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Na história do loteamento, políticos de Mauá


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/11/2011 | 07:00


Loteado em 1979, o Parque América teve a sua história acompanhada desde o início pelo Diário. Por vários motivos. Um deles, a extensão territorial, semelhante a de muitas cidades médias brasileiras, com mais de 3 milhões de metros quadrados. A localização também influiu para que o jornal acompanhasse a formação do bairro: ele ocupa área de mananciais - estabelecida por legislação de 1976, anterior à abertura do loteamento.

São três grandes glebas. Como empreendedores aparecem as empresas JL Engenharia e KL Empreendimentos. Entre os sócios, dois políticos influentes de Mauá, os ex-prefeitos Leonel Damo e José Carlos Grecco: Damo da JL, Grecco da KL. Tanto que a primeira notícia publicada pelo Diário sobre o bairro focaliza a ida de um grupo de 30 mulheres, em 1983, até o prefeito de Mauá, Leonel Damo. Reivindicavam guias, sarjetas, rede de água, esgoto e iluminação pública para o Parque América.

A distância do Centro de Rio Grande da Serra - cerca de quatro quilômetros - foi sempre apontada como a dificuldade maior para a realização das obras de infraestrutura. A população sempre demonstrou inconformismo. Uma das lutas, em 1984, era a questão da energia elétrica. Não havia luz. Usavam-se lampiões, lamparinas e velas. Bens de consumo como geladeira, TV e chuveiro elétrico não podiam ser instalados.

A instalação da rede de água começou na década de 1990. Até então o uso de poços rasos era a alternativa. Em 1994 a população chegava a 5.000 moradores. Uma única rua era pavimentada com paralelepípedos, a Marechal Rondon. Na seção deste jornal chamada Diário nos Bairros, a manchete chamava a atenção para a falta de serviços nas ruas: "Lamaçal irrita moradores do Parque América".

Era um único orelhão no bairro, o que levou os moradores a contratarem um funcionário, Wagner Souza, para atender aos telefonemas e transmitir os recados às famílias durante o dia. Por causa das ruas não calçadas, o ônibus não chegava àquele que era apontado como o maior bairro da cidade.



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Na história do loteamento, políticos de Mauá

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/11/2011 | 07:00


Loteado em 1979, o Parque América teve a sua história acompanhada desde o início pelo Diário. Por vários motivos. Um deles, a extensão territorial, semelhante a de muitas cidades médias brasileiras, com mais de 3 milhões de metros quadrados. A localização também influiu para que o jornal acompanhasse a formação do bairro: ele ocupa área de mananciais - estabelecida por legislação de 1976, anterior à abertura do loteamento.

São três grandes glebas. Como empreendedores aparecem as empresas JL Engenharia e KL Empreendimentos. Entre os sócios, dois políticos influentes de Mauá, os ex-prefeitos Leonel Damo e José Carlos Grecco: Damo da JL, Grecco da KL. Tanto que a primeira notícia publicada pelo Diário sobre o bairro focaliza a ida de um grupo de 30 mulheres, em 1983, até o prefeito de Mauá, Leonel Damo. Reivindicavam guias, sarjetas, rede de água, esgoto e iluminação pública para o Parque América.

A distância do Centro de Rio Grande da Serra - cerca de quatro quilômetros - foi sempre apontada como a dificuldade maior para a realização das obras de infraestrutura. A população sempre demonstrou inconformismo. Uma das lutas, em 1984, era a questão da energia elétrica. Não havia luz. Usavam-se lampiões, lamparinas e velas. Bens de consumo como geladeira, TV e chuveiro elétrico não podiam ser instalados.

A instalação da rede de água começou na década de 1990. Até então o uso de poços rasos era a alternativa. Em 1994 a população chegava a 5.000 moradores. Uma única rua era pavimentada com paralelepípedos, a Marechal Rondon. Na seção deste jornal chamada Diário nos Bairros, a manchete chamava a atenção para a falta de serviços nas ruas: "Lamaçal irrita moradores do Parque América".

Era um único orelhão no bairro, o que levou os moradores a contratarem um funcionário, Wagner Souza, para atender aos telefonemas e transmitir os recados às famílias durante o dia. Por causa das ruas não calçadas, o ônibus não chegava àquele que era apontado como o maior bairro da cidade.

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