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Artistas se unem pelo Corredor Cultural de Sto.André


Daniella Grinbergas
Especial para o Diário

28/04/2005 | 12:18


Os Amigos da Casa do Olhar, o Núcleo de Fotografia e Artes Plásticas, a Comissão do Audiovisual e a Comissão do Conselho Municipal de Cultura tomaram a iniciativa de fazer um movimento independente em prol da revitalização do Corredor Cultural de Santo André e se reúnem nesta sexta-feira no Cine Teatro Carlos Gomes (r. senador Flaquer, s/nº), às 19h. O evento é aberto ao público.

“Cada núcleo percebeu que passava por uma situação difícil e então nos unimos em um movimento para pedir apoio da sociedade civil em nossa causa, que é valorizar a cultura local”, afirma o fotógrafo Marcello Vitorino, integrante do Núcleo de Fotografia da Casa do Olhar.

O movimento busca o apoio da sociedade e de empresas que queiram investir na cultura da cidade. No calçadão haverá um espaço para apresentação e exposição de obras, música ao vivo, intervenções artísticas circenses, exibição de um vídeo documental sobre a situação do Corredor Cultural e imagens dos equipamentos em péssimas condições de que dispõem os espaços culturais.

“Estamos promovendo um protesto para conscientizar a sociedade civil de que a cultura está sendo deixada de lado. O movimento será aberto para todo mundo expôr o que quiser e discutir a situação. Buscamos uma identificação do cidadão com a cultura local e não será algo isolado. A idéia é promover este movimento todos os meses”, afirma o coordenador da cooperativa de cinema Nova Boca do Lixo, que se identifica como Marius A.

O corredor, um conjunto de equipamentos e obras, está decadente. No calçadão, a escultura de Luiz Sacilotto está riscada novamente e a Casa do Olhar está fechada. “O que funciona vai mal. A Casa da Palavra precisa de reparos e poderia ter exposições permanentes. Deveria haver uma comunicação maior e divulgação, pois as pessoas não têm acesso ao que acontece no espaço. O Cine Teatro Carlos Gomes foi reformado, podíamos utilizá-lo como centro cultural. O corredor deveria ser centro de referência das artes, mas infelizmente não tem o mínimo de infra-estrutura para tanto”, diz Marius. “O teatro Carlos Gomes está bem localizado e lá a relação entre as artes pode se dar de uma maneira fantástica. Mas ele está ao deus dará”, afirma Vitorino.

A preocupação do movimento é com a formação de um cidadão consciente e ligado à arte. “Os grandes eventos que são realizados na cidade não formam um cidadão. O papel da Casa, da Escola de Cinema, de teatro é ir além do evento, é trabalhar a forma de olhares críticos, os trabalhos de criação e o pensamento. A proposta do movimento é justamente levar pra rua esta situação. Queremos mostrar que a cultura não é só espetáculo, estamos em busca de mais”, diz Vitorino.


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Artistas se unem pelo Corredor Cultural de Sto.André

Daniella Grinbergas
Especial para o Diário

28/04/2005 | 12:18


Os Amigos da Casa do Olhar, o Núcleo de Fotografia e Artes Plásticas, a Comissão do Audiovisual e a Comissão do Conselho Municipal de Cultura tomaram a iniciativa de fazer um movimento independente em prol da revitalização do Corredor Cultural de Santo André e se reúnem nesta sexta-feira no Cine Teatro Carlos Gomes (r. senador Flaquer, s/nº), às 19h. O evento é aberto ao público.

“Cada núcleo percebeu que passava por uma situação difícil e então nos unimos em um movimento para pedir apoio da sociedade civil em nossa causa, que é valorizar a cultura local”, afirma o fotógrafo Marcello Vitorino, integrante do Núcleo de Fotografia da Casa do Olhar.

O movimento busca o apoio da sociedade e de empresas que queiram investir na cultura da cidade. No calçadão haverá um espaço para apresentação e exposição de obras, música ao vivo, intervenções artísticas circenses, exibição de um vídeo documental sobre a situação do Corredor Cultural e imagens dos equipamentos em péssimas condições de que dispõem os espaços culturais.

“Estamos promovendo um protesto para conscientizar a sociedade civil de que a cultura está sendo deixada de lado. O movimento será aberto para todo mundo expôr o que quiser e discutir a situação. Buscamos uma identificação do cidadão com a cultura local e não será algo isolado. A idéia é promover este movimento todos os meses”, afirma o coordenador da cooperativa de cinema Nova Boca do Lixo, que se identifica como Marius A.

O corredor, um conjunto de equipamentos e obras, está decadente. No calçadão, a escultura de Luiz Sacilotto está riscada novamente e a Casa do Olhar está fechada. “O que funciona vai mal. A Casa da Palavra precisa de reparos e poderia ter exposições permanentes. Deveria haver uma comunicação maior e divulgação, pois as pessoas não têm acesso ao que acontece no espaço. O Cine Teatro Carlos Gomes foi reformado, podíamos utilizá-lo como centro cultural. O corredor deveria ser centro de referência das artes, mas infelizmente não tem o mínimo de infra-estrutura para tanto”, diz Marius. “O teatro Carlos Gomes está bem localizado e lá a relação entre as artes pode se dar de uma maneira fantástica. Mas ele está ao deus dará”, afirma Vitorino.

A preocupação do movimento é com a formação de um cidadão consciente e ligado à arte. “Os grandes eventos que são realizados na cidade não formam um cidadão. O papel da Casa, da Escola de Cinema, de teatro é ir além do evento, é trabalhar a forma de olhares críticos, os trabalhos de criação e o pensamento. A proposta do movimento é justamente levar pra rua esta situação. Queremos mostrar que a cultura não é só espetáculo, estamos em busca de mais”, diz Vitorino.

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