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Petistas se estranham na Câmara de Sto.André


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

26/04/2007 | 07:03


O clima na bancada governista na Câmara de Santo André, definitivamente, não é bom. Desde a conturbada eleição da Mesa Diretora, no final do ano passado, que deixou rusgas ainda não superadas entre os aliados, a relação é complicada. Como se não bastasse, o clima pré-eleitoral já instalado nos bastidores contribui negativamente para o entendimento e a boa convivência.

O reflexo da disputa interna pela qual passa o PT ficou ainda mais evidenciada na última terça-feira. Na ocasião, os vereadores petistas Jurandir Gallo e Heleni de Paiva foram os pivôs de um princípio de desentendimento que por pouco não atrapalhou a reunião dos parlamentares com a secretária de Obras e Serviços Públicos, Miriam Mós Blois.

Em determinado momento do encontro, cujo assunto era a Zona Azul na cidade, Gallo criticou a postura da Comissão de Justiça da Casa, que arquivara projeto de sua autoria, em conjunto com Donizeti Pereira (PV), aumentando o tempo de tolerância para o munícipe não pagar pelo uso da vaga do estacionamento. Ele reclamou que a comissão engavetou o projeto após receber o parecer contrário da assistência técnica da Casa sem notificá-lo. “Quero ser vereador, mas os vereadores não deixam”, reclamou, emendando que gostaria de ter tido tempo para contra-argumentar e salvar a matéria.

Ofendida, Heleni, uma das integrantes da Comissão, retrucou. Respondeu que o vereador ou mesmo a assessoria dele não acompanhavam os trâmites dos projetos. “Nunca houve qualquer impedimento de um vereador questionar pareceres. Mas, para isso, é necessário acompanhar os prazos.”

Ao término da reunião, ambos deram a sua versão dos fatos. Gallo chegou a dizer que o discurso de que o vereador não acompanha os trâmites é uma “resposta de praxe”. “Já vi acontecer muito disso quando há jogo político para prejudicar determinado vereador. É uma estratégia usada por quem tem o poder contra a oposição. Mas isso está virando prática. É contra qualquer um. Na minha avaliação é ditadura”, justificou.

Já Heleni classificou de “indelicada” a atitude de Gallo. Na opinião dela, o petista deveria ter conversado internamente com os membros da Comissão caso avaliasse que foi prejudicado. “Se tivesse a preocupação de verificar o andamento do projeto poderia intervir. Quando a assessoria técnica da Casa emite parecer, o vereador pode se manifestar e tentar convencer os membros da comissão a não acatar a orientação contrária dos técnicos.”

A fim de acalmar os ânimos, o presidente da Comissão, José de Araújo (PMDB), admitiu o erro. “O vereador (Gallo) tem razão em reclamar que não foi avisado do arquivamento. Vamos procurar corrigir a falha para evitar que isso volte a acontecer.”



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Petistas se estranham na Câmara de Sto.André

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

26/04/2007 | 07:03


O clima na bancada governista na Câmara de Santo André, definitivamente, não é bom. Desde a conturbada eleição da Mesa Diretora, no final do ano passado, que deixou rusgas ainda não superadas entre os aliados, a relação é complicada. Como se não bastasse, o clima pré-eleitoral já instalado nos bastidores contribui negativamente para o entendimento e a boa convivência.

O reflexo da disputa interna pela qual passa o PT ficou ainda mais evidenciada na última terça-feira. Na ocasião, os vereadores petistas Jurandir Gallo e Heleni de Paiva foram os pivôs de um princípio de desentendimento que por pouco não atrapalhou a reunião dos parlamentares com a secretária de Obras e Serviços Públicos, Miriam Mós Blois.

Em determinado momento do encontro, cujo assunto era a Zona Azul na cidade, Gallo criticou a postura da Comissão de Justiça da Casa, que arquivara projeto de sua autoria, em conjunto com Donizeti Pereira (PV), aumentando o tempo de tolerância para o munícipe não pagar pelo uso da vaga do estacionamento. Ele reclamou que a comissão engavetou o projeto após receber o parecer contrário da assistência técnica da Casa sem notificá-lo. “Quero ser vereador, mas os vereadores não deixam”, reclamou, emendando que gostaria de ter tido tempo para contra-argumentar e salvar a matéria.

Ofendida, Heleni, uma das integrantes da Comissão, retrucou. Respondeu que o vereador ou mesmo a assessoria dele não acompanhavam os trâmites dos projetos. “Nunca houve qualquer impedimento de um vereador questionar pareceres. Mas, para isso, é necessário acompanhar os prazos.”

Ao término da reunião, ambos deram a sua versão dos fatos. Gallo chegou a dizer que o discurso de que o vereador não acompanha os trâmites é uma “resposta de praxe”. “Já vi acontecer muito disso quando há jogo político para prejudicar determinado vereador. É uma estratégia usada por quem tem o poder contra a oposição. Mas isso está virando prática. É contra qualquer um. Na minha avaliação é ditadura”, justificou.

Já Heleni classificou de “indelicada” a atitude de Gallo. Na opinião dela, o petista deveria ter conversado internamente com os membros da Comissão caso avaliasse que foi prejudicado. “Se tivesse a preocupação de verificar o andamento do projeto poderia intervir. Quando a assessoria técnica da Casa emite parecer, o vereador pode se manifestar e tentar convencer os membros da comissão a não acatar a orientação contrária dos técnicos.”

A fim de acalmar os ânimos, o presidente da Comissão, José de Araújo (PMDB), admitiu o erro. “O vereador (Gallo) tem razão em reclamar que não foi avisado do arquivamento. Vamos procurar corrigir a falha para evitar que isso volte a acontecer.”

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