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A arte da música invade a sala de aula


Selma Viana
Do Diário do Grande ABC

28/11/2011 | 07:27


 Na Emeief Eufly Gomes, na Vila Curuçá, em Santo André, tem uma sala de aula muito especial. O currículo é o mesmo estabelecido no planejamento escolar em toda a rede municipal de ensino. A diferença quem faz é a professora. Na sala de Ivete Borges Pessoa, as composições de Mozart, Vivaldi e Schubert fazem fundo musical para as aulas de Matemática, Português e outras disciplinas.

Ivete sempre adorou música. Quando soube que a Secretaria de Educação de Santo André, por meio da Escola Parque do Conhecimento, estava oferecendo oficina de capacitação musical para professores foi uma das primeiras a se inscrever. Ela reaprendeu a ouvir e a respeitar sons que saem até de um gole de água. Decidiu dividir o recente conhecimento e o seu entusiasmo com os alunos do 3º ano e criou o projeto Lá Vem Música, que possibilitou a eles realizarem atividades de audição, percepção, movimento corporal e experimentação.

A primeira providência da professora foi a de apurar a audição das crianças. Juntou o grupo para um passeio pelo pátio da escola e solicitou a todos que identificassem os sons do ambiente, que vão além dos carros e passarinhos. Silêncio!

Na atividade manual ensinou os alunos a fabricar dois instrumentos de percussão: o chocalho e a maraca. "Fizemos um chocalho com arroz e com feijão para mostrar que um som é agudo e o segundo é grave", detalha Pessoa.

A professora apresentou às crianças vários ritmos como rock, sertanejos e orquestrados e evitou usar apenas canções do repertório infantil para dar continuidade ao projeto.

Na hora de criar uma coreografia para trabalhar o movimento corporal escolheu três músicas: Trem das Onze, de Adoniran Barbosa; Se Essa Rua Fosse Minha, de domínio público, e Família, do grupo de rock Titãs. "Nesse momento, nós também trabalhamos um gênero textual, que é a biografia. Contamos para eles a história de Adoniran e o contexto da época em que viveu", diz Pessoa.

Mas as crianças só querem dançar e cantar a música Família, do Titãs. "Família! Família! Cachorro, gato, galinha / Família! Família! /Vive junto todo dia /Nunca perde essa mania..." Quem mais se destaca na tarefa é Eduardo de Castro Justino. Mostra que memorizou a coreografia e a letra da música e cumpre toda a sincronia no tempo certo e numa felicidade contagiante. Eduardo está com 7 anos e tem síndrome de Down. "Ele foi nosso melhor resultado, houve visivelmente um ajuste de expressão corporal e de memória. Ele consegue localizar letras, como A, nos versos da música, e melhorou a lateralidade (direita, esquerda, em cima, em baixo)", comemora Ivete. "A música tem esse poder de contagiar e o grupo teve muito cuidado com o Eduardo", completa a assistente pedagógica da escola Maria Gabriela Cammarano.

Ivete organizou sarau para exibir aos familiares o resultado de seu trabalho. Foram escolhidas oito músicas e Família estava no meio, com uma diferença: Yuri da Silva Santos, 7 anos, ficou encarregado de recitar - e não cantar -, parte da letra. Um sucesso.



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A arte da música invade a sala de aula

Selma Viana
Do Diário do Grande ABC

28/11/2011 | 07:27


 Na Emeief Eufly Gomes, na Vila Curuçá, em Santo André, tem uma sala de aula muito especial. O currículo é o mesmo estabelecido no planejamento escolar em toda a rede municipal de ensino. A diferença quem faz é a professora. Na sala de Ivete Borges Pessoa, as composições de Mozart, Vivaldi e Schubert fazem fundo musical para as aulas de Matemática, Português e outras disciplinas.

Ivete sempre adorou música. Quando soube que a Secretaria de Educação de Santo André, por meio da Escola Parque do Conhecimento, estava oferecendo oficina de capacitação musical para professores foi uma das primeiras a se inscrever. Ela reaprendeu a ouvir e a respeitar sons que saem até de um gole de água. Decidiu dividir o recente conhecimento e o seu entusiasmo com os alunos do 3º ano e criou o projeto Lá Vem Música, que possibilitou a eles realizarem atividades de audição, percepção, movimento corporal e experimentação.

A primeira providência da professora foi a de apurar a audição das crianças. Juntou o grupo para um passeio pelo pátio da escola e solicitou a todos que identificassem os sons do ambiente, que vão além dos carros e passarinhos. Silêncio!

Na atividade manual ensinou os alunos a fabricar dois instrumentos de percussão: o chocalho e a maraca. "Fizemos um chocalho com arroz e com feijão para mostrar que um som é agudo e o segundo é grave", detalha Pessoa.

A professora apresentou às crianças vários ritmos como rock, sertanejos e orquestrados e evitou usar apenas canções do repertório infantil para dar continuidade ao projeto.

Na hora de criar uma coreografia para trabalhar o movimento corporal escolheu três músicas: Trem das Onze, de Adoniran Barbosa; Se Essa Rua Fosse Minha, de domínio público, e Família, do grupo de rock Titãs. "Nesse momento, nós também trabalhamos um gênero textual, que é a biografia. Contamos para eles a história de Adoniran e o contexto da época em que viveu", diz Pessoa.

Mas as crianças só querem dançar e cantar a música Família, do Titãs. "Família! Família! Cachorro, gato, galinha / Família! Família! /Vive junto todo dia /Nunca perde essa mania..." Quem mais se destaca na tarefa é Eduardo de Castro Justino. Mostra que memorizou a coreografia e a letra da música e cumpre toda a sincronia no tempo certo e numa felicidade contagiante. Eduardo está com 7 anos e tem síndrome de Down. "Ele foi nosso melhor resultado, houve visivelmente um ajuste de expressão corporal e de memória. Ele consegue localizar letras, como A, nos versos da música, e melhorou a lateralidade (direita, esquerda, em cima, em baixo)", comemora Ivete. "A música tem esse poder de contagiar e o grupo teve muito cuidado com o Eduardo", completa a assistente pedagógica da escola Maria Gabriela Cammarano.

Ivete organizou sarau para exibir aos familiares o resultado de seu trabalho. Foram escolhidas oito músicas e Família estava no meio, com uma diferença: Yuri da Silva Santos, 7 anos, ficou encarregado de recitar - e não cantar -, parte da letra. Um sucesso.

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