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Cidades terão verba contra álcool


Artur Rodrigues e Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

28/04/2005 | 11:48


O Ministério da Saúde quer incentivar os municípios com mais de 200 mil habitantes a adotarem medidas de restrição ao consumo de álcool. Em contrapartida, o órgão dará verba para a construção de unidades para tratamento de dependentes.

O projeto deve ser lançado oficialmente em maio. As prefeituras interessadas devem encaminhar pedido ao ministério, informando o que estão fazendo contra o consumo de bebida. Na região, Diadema informou que apóia a idéia. São Bernardo e Mauá, cidades que se enquadrariam ao programa pelo número de habitantes, não retornaram os pedidos da reportagem para comentar o assunto.

De acordo com o coordenador de Saúde Mental do Ministério, Pedro Gabriel Delgado, a intenção do governo é criar um pacto nacional para diminuir mortes e acidentes provocados pela ingestão de álcool.

“A idéia é expandir os Centros de Atenção Psicossocial contra Álcool e Drogas (Capsad). Hoje são 84 unidades no país, uma delas em Santo André. O objetivo é chegar a 220 em um ano. O custo total previsto é de R$ 40 milhões por ano. O dinheiro será para a construção dos centros. A gestão ficará a cargo dos municípios”, diz Delgado.

O coordenador citou Diadema como exemplo positivo na região. A cidade adotou a lei seca, que proíbe a venda de bebidas alcóolicas após às 23h. Já o lado negativo é São Bernardo, a maior cidade do Grande ABC, que não conta com nenhum programa consistente contra o álcool, segundo Delgado. “Vamos solicitar a adesão assim que o projeto for oficializado”, disse o secretário de Saúde de Diadema, Marcos Calvo.

Referência – Exemplo a ser seguido é o do Capsad de Santo André, único da região e referência no Brasil. O centro atende por dia cerca de 225 pessoas. A qualquer hora dia ou da noite, usuários de drogas lícitas ou ilícitas encontrarão uma equipe pronta para ampará-los na unidade, que fica na rua Henrique Porchat, 44, na Vila Bastos.

Único no Brasil que funciona 24 horas, o Capsad Santo André conta com psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros. Se o caso for muito grave, o dependente químico é levado para um hospital. A filosofia de trabalho do centro varia de acordo com o paciente. Há tanto programas para os que querem parar de usar drogas como para aqueles que ainda não tomaram a decisão. “Não trabalhamos com gente curada e sim com gente cuidada”, diz a coordenadora técnica do Capsad, Graziela Barreiros, conhecida pelos pacientes como Gabi.

Nos moldes atuais, o projeto funciona desde 1997. Lá, pessoas como o padeiro M.M.M., 32 anos, encontram comida, local para dormir, ajuda médica e opções de lazer. Entre os 16 tipos de oficina, estão aulas de pintura, artesanato, artes marciais, técnicas de relaxamento e até a confecção de bois-bumbás.

Em 2002, o centro lançou um CD com as músicas de seus freqüentadores. Uma das faixas foi escrita pelo padeiro M.. O próximo passo de M. é manter-se sóbrio. Depois, montar uma banda de rock progressivo.


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Cidades terão verba contra álcool

Artur Rodrigues e Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

28/04/2005 | 11:48


O Ministério da Saúde quer incentivar os municípios com mais de 200 mil habitantes a adotarem medidas de restrição ao consumo de álcool. Em contrapartida, o órgão dará verba para a construção de unidades para tratamento de dependentes.

O projeto deve ser lançado oficialmente em maio. As prefeituras interessadas devem encaminhar pedido ao ministério, informando o que estão fazendo contra o consumo de bebida. Na região, Diadema informou que apóia a idéia. São Bernardo e Mauá, cidades que se enquadrariam ao programa pelo número de habitantes, não retornaram os pedidos da reportagem para comentar o assunto.

De acordo com o coordenador de Saúde Mental do Ministério, Pedro Gabriel Delgado, a intenção do governo é criar um pacto nacional para diminuir mortes e acidentes provocados pela ingestão de álcool.

“A idéia é expandir os Centros de Atenção Psicossocial contra Álcool e Drogas (Capsad). Hoje são 84 unidades no país, uma delas em Santo André. O objetivo é chegar a 220 em um ano. O custo total previsto é de R$ 40 milhões por ano. O dinheiro será para a construção dos centros. A gestão ficará a cargo dos municípios”, diz Delgado.

O coordenador citou Diadema como exemplo positivo na região. A cidade adotou a lei seca, que proíbe a venda de bebidas alcóolicas após às 23h. Já o lado negativo é São Bernardo, a maior cidade do Grande ABC, que não conta com nenhum programa consistente contra o álcool, segundo Delgado. “Vamos solicitar a adesão assim que o projeto for oficializado”, disse o secretário de Saúde de Diadema, Marcos Calvo.

Referência – Exemplo a ser seguido é o do Capsad de Santo André, único da região e referência no Brasil. O centro atende por dia cerca de 225 pessoas. A qualquer hora dia ou da noite, usuários de drogas lícitas ou ilícitas encontrarão uma equipe pronta para ampará-los na unidade, que fica na rua Henrique Porchat, 44, na Vila Bastos.

Único no Brasil que funciona 24 horas, o Capsad Santo André conta com psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros. Se o caso for muito grave, o dependente químico é levado para um hospital. A filosofia de trabalho do centro varia de acordo com o paciente. Há tanto programas para os que querem parar de usar drogas como para aqueles que ainda não tomaram a decisão. “Não trabalhamos com gente curada e sim com gente cuidada”, diz a coordenadora técnica do Capsad, Graziela Barreiros, conhecida pelos pacientes como Gabi.

Nos moldes atuais, o projeto funciona desde 1997. Lá, pessoas como o padeiro M.M.M., 32 anos, encontram comida, local para dormir, ajuda médica e opções de lazer. Entre os 16 tipos de oficina, estão aulas de pintura, artesanato, artes marciais, técnicas de relaxamento e até a confecção de bois-bumbás.

Em 2002, o centro lançou um CD com as músicas de seus freqüentadores. Uma das faixas foi escrita pelo padeiro M.. O próximo passo de M. é manter-se sóbrio. Depois, montar uma banda de rock progressivo.

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