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Prefeitura de Mauá risca rua do mapa


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:15


A rua Vitória Régia, há 30 anos constituída como parte do Jardim Primavera, em Mauá, foi literalmente riscada do mapa. A via, que fica na divisa com Ribeirão Pires, não pertence mais ao município desde o último dia 23, de acordo com ofício enviado pela administração municipal aos moradores. No comunicado, foram informados de que a rua faz parte de Ribeirão Pires, embora tenham recebido carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a ser recolhido pela Prefeitura de Mauá. Pagam pelo imposto, mas não têm acesso aos serviços públicos, como coleta de lixo. Pelo menos 20 famílias têm sido prejudicadas. Segundo a Prefeitura de Ribeirão, existe um “acordo” entre os dois municípios.

A população recebeu o comunicado da Prefeitura – em papel timbrado – com a informação de que a mudança foi motivada por requerimento apresentado pelo vereador Átila Jacomussi (PSB). O texto explica que “em atendimento à solicitação do vereador, informamos que a rua Vitória Régia pertence a Ribeirão Pires”. Na tarde de segunda-feira, a reportagem procurou pelo vereador Átila Jacomussi, mas não obteve retorno.

A Vitória Régia começa na rua das Margaridas, também no Jardim Primavera, segue fazendo um “U” e termina na mesma rua. Não há acesso direto da rua por Ribeirão Pires, apenas por Mauá.

Desde o dia 23, nenhum caminhão de lixo percorre a rua. Na parte inferior da via, os sacos de lixo se acumulam. “Sempre fomos moradores de Mauá. Pago meus impostos para a cidade. Agora, não sei o que aconteceu”, conta o morador João Roque Alves, 48 anos, que mora na rua há 14 anos.

Além dos serviços básicos como a coleta de lixo, a rua – que não é asfaltada – precisa de reparos na altura do número 388. Um buraco que, segundo os moradores, aumenta a cada dia, atrapalha o trânsito de veículos. “A rua está rachando, mas não há Prefeitura (de Mauá ou Ribeirão) que resolva”, diz a moradora Renata Thomáz Aquino, 30 anos. Ela diz morar no local praticamente desde que nasceu, e também não sabe o motivo da mudança.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que a área onde fica a rua Vitória Régia pertence ao município, mas haveria um acordo entre as duas administrações para que Mauá fosse a responsável pelos serviços urbanos – como coleta de lixo – tanto é que a população recebe o carnê de IPTU do município. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Mauá se negou a comentar o assunto.


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Prefeitura de Mauá risca rua do mapa

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:15


A rua Vitória Régia, há 30 anos constituída como parte do Jardim Primavera, em Mauá, foi literalmente riscada do mapa. A via, que fica na divisa com Ribeirão Pires, não pertence mais ao município desde o último dia 23, de acordo com ofício enviado pela administração municipal aos moradores. No comunicado, foram informados de que a rua faz parte de Ribeirão Pires, embora tenham recebido carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a ser recolhido pela Prefeitura de Mauá. Pagam pelo imposto, mas não têm acesso aos serviços públicos, como coleta de lixo. Pelo menos 20 famílias têm sido prejudicadas. Segundo a Prefeitura de Ribeirão, existe um “acordo” entre os dois municípios.

A população recebeu o comunicado da Prefeitura – em papel timbrado – com a informação de que a mudança foi motivada por requerimento apresentado pelo vereador Átila Jacomussi (PSB). O texto explica que “em atendimento à solicitação do vereador, informamos que a rua Vitória Régia pertence a Ribeirão Pires”. Na tarde de segunda-feira, a reportagem procurou pelo vereador Átila Jacomussi, mas não obteve retorno.

A Vitória Régia começa na rua das Margaridas, também no Jardim Primavera, segue fazendo um “U” e termina na mesma rua. Não há acesso direto da rua por Ribeirão Pires, apenas por Mauá.

Desde o dia 23, nenhum caminhão de lixo percorre a rua. Na parte inferior da via, os sacos de lixo se acumulam. “Sempre fomos moradores de Mauá. Pago meus impostos para a cidade. Agora, não sei o que aconteceu”, conta o morador João Roque Alves, 48 anos, que mora na rua há 14 anos.

Além dos serviços básicos como a coleta de lixo, a rua – que não é asfaltada – precisa de reparos na altura do número 388. Um buraco que, segundo os moradores, aumenta a cada dia, atrapalha o trânsito de veículos. “A rua está rachando, mas não há Prefeitura (de Mauá ou Ribeirão) que resolva”, diz a moradora Renata Thomáz Aquino, 30 anos. Ela diz morar no local praticamente desde que nasceu, e também não sabe o motivo da mudança.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que a área onde fica a rua Vitória Régia pertence ao município, mas haveria um acordo entre as duas administrações para que Mauá fosse a responsável pelos serviços urbanos – como coleta de lixo – tanto é que a população recebe o carnê de IPTU do município. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Mauá se negou a comentar o assunto.

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