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Sarney exige que PT se una para impedir CPI



02/03/2004 | 00:36


  O PMDB e o representante de maior peso do partido no Congresso, o presidente do Senado, José Sarney (AP), transferiram nesta segunda para os petistas a tarefa de tornar inviável a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos bingos – apoiada por 33 senadores, seis além do necessário. Como sete dos 33 senadores são do PT, caberá ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirar as assinaturas e enterrar a CPI.

Discreto e evitando verbalizar a insatisfação com a atuação no Congresso dos líderes governistas na condução da crise provocada pelo caso Waldomiro Diniz, Sarney comentou com colegas do PMDB que o PT teria de fazer sua parte. “Se a CPI tiver as assinaturas, não tenho como não proceder a sua instalação”, disse Sarney ao líder pemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL), após uma reunião entre os dois em seu gabinete.

O presidente do Senado havia se comprometido com o Palácio do Planalto a impedir a instalação da CPI dos Bingos proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES). Ele poderia, regimentalmente, não aceitar o pedido com a argumentação de que não havia fato predeterminado a ser apurado – os motivos relatados no pedido seriam muito genéricos.

Sarney e os pemedebistas chegaram à conclusão de que o PMDB ficaria sozinho com o ônus de enterrar a CPI, enquanto o PT poderia até assumir o discurso de que não é contra a abertura do inquérito parlamentar. Tanto é assim, diriam os petistas, que os sete senadores do partido não seriam convidados a retirar as assinaturas.

O discurso desta segunda dos pemedebistas foi claro: se os petistas não retirarem as assinaturas do pedido de CPI, a bancada poderá ser responsabilizada pela ampliação da crise provocada pela ligação do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz com bicheiros.

A saída imposta pelo PMDB ao partido de Lula poderá ser extremamente dolorosa para parlamentares que durante toda a vida pública defenderam as investigações parlamentares, como os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e o ex-líder do bloco governista Tião Viana (PT-AC).

Nesta segunda à noite, a bancada de senadores do PT fez uma reunião para discutir o assunto. Antes, o líder do governo, senador Aloízio Mercadante (SP), esteve reunido no Palácio do Planalto com o chefe da Secretaria de Articulação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo.

O governo está consciente de que, mesmo numa CPI genérica para investigar a situação dos bingos, Diniz e o suposto bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, seriam os primeiros convocados pela oposição a depor.

Depois de dias de silêncio na Praia do Calhau, na capital maranhense, Sarney disse nesta segunda a parlamentares estar convencido de que não poderia resolver sozinho a questão da CPI. “Provavelmente muita gente só assinou a CPI porque viu que os petistas assinaram”, alegou Calheiros. Ele acredita que o recuo da principal bancada de apoio ao governo levará outros senadores a fazerem o mesmo.



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Sarney exige que PT se una para impedir CPI


02/03/2004 | 00:36


  O PMDB e o representante de maior peso do partido no Congresso, o presidente do Senado, José Sarney (AP), transferiram nesta segunda para os petistas a tarefa de tornar inviável a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos bingos – apoiada por 33 senadores, seis além do necessário. Como sete dos 33 senadores são do PT, caberá ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirar as assinaturas e enterrar a CPI.

Discreto e evitando verbalizar a insatisfação com a atuação no Congresso dos líderes governistas na condução da crise provocada pelo caso Waldomiro Diniz, Sarney comentou com colegas do PMDB que o PT teria de fazer sua parte. “Se a CPI tiver as assinaturas, não tenho como não proceder a sua instalação”, disse Sarney ao líder pemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL), após uma reunião entre os dois em seu gabinete.

O presidente do Senado havia se comprometido com o Palácio do Planalto a impedir a instalação da CPI dos Bingos proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES). Ele poderia, regimentalmente, não aceitar o pedido com a argumentação de que não havia fato predeterminado a ser apurado – os motivos relatados no pedido seriam muito genéricos.

Sarney e os pemedebistas chegaram à conclusão de que o PMDB ficaria sozinho com o ônus de enterrar a CPI, enquanto o PT poderia até assumir o discurso de que não é contra a abertura do inquérito parlamentar. Tanto é assim, diriam os petistas, que os sete senadores do partido não seriam convidados a retirar as assinaturas.

O discurso desta segunda dos pemedebistas foi claro: se os petistas não retirarem as assinaturas do pedido de CPI, a bancada poderá ser responsabilizada pela ampliação da crise provocada pela ligação do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz com bicheiros.

A saída imposta pelo PMDB ao partido de Lula poderá ser extremamente dolorosa para parlamentares que durante toda a vida pública defenderam as investigações parlamentares, como os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e o ex-líder do bloco governista Tião Viana (PT-AC).

Nesta segunda à noite, a bancada de senadores do PT fez uma reunião para discutir o assunto. Antes, o líder do governo, senador Aloízio Mercadante (SP), esteve reunido no Palácio do Planalto com o chefe da Secretaria de Articulação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo.

O governo está consciente de que, mesmo numa CPI genérica para investigar a situação dos bingos, Diniz e o suposto bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, seriam os primeiros convocados pela oposição a depor.

Depois de dias de silêncio na Praia do Calhau, na capital maranhense, Sarney disse nesta segunda a parlamentares estar convencido de que não poderia resolver sozinho a questão da CPI. “Provavelmente muita gente só assinou a CPI porque viu que os petistas assinaram”, alegou Calheiros. Ele acredita que o recuo da principal bancada de apoio ao governo levará outros senadores a fazerem o mesmo.

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