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Consórcio capacita técnicos para integrar discussões da Linha 18

Consultoria sobre o projeto visa participação do colegiado em grupo de estudos do Estado que decidirá modal que ligará região à Capital


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 07:00


O Consórcio Intermunicipal Grande ABC realizou, ontem, grupo de estudos a respeito da Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC à Capital. A preparação objetiva a capacitação dos técnicos e prefeitos para uma possível participação do colegiado nas discussões realizadas pelo governo do Estado a respeito do modal que será escolhido para o sistema. Embora PPP (Parceria Público-Privada), assinada em 2014, tenha o monotrilho como modelo para o projeto, o governador, João Doria (PSDB), promete definir, até junho, se haverá troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

O Consórcio aguarda agenda com o secretário paulista de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para indicar os nomes que integrarão o grupo de trabalho. A expectativa é a de que o encontro aconteça após o feriado de Páscoa.

Conforme explica o secretário-executivo do Consórcio, Edgard Brandão, a consultoria pretende deixar o órgão “por dentro” do projeto, tratado como prioridade para a mobilidade urbana do Grande ABC. “Apesar de se tratar de decisão de governo, o Consórcio pode acompanhar a discussão e contribuir com o suporte técnico.”

O engenheiro Antônio Luiz Santana, sócio-diretor da Oficina Consultores, destacou que, embora o traçado passe por três das sete cidades – Santo André, São Bernardo e São Caetano – trará impacto a toda a região. “(O modal) Deve ser pensado de forma a integrar com os sistemas que já existem, para criar sinergia, ou vai perder efetividade”, afirmou.

No caso da troca do monotrilho pelo BRT, Santana frisou que é preciso ter em mente que o sistema deverá atender até 25 mil passageiros por hora em cada sentido. Neste caso, seria necessário a instalação de plataformas em que até três ônibus realizem embarque e desembarque ao mesmo tempo.

Estimativa do Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP da Linha 18, é que o ramal atenda 423 mil passageiros por dia. O monotrilho circula com velocidade média de 35 km/h e intervalo entre as composições de um minuto e meio. Já o BRT tem média de 17 km/h.

A Oficina Consultores foi responsável pela elaboração de projeto funcional da Linha 18, em 2010, e também do plano diretor de mobilidade urbana do Grande ABC, em 2012. “Quando a discussão sobre a ligação por trilhos do Grande ABC com a Capital foi iniciada, o Estado entendeu que o monotrilho seria a opção menos agressiva ao meio urbano e a mais barata”, lembra. Na ocasião, o BRT não foi colocado em pauta.

O projeto executivo da Linha 18 prevê que o ramal tenha 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. O principal entrave para a sua execução tem sido o custo das desapropriações necessárias ao longo do traçado – cerca de 450 imóveis, custo de R$ 600 milhões. “A questão financeira é importante na hora de definir as ações. Até para não se iniciar uma obra e abandonar”, ressalta Brandão.

Grande ABC defende projeto original

A campanha pelo Metrô no Grande ABC vem ganhando cada vez mais adeptos. O bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini foi um dos primeiros a declarar ao Diário que é a favor do projeto. A Linha 18-Bronze é considerada a melhor opção para atender os fiéis de religiões como o islamismo, judaísmo, umbanda e cristianismo evangélico.

Vice-presidente em ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) considera que a possível troca do modal pelo BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) representa retrocesso financeiro e de tempo à região.

Deputados estaduais com base nas sete cidades, subsecções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e associações comerciais, industriais e empresariais também defendem o Metrô, assim como os presidentes de câmaras, vereadores, dirigentes das regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nas sete cidades, líderes do movimento sindical da região e representantes de clubes de futebol do Grande ABC. 



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Consórcio capacita técnicos para integrar discussões da Linha 18

Consultoria sobre o projeto visa participação do colegiado em grupo de estudos do Estado que decidirá modal que ligará região à Capital

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 07:00


O Consórcio Intermunicipal Grande ABC realizou, ontem, grupo de estudos a respeito da Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC à Capital. A preparação objetiva a capacitação dos técnicos e prefeitos para uma possível participação do colegiado nas discussões realizadas pelo governo do Estado a respeito do modal que será escolhido para o sistema. Embora PPP (Parceria Público-Privada), assinada em 2014, tenha o monotrilho como modelo para o projeto, o governador, João Doria (PSDB), promete definir, até junho, se haverá troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

O Consórcio aguarda agenda com o secretário paulista de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para indicar os nomes que integrarão o grupo de trabalho. A expectativa é a de que o encontro aconteça após o feriado de Páscoa.

Conforme explica o secretário-executivo do Consórcio, Edgard Brandão, a consultoria pretende deixar o órgão “por dentro” do projeto, tratado como prioridade para a mobilidade urbana do Grande ABC. “Apesar de se tratar de decisão de governo, o Consórcio pode acompanhar a discussão e contribuir com o suporte técnico.”

O engenheiro Antônio Luiz Santana, sócio-diretor da Oficina Consultores, destacou que, embora o traçado passe por três das sete cidades – Santo André, São Bernardo e São Caetano – trará impacto a toda a região. “(O modal) Deve ser pensado de forma a integrar com os sistemas que já existem, para criar sinergia, ou vai perder efetividade”, afirmou.

No caso da troca do monotrilho pelo BRT, Santana frisou que é preciso ter em mente que o sistema deverá atender até 25 mil passageiros por hora em cada sentido. Neste caso, seria necessário a instalação de plataformas em que até três ônibus realizem embarque e desembarque ao mesmo tempo.

Estimativa do Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP da Linha 18, é que o ramal atenda 423 mil passageiros por dia. O monotrilho circula com velocidade média de 35 km/h e intervalo entre as composições de um minuto e meio. Já o BRT tem média de 17 km/h.

A Oficina Consultores foi responsável pela elaboração de projeto funcional da Linha 18, em 2010, e também do plano diretor de mobilidade urbana do Grande ABC, em 2012. “Quando a discussão sobre a ligação por trilhos do Grande ABC com a Capital foi iniciada, o Estado entendeu que o monotrilho seria a opção menos agressiva ao meio urbano e a mais barata”, lembra. Na ocasião, o BRT não foi colocado em pauta.

O projeto executivo da Linha 18 prevê que o ramal tenha 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. O principal entrave para a sua execução tem sido o custo das desapropriações necessárias ao longo do traçado – cerca de 450 imóveis, custo de R$ 600 milhões. “A questão financeira é importante na hora de definir as ações. Até para não se iniciar uma obra e abandonar”, ressalta Brandão.

Grande ABC defende projeto original

A campanha pelo Metrô no Grande ABC vem ganhando cada vez mais adeptos. O bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini foi um dos primeiros a declarar ao Diário que é a favor do projeto. A Linha 18-Bronze é considerada a melhor opção para atender os fiéis de religiões como o islamismo, judaísmo, umbanda e cristianismo evangélico.

Vice-presidente em ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) considera que a possível troca do modal pelo BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) representa retrocesso financeiro e de tempo à região.

Deputados estaduais com base nas sete cidades, subsecções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e associações comerciais, industriais e empresariais também defendem o Metrô, assim como os presidentes de câmaras, vereadores, dirigentes das regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nas sete cidades, líderes do movimento sindical da região e representantes de clubes de futebol do Grande ABC. 

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