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Queda nas vendas seguram repasses


Do Diário do Grande ABC

21/08/1999 | 15:10


As vendas fracas e a concentraçao das redes de lojas no varejo estao segurando os repasses da alta de custos para os preços cobrados do consumidor. Tanto é que, há dois meses, os fabricantes de produtos eletroeletrônicos estao tentando, sem sucesso, aumentar as listas de preços. Com a quebra de importantes redes como Mappin, Mesbla, G.Aronson e Lojas Brasileiras, e o avanço dos hipermercados na distribuiçao de produtos, a indústria perdeu poder de barganha na negociaçao.

Além disso, o prejuízo registrado pela indústria por conta do grande número de concordatas no comércio está fazendo com que os fabricantes menos capitalizados aceitem as condiçoes impostas pelo varejo. "Temos necessidade de fazer caixa e acabamos aceitando a imposiçao das lojas", diz um representante do setor. Conscientes do seu poder de fogo nas negociaçoes, algumas lojas estao trabalhando com estoques ligeiramente maiores, superiores a 30 dias, com objetivo de ter mais fôlego no embate com os fabricantes.

Na análise de um empresário do comércio, é mais negócio deixar de ganhar 3% numa aplicaçao financeira e empatar esse dinheiro na compra de mercadorias do que ficar sem estoque e ter de pagar 5% a mais pelos produtos.

Conjuntura - Na avaliaçao do presidente da Associaçao Brasileira de Embalagem (Abre), Sérgio Haberfeld, o repasse total dos aumentos de custos para o consumidor vai depender da conjuntura econômica. "O empresário só repassa aumentos se tiver consumo na ponta". Se o supermercado estiver vendendo pouco, diz, a alternativa dos comerciantes é procurar outro fornecedor que nao esteja pressionando por reajustes.

O coordenador do Indice de Preços ao Consumidor da Fundaçao Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, nao acredita que haja espaço para aumento de preço no segundo semestre, quando geralmente o ritmo de atividade é intenso e mais dinheiro começa a circular na economia com o 13º salário.



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Queda nas vendas seguram repasses

Do Diário do Grande ABC

21/08/1999 | 15:10


As vendas fracas e a concentraçao das redes de lojas no varejo estao segurando os repasses da alta de custos para os preços cobrados do consumidor. Tanto é que, há dois meses, os fabricantes de produtos eletroeletrônicos estao tentando, sem sucesso, aumentar as listas de preços. Com a quebra de importantes redes como Mappin, Mesbla, G.Aronson e Lojas Brasileiras, e o avanço dos hipermercados na distribuiçao de produtos, a indústria perdeu poder de barganha na negociaçao.

Além disso, o prejuízo registrado pela indústria por conta do grande número de concordatas no comércio está fazendo com que os fabricantes menos capitalizados aceitem as condiçoes impostas pelo varejo. "Temos necessidade de fazer caixa e acabamos aceitando a imposiçao das lojas", diz um representante do setor. Conscientes do seu poder de fogo nas negociaçoes, algumas lojas estao trabalhando com estoques ligeiramente maiores, superiores a 30 dias, com objetivo de ter mais fôlego no embate com os fabricantes.

Na análise de um empresário do comércio, é mais negócio deixar de ganhar 3% numa aplicaçao financeira e empatar esse dinheiro na compra de mercadorias do que ficar sem estoque e ter de pagar 5% a mais pelos produtos.

Conjuntura - Na avaliaçao do presidente da Associaçao Brasileira de Embalagem (Abre), Sérgio Haberfeld, o repasse total dos aumentos de custos para o consumidor vai depender da conjuntura econômica. "O empresário só repassa aumentos se tiver consumo na ponta". Se o supermercado estiver vendendo pouco, diz, a alternativa dos comerciantes é procurar outro fornecedor que nao esteja pressionando por reajustes.

O coordenador do Indice de Preços ao Consumidor da Fundaçao Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, nao acredita que haja espaço para aumento de preço no segundo semestre, quando geralmente o ritmo de atividade é intenso e mais dinheiro começa a circular na economia com o 13º salário.

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