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Pq.Andreense terá esgoto tratado


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:13


Até o fim deste ano, 480 mil litros de esgoto doméstico do Parque Andreense, em Santo André, deixarão de ser lançados diariamente na represa Billings. Essa é a capacidade de operação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do bairro, que está em fase final de construção. Hoje, o esgoto produzido no bairro é despejado in natura no reservatório, onde é captada a água que abastece 1,6 milhão de moradores em São Bernardo, Diadema e parte de Santo André.

A previsão é de que a obra, orçada em R$ 2,2 milhões, seja concluída até o fim deste mês. Mas a estação só entrará em funcionamento a partir de setembro, quando for finalizado o teste operacional e o treinamento de pessoal. A obra inclui ainda a construção de duas estações elevatórias. Os trabalhos tiveram início em 2004 e estão sendo custeados integralmente pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), que demorou para obter aprovação para a obra.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente relutou em conceder a licença ambiental para construção da ETE. Isso porque o Parque Andreense é mais um dentre tantos bairros do Grande ABC que cresceu desordenadamente dentro da área de manancial. Com a conclusão da obra, o bairro terá melhor infra-estrutura e, com isso, há possibilidade de  aumentar o adensamento populacional e, conseqüentemente, o desmatamento.

Hoje, o esgoto corre a céu aberto pelas ruas do Parque Andreense até chegar à represa. Quem mora no bairro acha difícil que essa situação seja alterada até o fim deste ano. “Ainda falta muita coisa a ser feita. Ninguém ligou o esgoto (nos ramais que levam até a estação de tratamento). Isso vai dar um trabalho e tanto. E se não for feito, a situação vai ficar igual”, diz Joyce Aparecida Martins Moreira, 34 anos, presidente da Associação de Moradores do Bairro.

Segundo o diretor de Planejamento e Obras do Semasa, João Paulo Sarti, a conexão está prevista no projeto e será feita após a conclusão da estação de tratamento. Hoje, Santo André trata 40% do esgoto produzido na cidade. São cerca de 300 litros por segundo que seguem para a ETE-ABC, em São Caetano, operada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Os dejetos excedentes têm como destino principal o rio Tamanduateí, o que o Semasa espera reverter em breve. Até o fim de 2008, a meta da autarquia é tratar 70% do esgoto de Santo André, com pretensão de chegar a 100% em 2012.

Para tanto, uma série de obras são necessárias. O município tem ainda que construir 27 coletores-tronco, que ligam os ramais que captam o esgoto das casas às tubulações interceptoras, que levam os resíduos até a estação de tratamento. Essas obras também prevêem o lançamento do esgoto para tratamento na ETE-ABC. Inaugurada em 1998 pelo Estado, a um custo de US$ 650 milhões – mais de R$ 1 bilhão – a ETE faz parte do Projeto Tietê, que no plano inicial prevê tratar todo o esgoto do Grande ABC até 2020.

A tarefa não será fácil. Hoje, 38% do esgoto produzido na região passa por tratamento. Os melhores percentuais são de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. As duas cidades do Grande ABC, que têm 100% do território em área de manancial, possuem 70% e 85% de índice de tratamento, respectivamente. Os municípios, no entanto, ainda têm baixo nível de coleta de esgoto. Em Ribeirão Pires, a captação abrange 65% da cidade; e em Rio Grande, apenas 25%.


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Pq.Andreense terá esgoto tratado

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:13


Até o fim deste ano, 480 mil litros de esgoto doméstico do Parque Andreense, em Santo André, deixarão de ser lançados diariamente na represa Billings. Essa é a capacidade de operação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do bairro, que está em fase final de construção. Hoje, o esgoto produzido no bairro é despejado in natura no reservatório, onde é captada a água que abastece 1,6 milhão de moradores em São Bernardo, Diadema e parte de Santo André.

A previsão é de que a obra, orçada em R$ 2,2 milhões, seja concluída até o fim deste mês. Mas a estação só entrará em funcionamento a partir de setembro, quando for finalizado o teste operacional e o treinamento de pessoal. A obra inclui ainda a construção de duas estações elevatórias. Os trabalhos tiveram início em 2004 e estão sendo custeados integralmente pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), que demorou para obter aprovação para a obra.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente relutou em conceder a licença ambiental para construção da ETE. Isso porque o Parque Andreense é mais um dentre tantos bairros do Grande ABC que cresceu desordenadamente dentro da área de manancial. Com a conclusão da obra, o bairro terá melhor infra-estrutura e, com isso, há possibilidade de  aumentar o adensamento populacional e, conseqüentemente, o desmatamento.

Hoje, o esgoto corre a céu aberto pelas ruas do Parque Andreense até chegar à represa. Quem mora no bairro acha difícil que essa situação seja alterada até o fim deste ano. “Ainda falta muita coisa a ser feita. Ninguém ligou o esgoto (nos ramais que levam até a estação de tratamento). Isso vai dar um trabalho e tanto. E se não for feito, a situação vai ficar igual”, diz Joyce Aparecida Martins Moreira, 34 anos, presidente da Associação de Moradores do Bairro.

Segundo o diretor de Planejamento e Obras do Semasa, João Paulo Sarti, a conexão está prevista no projeto e será feita após a conclusão da estação de tratamento. Hoje, Santo André trata 40% do esgoto produzido na cidade. São cerca de 300 litros por segundo que seguem para a ETE-ABC, em São Caetano, operada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Os dejetos excedentes têm como destino principal o rio Tamanduateí, o que o Semasa espera reverter em breve. Até o fim de 2008, a meta da autarquia é tratar 70% do esgoto de Santo André, com pretensão de chegar a 100% em 2012.

Para tanto, uma série de obras são necessárias. O município tem ainda que construir 27 coletores-tronco, que ligam os ramais que captam o esgoto das casas às tubulações interceptoras, que levam os resíduos até a estação de tratamento. Essas obras também prevêem o lançamento do esgoto para tratamento na ETE-ABC. Inaugurada em 1998 pelo Estado, a um custo de US$ 650 milhões – mais de R$ 1 bilhão – a ETE faz parte do Projeto Tietê, que no plano inicial prevê tratar todo o esgoto do Grande ABC até 2020.

A tarefa não será fácil. Hoje, 38% do esgoto produzido na região passa por tratamento. Os melhores percentuais são de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. As duas cidades do Grande ABC, que têm 100% do território em área de manancial, possuem 70% e 85% de índice de tratamento, respectivamente. Os municípios, no entanto, ainda têm baixo nível de coleta de esgoto. Em Ribeirão Pires, a captação abrange 65% da cidade; e em Rio Grande, apenas 25%.

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