Fechar
Publicidade

Sábado, 27 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Rodízio de veículos em SP volta na 2ª


Do Diário do Grande ABC

28/07/1999 | 21:15


O rodízio municipal, que estava suspenso desde o dia 1.º em razao das férias escolares, volta a vigorar segunda-feira, quando a maioria das escolas e universidades retoma as aulas. Segundo o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Nelson Maluf El Hage, a operaçao vai seguir o mesmo modelo dos últimos dois anos. "Nao há mudanças previstas", afirma. "Vamos avaliar este segundo semestre para ver se serao necessárias alteraçoes para o ano que vem".

Depois de passar cerca de um mês de "férias" do rodízio, os motoristas vao ter de readaptar-se à restriçao de horários e mudar de hábitos. A estudante Mariana Teixeira, de 23 anos, já está preparada para voltar a trocar as chaves do carro com a mae, às segundas e sextas-feiras. Como ela tem uma rotina atribulada, que começa às 7 horas na academia de ginástica, segue no estágio até às 18h30 e termina após as 22 horas, na faculdade, é a mae da moça que fica sem carro nesses dias. "Ela até já se acostumou", conta Mariana. "Como trabalha meio período, minha mae pode sair depois das 10 horas e voltar antes das 17 horas".

O empresário Ademar do Carmo, de 49 anos, dono do restaurante Barbacoa, também nao se aperta. É a favor da medida e acha que será fácil readaptar-se. "No dia do rodízio, eu transformo minha casa em escritório", diz. "Resolvo tudo o que posso por telefone e só saio após as 10 horas". A noite, o rodízio nao atrapalha tanto. "Atraso minha volta para casa". Na sexta-feira, quando seu carro e o de sua mulher têm circulaçao restrita, os dois aproveitam para fazer um programa. "Nos encontramos para jantar, depois das 20 horas, antes de ir para casa".

Multas - Após muitas tentativas de "burlar" o rodízio e três multas, o empresário Tony Racy, de 39 anos, prepara-se para adotar o táxi como transporte.

Para fugir dos fiscais, ele evitava as grandes avenidas e procurava ir de sua casa ao escritório, na Vila Nova Conceiçao, ou ao seu restaurante no Itaim, o Cantone, pelas ruas transversais de Moema, na zona sul. "Acho que perceberam que muita gente estava fazendo isso e começaram a aparecer nas esquinas dessas ruas".

O prejuízo o levou a desistir. "Sou a favor da medida, mas acho um absurdo que uma cidade como Sao Paulo seja tao atrasada em matéria de transporte coletivo", critica. Enquanto alguns programam a readaptaçao, o empresário Jorge Mattar comemora a volta da restriçao. "Senti falta do rodízio nas férias", diz. "O trânsito ficou muito ruim". Um autêntico workaholic, ele acaba escapando dos horários de pico. "Saio de casa às 6h30 e só volto depois das 20 horas".

Na avaliaçao do presidente da CET, o trânsito pesado do mês de julho ocorreu porque as férias nao provocaram o êxodo de carros que se esperava. "Além disso, tivemos manifestaçoes de motoristas de ônibus e de metalúrgicos, que sao atípicas nesta época do ano".



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Rodízio de veículos em SP volta na 2ª

Do Diário do Grande ABC

28/07/1999 | 21:15


O rodízio municipal, que estava suspenso desde o dia 1.º em razao das férias escolares, volta a vigorar segunda-feira, quando a maioria das escolas e universidades retoma as aulas. Segundo o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Nelson Maluf El Hage, a operaçao vai seguir o mesmo modelo dos últimos dois anos. "Nao há mudanças previstas", afirma. "Vamos avaliar este segundo semestre para ver se serao necessárias alteraçoes para o ano que vem".

Depois de passar cerca de um mês de "férias" do rodízio, os motoristas vao ter de readaptar-se à restriçao de horários e mudar de hábitos. A estudante Mariana Teixeira, de 23 anos, já está preparada para voltar a trocar as chaves do carro com a mae, às segundas e sextas-feiras. Como ela tem uma rotina atribulada, que começa às 7 horas na academia de ginástica, segue no estágio até às 18h30 e termina após as 22 horas, na faculdade, é a mae da moça que fica sem carro nesses dias. "Ela até já se acostumou", conta Mariana. "Como trabalha meio período, minha mae pode sair depois das 10 horas e voltar antes das 17 horas".

O empresário Ademar do Carmo, de 49 anos, dono do restaurante Barbacoa, também nao se aperta. É a favor da medida e acha que será fácil readaptar-se. "No dia do rodízio, eu transformo minha casa em escritório", diz. "Resolvo tudo o que posso por telefone e só saio após as 10 horas". A noite, o rodízio nao atrapalha tanto. "Atraso minha volta para casa". Na sexta-feira, quando seu carro e o de sua mulher têm circulaçao restrita, os dois aproveitam para fazer um programa. "Nos encontramos para jantar, depois das 20 horas, antes de ir para casa".

Multas - Após muitas tentativas de "burlar" o rodízio e três multas, o empresário Tony Racy, de 39 anos, prepara-se para adotar o táxi como transporte.

Para fugir dos fiscais, ele evitava as grandes avenidas e procurava ir de sua casa ao escritório, na Vila Nova Conceiçao, ou ao seu restaurante no Itaim, o Cantone, pelas ruas transversais de Moema, na zona sul. "Acho que perceberam que muita gente estava fazendo isso e começaram a aparecer nas esquinas dessas ruas".

O prejuízo o levou a desistir. "Sou a favor da medida, mas acho um absurdo que uma cidade como Sao Paulo seja tao atrasada em matéria de transporte coletivo", critica. Enquanto alguns programam a readaptaçao, o empresário Jorge Mattar comemora a volta da restriçao. "Senti falta do rodízio nas férias", diz. "O trânsito ficou muito ruim". Um autêntico workaholic, ele acaba escapando dos horários de pico. "Saio de casa às 6h30 e só volto depois das 20 horas".

Na avaliaçao do presidente da CET, o trânsito pesado do mês de julho ocorreu porque as férias nao provocaram o êxodo de carros que se esperava. "Além disso, tivemos manifestaçoes de motoristas de ônibus e de metalúrgicos, que sao atípicas nesta época do ano".

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;