadores.

Questionada diversas vezes por Josa e por Ricardo Yoshio (PRB) sobre os motivos de a administração escolher a modalidade de carta-convite, em vez de adotar licitação comum já que o objeto dos contratos era o mesmo, Tatiane preferiu se limitar a afirmar categoricamente que a firma executou os serviços. “Acredito eu que o secretário de Obras pode explicar melhor (sobre a escolha por carta-convite)”, disse Tatiane, que era assistente do hoje presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), secretário de Educação à época dos convênios.

José Marcelo, porém, não esclareceu os motivos pela escolha da Mendonça e Silva, frisando que a firma já estava cadastrada no Paço. “Às vezes empresas pequenas possuem profissionais bons.” 



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Firma de fundo de quintal desbancou empresas maiores

Empresa contratada pelo governo Lauro ganhou carta-convite de empreiteira que toca obras vultosas

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/05/2017 | 07:00


Sediada nos fundos de um cortiço na periferia de Diadema, a Mendonça e Silva desbancou empreiteiras conhecidas no processo aberto pelo governo do prefeito Lauro Michels (PV) para contratar firma para tocar reformas em escolas municipais.

Durante depoimento de secretários à CPI que investiga os convênios, ontem à tarde, o relator da comissão, Josa Queiroz (PT), revelou que a firma recém-criada e sem experiência no ramo foi escolhida pelo Paço, a despeito de companhias mais antigas e com know-how, como a ECG Engenharia Construções e Geotecnia, terem oferecido suas propostas.

A relação de cinco contratos, sem licitação, com a Mendonça e Silva, fornecidos à CPI pelo governo Lauro revela que a firma de fundo de quintal superou em todos os cinco convênios outras seis construtoras, sendo a maioria delas mais antigas no ramo e com currículo mais extenso que a companhia de Orisvaldo José da Silva, como a própria ECG, instituída em 1995 – a Mendonça foi aberta em 2013 e seu primeiro e único contrato público foi com o governo Lauro. A ECG, inclusive, é responsável pelas obras da Fábrica de Cultura, no Centro, cujo valor do contrato é de R$ 14,3 milhões.

Embora não exista concorrência plena entre as empresas na modalidade de carta-convite, em cada um dos processos de compra abertos pelo Paço outras empresas entregaram propostas para serem convidadas a tocar as intervenções, abrindo o leque de alternativas que a administração teria para escolher a oferta mais vantajosa.

Também participaram desse processo a Dicassa Engenharia Eireli, também de Diadema; a JKS Locações e Construções Ltda (Guarujá) e a Teto Construtora SA.

DEPOIMENTOS
Ontem foi a vez de a comissão ouvir depoimentos dos secretários Tatiane Ramos (PSB, Educação) e José Marcelo (Obras), responsáveis pelas áreas envolvidas com o contrato com a Mendonça. Ambos foram evasivos em suas respostas aos questionamentos dos vereadores.

Questionada diversas vezes por Josa e por Ricardo Yoshio (PRB) sobre os motivos de a administração escolher a modalidade de carta-convite, em vez de adotar licitação comum já que o objeto dos contratos era o mesmo, Tatiane preferiu se limitar a afirmar categoricamente que a firma executou os serviços. “Acredito eu que o secretário de Obras pode explicar melhor (sobre a escolha por carta-convite)”, disse Tatiane, que era assistente do hoje presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), secretário de Educação à época dos convênios.

José Marcelo, porém, não esclareceu os motivos pela escolha da Mendonça e Silva, frisando que a firma já estava cadastrada no Paço. “Às vezes empresas pequenas possuem profissionais bons.” 

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