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449 temem perder emprego na Volks


William Glauber
Do Diário do Grande ABC

12/05/2006 | 08:13


Embora não tenha sido divulgada nenhuma lista com nomes de demitidos, 499 trabalhadores da Volkswagen, alocados no CFE (Centro de Formação e Estudos), temem perder o emprego a partir de 21 de novembro – data-limite do acordo de estabilidade na planta Anchieta. Para reverter o quadro, os empregados e familiares organizarão para a próxima semana, sem data definida, uma passeata no Centro de São Bernardo.

A história do CFE se entrelaça com a Autovisão – um projeto da Volkswagen para geração de negócios e empregos, criado para absorver mão-de-obra de ex-empregados da montadora e também de trabalhadores sem relação com a empresa.

A Volkswagen enumera seis operações em andamento, com a geração de 224 empregos, que beneficiam 4,2 mil famílias. No CFE, a empresa elenca 30 cursos de qualificação profissional que são oferecidos aos trabalhadores em parceria com Senai, Senac e Sebrae. Destacam-se a formação em webdesign, eletrônica, idiomas, gestão de produção e logística, entre outros.

Em relação à Autovisão, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no entanto, contesta a efetivação de qualquer projeto do empreendimento. “A Autovisão nunca existiu. O que tem é um grupo de 499 trabalhadores. Metade em licença remunerada e outra metade no CFE”, diz o vice-presidente da entidade, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

A idéia da criação de uma espécie de incubadora de empresas, segundo Alemão, era “fantástica”, quando apresentada em Wolfsburg – sede da Volkswagen, na Alemanha. “Mas não se concretizou. A intenção era gerar várias empresas, novos empreendimentos e empregos. E isso não aconteceu”, lamenta o sindicalista.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os trabalhadores do CFE são hoje apenas uma parte dos 1.923 excedentes na planta Anchieta anunciados pela Volkswagen em julho de 2003. O sindicato também informa que mais de 2 mil metalúrgicos da montadora aderiram ao PDV (Programa de Demissões Voluntárias), principalmente os trabalhadores aposentados ou em proximidade da aposentadoria.

Vida pós-Volks – O metalúrgico João, que não quis revelar a verdadeira identidade, conta que todos os cursos oferecidos pelo CFE têm alta qualidade e possuem associação à entidades renomadas como Senai, Senac e Sebrae. Nesses dois anos e meio, o trabalhador estudou webdesign, montagem e manutenção de microcomputadores e formação de instrutor.

“Quando eu recebi a carta de que estaria no CFE, pensei que meu mundo tivesse acabado, mas hoje eu vi que existe vida fora da Volkswagen”, diz. Hoje, o trabalhador conta que há esperanças: “Com certeza, o estudo vai abrir outras oportunidades”.

Antônio, que também não quis se identificar, está mais apreensivo com a proximidade do fim do acordo de estabilidade. “Existe medo do desemprego em qualquer pai de família. Tenho medo de ir embora, depois de tanto ter trabalhado pela empresa.” Os dois disseram desconhecer qualquer companhia fomentada pela Autovisão.



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449 temem perder emprego na Volks

William Glauber
Do Diário do Grande ABC

12/05/2006 | 08:13


Embora não tenha sido divulgada nenhuma lista com nomes de demitidos, 499 trabalhadores da Volkswagen, alocados no CFE (Centro de Formação e Estudos), temem perder o emprego a partir de 21 de novembro – data-limite do acordo de estabilidade na planta Anchieta. Para reverter o quadro, os empregados e familiares organizarão para a próxima semana, sem data definida, uma passeata no Centro de São Bernardo.

A história do CFE se entrelaça com a Autovisão – um projeto da Volkswagen para geração de negócios e empregos, criado para absorver mão-de-obra de ex-empregados da montadora e também de trabalhadores sem relação com a empresa.

A Volkswagen enumera seis operações em andamento, com a geração de 224 empregos, que beneficiam 4,2 mil famílias. No CFE, a empresa elenca 30 cursos de qualificação profissional que são oferecidos aos trabalhadores em parceria com Senai, Senac e Sebrae. Destacam-se a formação em webdesign, eletrônica, idiomas, gestão de produção e logística, entre outros.

Em relação à Autovisão, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no entanto, contesta a efetivação de qualquer projeto do empreendimento. “A Autovisão nunca existiu. O que tem é um grupo de 499 trabalhadores. Metade em licença remunerada e outra metade no CFE”, diz o vice-presidente da entidade, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

A idéia da criação de uma espécie de incubadora de empresas, segundo Alemão, era “fantástica”, quando apresentada em Wolfsburg – sede da Volkswagen, na Alemanha. “Mas não se concretizou. A intenção era gerar várias empresas, novos empreendimentos e empregos. E isso não aconteceu”, lamenta o sindicalista.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os trabalhadores do CFE são hoje apenas uma parte dos 1.923 excedentes na planta Anchieta anunciados pela Volkswagen em julho de 2003. O sindicato também informa que mais de 2 mil metalúrgicos da montadora aderiram ao PDV (Programa de Demissões Voluntárias), principalmente os trabalhadores aposentados ou em proximidade da aposentadoria.

Vida pós-Volks – O metalúrgico João, que não quis revelar a verdadeira identidade, conta que todos os cursos oferecidos pelo CFE têm alta qualidade e possuem associação à entidades renomadas como Senai, Senac e Sebrae. Nesses dois anos e meio, o trabalhador estudou webdesign, montagem e manutenção de microcomputadores e formação de instrutor.

“Quando eu recebi a carta de que estaria no CFE, pensei que meu mundo tivesse acabado, mas hoje eu vi que existe vida fora da Volkswagen”, diz. Hoje, o trabalhador conta que há esperanças: “Com certeza, o estudo vai abrir outras oportunidades”.

Antônio, que também não quis se identificar, está mais apreensivo com a proximidade do fim do acordo de estabilidade. “Existe medo do desemprego em qualquer pai de família. Tenho medo de ir embora, depois de tanto ter trabalhado pela empresa.” Os dois disseram desconhecer qualquer companhia fomentada pela Autovisão.

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