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Agora é Roriz quem tem de se explicar


Das Agências

26/06/2007 | 07:07


O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), vai solicitar nesta quarta-feira à Polícia Civil do Distrito Federal e ao Ministério Público dados sobre as denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

Gravações da polícia flagraram conversas entre Roriz e Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) e preso há duas semanas durante a Operação Aquarela, para tratar da divisão de R$ 2,2 milhões interceptadas judicialmente. Roriz não apareceu segunda-feira no Senado.

A partilha dos recursos, segundo investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, teria sido feita no escritório do empresário Nenê Constantino, pai do presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, em Brasília. Moura presidiu o banco entre 1999 e 2006, quando o atual senador do PMDB do Distrito Federal era governador.

Cobrança - Joaquim Roriz foi cobrado pelo próprio partido. “A denúncia é considerada grave e é preciso que se dê explicações”, cobrou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO). Líderes de outros partidos também esperam uma manifestação pública de Roriz.

Segunda-feira, a exemplo do que fez com o caso do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) – ele é acusado de ter as despesas pessoais pagas pelo suposto lobista Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior –, o Psol decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa contra Roriz.

A legenda, porém, ainda não resolveu se ingressará com o pedido de investigação nesta terça-feira ou nos próximos dias. Há temor de que o requerimento de investigação contra o senador do PMDB neste momento possa atrapalhar a continuidade do processo de Renan.

“Nós estamos analisando o pedido de representação contra Roriz com toda a cautela e vamos entrar com o processo. Só é preciso saber qual o melhor momento. Não vamos participar de qualquer operação que possa abafar a investigação contra Renan”, afirmou a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena.

Nos bastidores, há quem aposte, dentro do PMDB, que a apuração sobre Roriz pode representar uma trégua para o presidente do Congresso.

Escândalos - Na sigla, a situação segunda-feira foi considerada grave. Atordoado com os escândalos, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) fez um prognóstico pessimista. “Outros escândalos, provavelmente, virão”, afirmou. “Com mais um, o Congresso vai ter de ficar fechado por dois anos”, disse.

Borges atribuiu a disputas políticas locais a divulgação das escutas que põem o senador sob suspeição. “Há uma guerra em curso na capital federal”, disse, referindo-se ao antagonismo “surdo” entre o governador eleito, José Roberto Arruda (DEM), e Roriz.

Também para esta terça-feira é esperada uma manifestação do presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), sobre os escândalos políticos que envolvem dois senadores da agremiação.



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Agora é Roriz quem tem de se explicar

Das Agências

26/06/2007 | 07:07


O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), vai solicitar nesta quarta-feira à Polícia Civil do Distrito Federal e ao Ministério Público dados sobre as denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

Gravações da polícia flagraram conversas entre Roriz e Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) e preso há duas semanas durante a Operação Aquarela, para tratar da divisão de R$ 2,2 milhões interceptadas judicialmente. Roriz não apareceu segunda-feira no Senado.

A partilha dos recursos, segundo investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, teria sido feita no escritório do empresário Nenê Constantino, pai do presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, em Brasília. Moura presidiu o banco entre 1999 e 2006, quando o atual senador do PMDB do Distrito Federal era governador.

Cobrança - Joaquim Roriz foi cobrado pelo próprio partido. “A denúncia é considerada grave e é preciso que se dê explicações”, cobrou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO). Líderes de outros partidos também esperam uma manifestação pública de Roriz.

Segunda-feira, a exemplo do que fez com o caso do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) – ele é acusado de ter as despesas pessoais pagas pelo suposto lobista Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior –, o Psol decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa contra Roriz.

A legenda, porém, ainda não resolveu se ingressará com o pedido de investigação nesta terça-feira ou nos próximos dias. Há temor de que o requerimento de investigação contra o senador do PMDB neste momento possa atrapalhar a continuidade do processo de Renan.

“Nós estamos analisando o pedido de representação contra Roriz com toda a cautela e vamos entrar com o processo. Só é preciso saber qual o melhor momento. Não vamos participar de qualquer operação que possa abafar a investigação contra Renan”, afirmou a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena.

Nos bastidores, há quem aposte, dentro do PMDB, que a apuração sobre Roriz pode representar uma trégua para o presidente do Congresso.

Escândalos - Na sigla, a situação segunda-feira foi considerada grave. Atordoado com os escândalos, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) fez um prognóstico pessimista. “Outros escândalos, provavelmente, virão”, afirmou. “Com mais um, o Congresso vai ter de ficar fechado por dois anos”, disse.

Borges atribuiu a disputas políticas locais a divulgação das escutas que põem o senador sob suspeição. “Há uma guerra em curso na capital federal”, disse, referindo-se ao antagonismo “surdo” entre o governador eleito, José Roberto Arruda (DEM), e Roriz.

Também para esta terça-feira é esperada uma manifestação do presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), sobre os escândalos políticos que envolvem dois senadores da agremiação.

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