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Juro pago pelo consumidor cai só 0,04 ponto, diz Anefac


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

15/03/2006 | 07:57


Levantamento realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), mostra que o custo do crédito ao consumidor caiu apenas 0,04 ponto percentual em fevereiro. Vale lembrar que no período da apuração, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu o juro básico em 0,75 ponto percentual. De janeiro para fevereiro, a Selic caiu de 18,50% para 17,25% ao ano.

Segundo a Anefac, a média dos juros embutidos pelo comércio, bancos e financeiras junto ao crédito ao consumidor superou a Selic em 707,19% no mês passado, sendo de 139,24% ao ano. Se de um lado esse dado assusta, de outro reforça a necessidade de maiores cuidados no momento de realizar a compra de um bem financiado, ou mesmo lançar mão do uso do cartão de crédito e cheque especial.

Evite – A principal dica no momento é evitar ao máximo a tomada de empréstimos e financiamentos junto às financeiras. Elas hoje são as vilãs do juro alto, com a cobrança de 11,59% nos repasses de crédito, ou 271,62% ao ano. Essa taxa representa uma diferença de 1.474,61% ante o juro oficial brasileiro, que em fevereiro era de 17,25%. Enquanto o juro para empréstimo pessoal nas financeiras é de 11,59%, nos bancos, o custo do mesmo empréstimo pessoal sai por 5,72%. Ou seja, nos bancos, paga-se quase a metade do cobrado pelas financeiras.

O segundo grande vilão do juro alto são os cartões de crédito. Nos meses de janeiro e fevereiro, as administradoras cobraram taxa de 10,24%, apenas 0,01 ponto percentual inferior a apurada em dezembro. A título de comparação, em fevereiro do ano passado, a taxa era de 10,13%.

Mais barato – Dentro do levantamento de taxas da Anefac, os empréstimos realizados via CDC (Crédito Direto ao Consumidor), junto aos bancos, tiveram em fevereiro os juros mais baixos, de 3,46% no mês. Essa linha de crédito é muito usada para o financiamento de bens de alto valor agregado, como veículos, por exemplo. Apesar de serem as mais baixas do segmento de crédito, quando anualizadas representam 49,71%. Quando embutido no preço de um veículo, esse juro reflete a compra de um carro e meio.


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Juro pago pelo consumidor cai só 0,04 ponto, diz Anefac

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

15/03/2006 | 07:57


Levantamento realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), mostra que o custo do crédito ao consumidor caiu apenas 0,04 ponto percentual em fevereiro. Vale lembrar que no período da apuração, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu o juro básico em 0,75 ponto percentual. De janeiro para fevereiro, a Selic caiu de 18,50% para 17,25% ao ano.

Segundo a Anefac, a média dos juros embutidos pelo comércio, bancos e financeiras junto ao crédito ao consumidor superou a Selic em 707,19% no mês passado, sendo de 139,24% ao ano. Se de um lado esse dado assusta, de outro reforça a necessidade de maiores cuidados no momento de realizar a compra de um bem financiado, ou mesmo lançar mão do uso do cartão de crédito e cheque especial.

Evite – A principal dica no momento é evitar ao máximo a tomada de empréstimos e financiamentos junto às financeiras. Elas hoje são as vilãs do juro alto, com a cobrança de 11,59% nos repasses de crédito, ou 271,62% ao ano. Essa taxa representa uma diferença de 1.474,61% ante o juro oficial brasileiro, que em fevereiro era de 17,25%. Enquanto o juro para empréstimo pessoal nas financeiras é de 11,59%, nos bancos, o custo do mesmo empréstimo pessoal sai por 5,72%. Ou seja, nos bancos, paga-se quase a metade do cobrado pelas financeiras.

O segundo grande vilão do juro alto são os cartões de crédito. Nos meses de janeiro e fevereiro, as administradoras cobraram taxa de 10,24%, apenas 0,01 ponto percentual inferior a apurada em dezembro. A título de comparação, em fevereiro do ano passado, a taxa era de 10,13%.

Mais barato – Dentro do levantamento de taxas da Anefac, os empréstimos realizados via CDC (Crédito Direto ao Consumidor), junto aos bancos, tiveram em fevereiro os juros mais baixos, de 3,46% no mês. Essa linha de crédito é muito usada para o financiamento de bens de alto valor agregado, como veículos, por exemplo. Apesar de serem as mais baixas do segmento de crédito, quando anualizadas representam 49,71%. Quando embutido no preço de um veículo, esse juro reflete a compra de um carro e meio.

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