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Vereadores reconhecem que retorno de Atila contamina impeachment

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Parlamentares avaliam internamente que, solto e na cadeira, prefeito vai tentar interferir no processo


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/02/2019 | 07:00


 Vereadores de Mauá já admitem reservadamente que o retorno do prefeito Atila Jacomussi (PSB) ao cargo deverá contaminar os dois processos de impeachment que tramitam na Casa contra ele, segundo apurou o Diário. O socialista foi solto na sexta-feira e tentará retomar o cargo amanhã.

A avaliação é a de que, de volta à cadeira, o prefeito terá mais influência para tentar prejudicar o processo, com objetivo de salvar o próprio mandato.

Preso pela Operação Trato Feito, da PF (Polícia Federal), no dia 13 de dezembro, Atila foi solto na sexta-feira por força de liminar expedida, pela segunda vez, pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Além da liberdade, a decisão também restabeleceu as diretrizes do habeas corpus concedido pelo próprio Gilmar anteriormente, que garantiu a Atila o direito de voltar à cadeira para à qual foi eleito no pleito de 2016.

Entre os parlamentares, há também quem evite fazer apostas sobre a força de possível interferência do Paço mauaense, sob gestão de Atila, no processo de cassação. Outros acreditam que o prefeito vai pressionar fortemente para recompor seu apoio político no Legislativo. Pesa a favor do socialista o fato de os próprios parlamentares também terem telhado de vidro. Isso é, quando prendeu Atila pela segunda vez sob o argumento de que o prefeito recebia propina de empresas prestadoras de serviços do Paço, a PF sustentou que 21 dos 23 parlamentares, além de um suplente, recebiam parte desses valores como forma de Mensalinho. Eles negam as acusações, mas foram indiciados pela PF por corrupção ativa, passiva e participação em organização criminosa.

Prevendo possível retorno, a prefeita em exercício, Alaíde Damo (MDB), se reuniu com parlamentares na semana passada para tentar garantir apoio na Casa o que, consequentemente, a beneficia no processo de impeachment, já que a emedebista herda definitivamente a cadeira com eventual cassação de Atila.

O Diário apurou que houve, inclusive, oferta de cargos comissionados, a despeito de a prefeita interina demitir todos os indicados dos vereadores no mês passado. Dias antes dessa conversa com Alaíde, boa parte dos parlamentares subiu o tom contra o governo durante discursos na sessão, em nítido recado ao comando interino do Paço de que estavam descontentes com o tratamento recebido.

ISONOMIA

Presidente da Casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), garantiu que os trabalhos das comissões do impeachment seguem, mesmo com o retorno de Atila. “Os trabalhos vão continuar, tanto que na terça temos votação (do parecer de um dos processos). Os trabalhos vão ser os mesmos, com imparcialidade, independentemente de o prefeito estar preso ou não”, assegurou.



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Vereadores reconhecem que retorno de Atila contamina impeachment

Parlamentares avaliam internamente que, solto e na cadeira, prefeito vai tentar interferir no processo

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/02/2019 | 07:00


 Vereadores de Mauá já admitem reservadamente que o retorno do prefeito Atila Jacomussi (PSB) ao cargo deverá contaminar os dois processos de impeachment que tramitam na Casa contra ele, segundo apurou o Diário. O socialista foi solto na sexta-feira e tentará retomar o cargo amanhã.

A avaliação é a de que, de volta à cadeira, o prefeito terá mais influência para tentar prejudicar o processo, com objetivo de salvar o próprio mandato.

Preso pela Operação Trato Feito, da PF (Polícia Federal), no dia 13 de dezembro, Atila foi solto na sexta-feira por força de liminar expedida, pela segunda vez, pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Além da liberdade, a decisão também restabeleceu as diretrizes do habeas corpus concedido pelo próprio Gilmar anteriormente, que garantiu a Atila o direito de voltar à cadeira para à qual foi eleito no pleito de 2016.

Entre os parlamentares, há também quem evite fazer apostas sobre a força de possível interferência do Paço mauaense, sob gestão de Atila, no processo de cassação. Outros acreditam que o prefeito vai pressionar fortemente para recompor seu apoio político no Legislativo. Pesa a favor do socialista o fato de os próprios parlamentares também terem telhado de vidro. Isso é, quando prendeu Atila pela segunda vez sob o argumento de que o prefeito recebia propina de empresas prestadoras de serviços do Paço, a PF sustentou que 21 dos 23 parlamentares, além de um suplente, recebiam parte desses valores como forma de Mensalinho. Eles negam as acusações, mas foram indiciados pela PF por corrupção ativa, passiva e participação em organização criminosa.

Prevendo possível retorno, a prefeita em exercício, Alaíde Damo (MDB), se reuniu com parlamentares na semana passada para tentar garantir apoio na Casa o que, consequentemente, a beneficia no processo de impeachment, já que a emedebista herda definitivamente a cadeira com eventual cassação de Atila.

O Diário apurou que houve, inclusive, oferta de cargos comissionados, a despeito de a prefeita interina demitir todos os indicados dos vereadores no mês passado. Dias antes dessa conversa com Alaíde, boa parte dos parlamentares subiu o tom contra o governo durante discursos na sessão, em nítido recado ao comando interino do Paço de que estavam descontentes com o tratamento recebido.

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Presidente da Casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), garantiu que os trabalhos das comissões do impeachment seguem, mesmo com o retorno de Atila. “Os trabalhos vão continuar, tanto que na terça temos votação (do parecer de um dos processos). Os trabalhos vão ser os mesmos, com imparcialidade, independentemente de o prefeito estar preso ou não”, assegurou.

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