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Região tem 71 casos de furto por dia

Número aumentou 40,1% no ano passado, em relação a 2011; roubos tiveram redução


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

26/02/2013 | 07:00


O Grande ABC viu os casos de furtos diversos crescerem 40,1% no ano passado em comparação a 2011, segundo as estatísticas criminais da SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Nessa modalidade criminal - que não inclui veículos -, bens são levados dos donos sem ameaça ou conhecimento. Com média de 51 casos diários em 2011, o ano passado terminou com ao menos 71 registros do tipo por dia nas delegacias das sete cidades.

O aumento ofusca a queda no número de roubos diversos. Diferentemente de Capital e Estado, o Grande ABC terminou o ano passado, na comparação a 2011, com 9,3% a menos de registros do tipo, que incluem assaltos a residências e pedestres - e também exclui veículos.

A queda dos índices de roubo na região é sentida na Grande São Paulo. Em 2011, as sete cidades eram responsáveis por até cerca de 30% desse tipo de crime na Região Metropolitana. No ano passado, a participação caiu para 16%.

Segundo o comandante da Polícia Militar na região, coronel Mauro Cezar Santos Ricciarelli, a queda nos casos de roubos variados é fruto da tática de patrulhamento de inteligência adotado pela corporação. Com base no mapeamento das ocorrências é que são decididos onde serão feitas as rondas.

"A presença policial inibe a atividade criminosa", justificou. Além disso, Mauro aponta para adoção de programas como o Vizinhança Solidária, como uma ferramenta para diminuir a incidência dos furtos. Criada em Santo André, a medida incentiva moradores a formarem centro próprio de vigilância e, caso algo estranho seja visto em casa alheia, a polícia seja acionada.

Para o coronel, pode ser uma ferramenta útil para ajudar a polícia no combate a esse tipo de crime nas cidades da região que tiveram crescimento nas estatísticas, como Mauá e Diadema.

"Os crimes contra o patrimônio podem ser inibidos desde que o criminosos se sinta efetivamente ameaçado, ciente de que está sendo observado", analisou.

Além de residências, onde os bairros considerados de classe média, com grande número de casas, os casos de roubos e furtos variados acontecem com mais frequência nos centros comerciais das cidades.

A avaliação, feita pela Polícia Militar, prevê saídas de agências bancárias, supermercados e shoppings como áreas vulneráveis. Pessoas que, na avaliação dos criminosos, não possam oferecer resistência, como idosos e mulheres, ainda são os alvos prioritários.

Ações especiais da corporação para coibir o tráfico de drogas são vistas como importantes para abaixar os índices. Mauro informou que a maioria dos autores de furtos e roubos detidos é identificada como adictos que fazem a troca dos bens para sustentar o vício. Por isso, áreas próximas do tráfico aparecem com destaque nos meios de informações levantados pela Polícia Militar para vigilância.


Ano começa com aumento de mortes e carros roubados

O ano começou no Grande ABC com crescimento nos casos de assassinatos e roubo e furto de veículos. Segundo as estatísticas criminais de janeiro, divulgadas ontem pela SSP, as sete cidades tiveram 35 vítimas fatais de homicídio e latrocínio no mês passado. No mesmo período, em 2012, o número era de 31.

Em relação aos casos de roubo e furto de veículos, o aumento foi menor, de 23,1%. Foram 1.746 ocorrência do tipo registradas nas delegacias das sete cidades no primeiro mês de 2013. No mesmo período no anterior, foram 1.418.

Recém-nomeado delegado seccional de Santo André, Ângelo Isola assumiu o cargo em novembro e disse ao Diário na época que sua prioridade seria esclarecer casos de morte. "O homicídio só diminui se a polícia atua e mostra que prende os autores", apontou.

Os índices mostram que a atuação policial será necessária. Das quatro cidades pelas quais a seccional responde, somente uma, Rio Grande da Serra, não apresentou crescimento e continuou sem registros de mortes em janeiros de 2012 e 2013.

Em Santo André, no entanto, o número de pessoas assassinadas subiu de dois para 12. Mauá teve crescimento de quatro para 11 e Ribeirão Pires de um para dois.

Para coibir o aumento de ocorrências do tipo, uma das medidas implantadas por Isola foi uma maior comunicação entre as delegacias, além de uma atuação maior delas nos casos, desafogando a Delegacia de Homicídios.

Assim como Rio Grande, São Caetano também ficou sem assassinatos nos períodos comparados. Diadema teve crescimento, de cinco para seis. São Bernardo foi a única cidade que apresentou queda nos períodos: de nove para quatro.



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