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Emprego na região supera o da Capital


Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

26/11/2007 | 07:00


O nível de emprego no Grande ABC cresceu mais do que na Capital e na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) entre 1991 e 2005.

Enquanto a alta foi de 20,35% na região nos 14 anos, o acréscimo foi de apenas 3,6% na cidade de São Paulo. Na RMSP a alta foi de 14,27%, impulsionada pelo aumento das sete cidades.

O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da Faenac, com base em dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

De acordo com o economista Sandro Maskio, pesquisador líder do núcleo, a evolução do nível de emprego foi impulsionada, principalmente, pelo setor de serviços. “Com a revolução tecnológica, houve uma perda de postos muito grande no setor industrial no período. A cadeia produtiva foi reorganizada com a criação de vagas em serviços terceirizados e também no comércio”, explicou.

Maskio revelou que, apesar de muitas indústrias terem saído do Grande ABC nos últimos anos, a região ainda concentra grande parcela dessas empresas em comparação com a Capital. “O que aconteceu é que o setor de serviços foi crescendo para atender a demanda das indústrias.O Grande ABC deixou de ser somente industrial como antigamente.”

Enquanto os vínculos empregatícios do setor industrial caíram 19,3% na região no período, os postos no setor de serviços cresceram 115,9%. No comércio, a alta foi de 76,48%. “A indústria automobilística, por exemplo, passou a se preocupar somente em montar carros. O resto do serviço, como tecnologia da informação, segurança, entre outros, foi terceirizado.”

As únicas cidades que apresentaram crescimento no emprego na indústria no período foram Mauá, com alta de 34,29%, e Rio Grande da Serra, com aumento de 21,14%. “Mauá manteve a evolução por causa do pólo petroquímico.” Como Rio Grande da Serra é uma cidade pequena, a simples abertura de uma nova indústria já representa alta no emprego do município.

CONSTRUÇÃO CIVILO cenário do trabalho no setor da construção civil nas sete cidades reflete a crescente expansão do mercado imobiliário na região nos últimos anos. Entre 1991 e 2005, houve alta de 36,68% em postos de trabalho no segmento na região. Na Capital, houve queda de 18,49% no mesmo período.


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Emprego na região supera o da Capital

Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

26/11/2007 | 07:00


O nível de emprego no Grande ABC cresceu mais do que na Capital e na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) entre 1991 e 2005.

Enquanto a alta foi de 20,35% na região nos 14 anos, o acréscimo foi de apenas 3,6% na cidade de São Paulo. Na RMSP a alta foi de 14,27%, impulsionada pelo aumento das sete cidades.

O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da Faenac, com base em dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

De acordo com o economista Sandro Maskio, pesquisador líder do núcleo, a evolução do nível de emprego foi impulsionada, principalmente, pelo setor de serviços. “Com a revolução tecnológica, houve uma perda de postos muito grande no setor industrial no período. A cadeia produtiva foi reorganizada com a criação de vagas em serviços terceirizados e também no comércio”, explicou.

Maskio revelou que, apesar de muitas indústrias terem saído do Grande ABC nos últimos anos, a região ainda concentra grande parcela dessas empresas em comparação com a Capital. “O que aconteceu é que o setor de serviços foi crescendo para atender a demanda das indústrias.O Grande ABC deixou de ser somente industrial como antigamente.”

Enquanto os vínculos empregatícios do setor industrial caíram 19,3% na região no período, os postos no setor de serviços cresceram 115,9%. No comércio, a alta foi de 76,48%. “A indústria automobilística, por exemplo, passou a se preocupar somente em montar carros. O resto do serviço, como tecnologia da informação, segurança, entre outros, foi terceirizado.”

As únicas cidades que apresentaram crescimento no emprego na indústria no período foram Mauá, com alta de 34,29%, e Rio Grande da Serra, com aumento de 21,14%. “Mauá manteve a evolução por causa do pólo petroquímico.” Como Rio Grande da Serra é uma cidade pequena, a simples abertura de uma nova indústria já representa alta no emprego do município.

CONSTRUÇÃO CIVILO cenário do trabalho no setor da construção civil nas sete cidades reflete a crescente expansão do mercado imobiliário na região nos últimos anos. Entre 1991 e 2005, houve alta de 36,68% em postos de trabalho no segmento na região. Na Capital, houve queda de 18,49% no mesmo período.

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