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Reforma no prédio da CTBC trava acordo em Sto.André

Governo Grana previa acerto com Tribunal de Justiça para alocar imóvel em frente ao Paço


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/06/2014 | 07:21


Os valores da reforma no prédio da antiga CTBC (Companhia Telefônica da Borda do Campo), hoje Vivo, inviabilizaram acordo entre a Prefeitura de Santo André, governada por Carlos Grana (PT), e o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). De acordo com informações extraoficiais, as intervenções estruturais no imóvel, que fica em frente ao Paço, no Centro, atinge valor de R$ 700 mil. O local abrigaria quatro varas do Fórum e departamentos da Prefeitura, como procuradoria e cobrança fiscal.

Equipe técnica do tribunal fez vistoria, recentemente, no espaço e, segundo a Prefeitura, os valores iniciais para reforma, principalmente elétrica, impossibilitaram “qualquer custeio por parte da administração”. Por outro lado, a cúpula petista aguarda nova reunião com integrantes da Justiça estadual “nos próximos dias” para tentar outro ajuste. O convênio entre as partes permitiria alugar o prédio por R$ 84 mil por mês. O órgão paulista repassaria metade do montante e a outra parte ficaria a cargo da Prefeitura.

No Paço, a expectativa era que a reforma englobaria apenas “pequenos reparos”. Prova disso, é que a proposta seria concluir as intervenções no primeiro semestre deste ano. Nos bastidores, o governo petista não demonstra disposição em quitar sozinho com gasto integral, valor considerado alto diante da situação econômica dos cofres públicos – a Prefeitura enfrenta deficit financeiro da ordem de R$ 89 milhões.

Outro impasse se estabeleceu na troca na presidência do TJ. Grana acertou as tratativas em 2013 com o então gestor do órgão, Ivan Sartori. Em janeiro, o desembargador José Renato Nalini assumiu o cargo de comando do tribunal, deixando o termo na estaca zero. “Está travado no momento (também) por conta da mudança (na direção). Não está totalmente descartado, mas teve esse problema, sim. Eles nos pediram para aguardar (a análise)”, alegou o secretário de Relações Institucionais de Santo André, Tiago Nogueira (PT).

O governo tenta o acordo para eventual diminuição das despesas ao unir alguns departamentos. Segundo o secretário, essa ideia partiu no intuito de dar maior utilidade às áreas que, atualmente, são custeadas por aluguel. “Concentraria (espaços) para ter mais economia.” A Prefeitura gasta aproximadamente R$ 6 milhões ao ano só com aluguel de imóveis que acolhem setores públicos.



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Reforma no prédio da CTBC trava acordo em Sto.André

Governo Grana previa acerto com Tribunal de Justiça para alocar imóvel em frente ao Paço

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/06/2014 | 07:21


Os valores da reforma no prédio da antiga CTBC (Companhia Telefônica da Borda do Campo), hoje Vivo, inviabilizaram acordo entre a Prefeitura de Santo André, governada por Carlos Grana (PT), e o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). De acordo com informações extraoficiais, as intervenções estruturais no imóvel, que fica em frente ao Paço, no Centro, atinge valor de R$ 700 mil. O local abrigaria quatro varas do Fórum e departamentos da Prefeitura, como procuradoria e cobrança fiscal.

Equipe técnica do tribunal fez vistoria, recentemente, no espaço e, segundo a Prefeitura, os valores iniciais para reforma, principalmente elétrica, impossibilitaram “qualquer custeio por parte da administração”. Por outro lado, a cúpula petista aguarda nova reunião com integrantes da Justiça estadual “nos próximos dias” para tentar outro ajuste. O convênio entre as partes permitiria alugar o prédio por R$ 84 mil por mês. O órgão paulista repassaria metade do montante e a outra parte ficaria a cargo da Prefeitura.

No Paço, a expectativa era que a reforma englobaria apenas “pequenos reparos”. Prova disso, é que a proposta seria concluir as intervenções no primeiro semestre deste ano. Nos bastidores, o governo petista não demonstra disposição em quitar sozinho com gasto integral, valor considerado alto diante da situação econômica dos cofres públicos – a Prefeitura enfrenta deficit financeiro da ordem de R$ 89 milhões.

Outro impasse se estabeleceu na troca na presidência do TJ. Grana acertou as tratativas em 2013 com o então gestor do órgão, Ivan Sartori. Em janeiro, o desembargador José Renato Nalini assumiu o cargo de comando do tribunal, deixando o termo na estaca zero. “Está travado no momento (também) por conta da mudança (na direção). Não está totalmente descartado, mas teve esse problema, sim. Eles nos pediram para aguardar (a análise)”, alegou o secretário de Relações Institucionais de Santo André, Tiago Nogueira (PT).

O governo tenta o acordo para eventual diminuição das despesas ao unir alguns departamentos. Segundo o secretário, essa ideia partiu no intuito de dar maior utilidade às áreas que, atualmente, são custeadas por aluguel. “Concentraria (espaços) para ter mais economia.” A Prefeitura gasta aproximadamente R$ 6 milhões ao ano só com aluguel de imóveis que acolhem setores públicos.

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