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Conheça os truques da fictícia Saara, de Cobras & Lagartos


Diogo de Oliveira
Da TV Press

21/06/2006 | 08:09


Na cidade cenográfica de Cobras & Lagartos, o maior destaque é o realismo do Saara – famoso reduto do comércio popular carioca. Um dos palcos principais da trama pelo autor João Emanuel Carneiro, o cenário do folhetim das sete da Globo chega a impressionar pela riqueza de detalhes. Desde a arquitetura às multicoloridas fachadas das inúmeras lojas da conhecidíssima rua Senhor dos Passos, tudo foi minuciosamente retratado.

A proximidade entre a realidade e a ficção é tanta que, mesmo na TV ou nos bastidores da novela, há quem confunda o fictício cenário com o tradicional mercado popular. “Nas cenas da novela, não dá para saber onde acaba o nosso Saara e começa o real”, gaba-se o cenógrafo Raul Travassos, responsável pela construção do cenário.

Mas a retratação do tradicional endereço do comércio popular carioca vai além dos detalhes arquitetônicos. Assim como no verdadeiro, no Saara do folhetim circulam pessoas de todos os tipos: donas de casa, estudantes, vendedores, meninos de rua, mendigos, hippies, entre outros. São tantas figuras que, para cada cena gravada no cenário, são necessários cerca de 100 figurantes para produzir tal agitação. Desse total, 30% são atores profissionais que atuam como elenco de apoio. Todos aguardam o sinal do diretor Cláudio Boeckel, que grita: “Atenção! Saara bombando! Ação!”.

Embora bastante realista, o Saara da novela é pequeno em relação ao tamanho do original. Somente duas das mais de dez quadras de lojas foram construídas. Para driblar tal limite, a produção utilizou paredes de plotagem e chroma-key – material utilizado na TV para inserir imagens reais ao fundo do plano principal do estúdio ou cenário. Com os recursos, as cenas no fictício mercado da trama Global se tornaram ainda mais realistas. Isso porque os macetes possibilitaram à direção mesclar imagens reais da rua Senhor dos Passos. “Quando juntamos as imagens, o telespectador vê ônibus passando ao fundo e não percebe essa colagem”, explica Raul Travassos.

Como cada detalhe foi criteriosamente pensado, no Saara de Cobras & Lagartos os produtos ficam expostos na frente das lojas – assim como no mercado popular do centro do Rio. Com o orçamento limitado, no entanto, 98% desses objetos tiveram custo zero. Quase todos os produtos foram coletados no acervo da emissora. Na intenção de ser fiel ao mercado, a produção aproveitou a exibição dos produtos para falsear o fundo de algumas das lojas com placas de plotagens de interiores reais de lojas, repletos de mercadorias. “A fidelidade mesmo se resumiu ao ambiente. Tudo que existe dentro desse Saara é ficção", diz o cenógrafo.

Nenhuma loja do cenário da novela existe de verdade. Alguns nomes, como o da perfumaria Lótus do Líbano, foram criações do autor. Outros, como A Carnavalesca, são idéias do cenógrafo. Com exceção da rua Senhor dos Passos, até os nomes das ruas são invenções da produção.

O Beco do Teatro é um deles. Nada disso, porém, tira o charme do local retratado no folhetim. Ao contrário, a sensação é de estar realmente no famoso mercado popular do Rio. “Já estive no Saara. Evidente que não se chega exatamente ao que é, mas acho que a produção conseguiu se aproximar do real”, elogia a atriz Cássia Kiss, intérprete da personagem conhecida pelos nomes Henriqueta e Tereza.


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Conheça os truques da fictícia Saara, de Cobras & Lagartos

Diogo de Oliveira
Da TV Press

21/06/2006 | 08:09


Na cidade cenográfica de Cobras & Lagartos, o maior destaque é o realismo do Saara – famoso reduto do comércio popular carioca. Um dos palcos principais da trama pelo autor João Emanuel Carneiro, o cenário do folhetim das sete da Globo chega a impressionar pela riqueza de detalhes. Desde a arquitetura às multicoloridas fachadas das inúmeras lojas da conhecidíssima rua Senhor dos Passos, tudo foi minuciosamente retratado.

A proximidade entre a realidade e a ficção é tanta que, mesmo na TV ou nos bastidores da novela, há quem confunda o fictício cenário com o tradicional mercado popular. “Nas cenas da novela, não dá para saber onde acaba o nosso Saara e começa o real”, gaba-se o cenógrafo Raul Travassos, responsável pela construção do cenário.

Mas a retratação do tradicional endereço do comércio popular carioca vai além dos detalhes arquitetônicos. Assim como no verdadeiro, no Saara do folhetim circulam pessoas de todos os tipos: donas de casa, estudantes, vendedores, meninos de rua, mendigos, hippies, entre outros. São tantas figuras que, para cada cena gravada no cenário, são necessários cerca de 100 figurantes para produzir tal agitação. Desse total, 30% são atores profissionais que atuam como elenco de apoio. Todos aguardam o sinal do diretor Cláudio Boeckel, que grita: “Atenção! Saara bombando! Ação!”.

Embora bastante realista, o Saara da novela é pequeno em relação ao tamanho do original. Somente duas das mais de dez quadras de lojas foram construídas. Para driblar tal limite, a produção utilizou paredes de plotagem e chroma-key – material utilizado na TV para inserir imagens reais ao fundo do plano principal do estúdio ou cenário. Com os recursos, as cenas no fictício mercado da trama Global se tornaram ainda mais realistas. Isso porque os macetes possibilitaram à direção mesclar imagens reais da rua Senhor dos Passos. “Quando juntamos as imagens, o telespectador vê ônibus passando ao fundo e não percebe essa colagem”, explica Raul Travassos.

Como cada detalhe foi criteriosamente pensado, no Saara de Cobras & Lagartos os produtos ficam expostos na frente das lojas – assim como no mercado popular do centro do Rio. Com o orçamento limitado, no entanto, 98% desses objetos tiveram custo zero. Quase todos os produtos foram coletados no acervo da emissora. Na intenção de ser fiel ao mercado, a produção aproveitou a exibição dos produtos para falsear o fundo de algumas das lojas com placas de plotagens de interiores reais de lojas, repletos de mercadorias. “A fidelidade mesmo se resumiu ao ambiente. Tudo que existe dentro desse Saara é ficção", diz o cenógrafo.

Nenhuma loja do cenário da novela existe de verdade. Alguns nomes, como o da perfumaria Lótus do Líbano, foram criações do autor. Outros, como A Carnavalesca, são idéias do cenógrafo. Com exceção da rua Senhor dos Passos, até os nomes das ruas são invenções da produção.

O Beco do Teatro é um deles. Nada disso, porém, tira o charme do local retratado no folhetim. Ao contrário, a sensação é de estar realmente no famoso mercado popular do Rio. “Já estive no Saara. Evidente que não se chega exatamente ao que é, mas acho que a produção conseguiu se aproximar do real”, elogia a atriz Cássia Kiss, intérprete da personagem conhecida pelos nomes Henriqueta e Tereza.

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