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Atentado suicida contra mesquita deixa 54 mortos no Paquistão


Da AFP

21/12/2007 | 11:37


Um novo atentado suicida no Paquistão deixou pelo menos 54 mortos nesta sexta-feira em uma mesquita onde rezava o ex-ministro Aftab Sherpao, ligado ao presidente Pervez Musharraf, ao lado de outros fiéis por ocasião da Aid al-Adha, a festa do sacrifício, a principal do calendário muçulmano.

O ex-ministro do Interior Aftab Sherpao, que rezava na mesquita com o filho, era o alvo do atentado, afirmou à AFP o porta-voz do partido do político, Salim Shah. Ambos escaparam sem ferimentos.

O atentado aconteceu na mesquita de Sherpao, uma pequena cidade do município de Sharsadda, 30 km ao sudeste de Peshawar, informou à AFP o chefe de polícia local, Feroz Shah.

A mesquita fica dentro da área residencial de Aftab Sherpao, que no dia 28 de abril ficara ferido em outro atentado suicida cometido em Sharsadda, que provocou 28 mortes.

Aftab Sherpao era ministro do Interior do governo que Musharraf substituiu em 16 de novembro por um gabinete interino encarregado de preparar as eleições de janeiro.

Sherpao era um dos ministros mais intransigentes com os terroristas islâmicos do noroeste do país.

"Pelo menos 54 pessoas faleceram e 100 ficaram feridas no ataque", declarou à AFP Feroz Shah. O balanço anterior era de 50 mortos e dezenas de feridos.

"Temo que o balanço de mortos aumente", acrescentou Shah.

O presidente Pervez Musharraf denunciou os "espíritos perversos" dos radicais fundamentalistas que cometeram, segundo ele, o atentado suicida.

Em um comunicado, Musharraf disse que prosseguirá com os combates aos extremistas. Além disso, ordenou às agências de inteligência e segurança que descubram os idealizadores do atentato.

"Um punhado de extremistas querem impor seus espíritos pervesos a uma vasta maioria de muçulmanos moderados e fiéis, o que é totalmente inaceitável", afirma o chefe de Estado em um comunicado.

O homem-bomba estava na segunda fila da mesquita, entre os fiéis que oravam por ocasião da festa mais importante dos muçulmanos, Aid al-Adha, a festa do sacrifício, ou Aid al-Kebir (a grande festa), segundo Salim Shah.

A área de oração virou um rio de sangue, com pedaços de corpos espalhados por todos os lados.

Este atentado se soma à já longa lista de ataques executados na região, que fica próxima das zonas tribais de fronteira com o Afeganistão, onde os combatentes islamitas ligados à Al-Qaeda e aos talibãs combatem desde 2002 o regime de Musharraf e seu Exército.

Também é o mais sangrento da onda de atentados que sacode o país há meses desde o ataque de 18 de outubro em Karachi contra a ex-premier Benazir Bhutto, que celebrava seu retorno do exílio cercada por uma multidão. Dois homens-bomba provocaram as mortes de 139 pessoas, mas Bhutto escapou ilesa.

O atentado contra Sherpao foi o segundo desde que Musharraf suspendeu no dia 15 de dezembro o estado de exceção que havia instaurado em 3 de novembro, usando como alegação a ameaça do terrorismo islâmico.

O ano de 2007 registrou um recorde absoluto no número de atentados no Paquistão.

Com o ataque desta sexta-feira sobe para mais 760 pessoas o balanço de mortos este ano em todo o país, quase exclusivamente em atentados suicidas.

Os Estados Unidos, que consideram o regime de Musharraf um aliado chave na "guerra contra o terrorismo", acreditam que a Al-Qaeda e os talibães afegãos, respaldados por militantes radicais locais, reconstituíram suas forças nas zonas tribais do noroeste do Paquistão.

Após o cerco e invasão da Mesquita Vermelha de Islamabad em julho, na qual morreram mais de 100 fundamentalistas fortemente armados, Osama Bin Laden declarou a jihad, "guerra santa", contra Musharraf e seu regime, para vingar os "mártires".

Recentemente, uma unidade talibã anunciou, segundo a imprensa paquistanesa, que faria de tudo para impedir a celebração das eleições legislativas e provinciais previstas para 8 de janeiro.



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Atentado suicida contra mesquita deixa 54 mortos no Paquistão

Da AFP

21/12/2007 | 11:37


Um novo atentado suicida no Paquistão deixou pelo menos 54 mortos nesta sexta-feira em uma mesquita onde rezava o ex-ministro Aftab Sherpao, ligado ao presidente Pervez Musharraf, ao lado de outros fiéis por ocasião da Aid al-Adha, a festa do sacrifício, a principal do calendário muçulmano.

O ex-ministro do Interior Aftab Sherpao, que rezava na mesquita com o filho, era o alvo do atentado, afirmou à AFP o porta-voz do partido do político, Salim Shah. Ambos escaparam sem ferimentos.

O atentado aconteceu na mesquita de Sherpao, uma pequena cidade do município de Sharsadda, 30 km ao sudeste de Peshawar, informou à AFP o chefe de polícia local, Feroz Shah.

A mesquita fica dentro da área residencial de Aftab Sherpao, que no dia 28 de abril ficara ferido em outro atentado suicida cometido em Sharsadda, que provocou 28 mortes.

Aftab Sherpao era ministro do Interior do governo que Musharraf substituiu em 16 de novembro por um gabinete interino encarregado de preparar as eleições de janeiro.

Sherpao era um dos ministros mais intransigentes com os terroristas islâmicos do noroeste do país.

"Pelo menos 54 pessoas faleceram e 100 ficaram feridas no ataque", declarou à AFP Feroz Shah. O balanço anterior era de 50 mortos e dezenas de feridos.

"Temo que o balanço de mortos aumente", acrescentou Shah.

O presidente Pervez Musharraf denunciou os "espíritos perversos" dos radicais fundamentalistas que cometeram, segundo ele, o atentado suicida.

Em um comunicado, Musharraf disse que prosseguirá com os combates aos extremistas. Além disso, ordenou às agências de inteligência e segurança que descubram os idealizadores do atentato.

"Um punhado de extremistas querem impor seus espíritos pervesos a uma vasta maioria de muçulmanos moderados e fiéis, o que é totalmente inaceitável", afirma o chefe de Estado em um comunicado.

O homem-bomba estava na segunda fila da mesquita, entre os fiéis que oravam por ocasião da festa mais importante dos muçulmanos, Aid al-Adha, a festa do sacrifício, ou Aid al-Kebir (a grande festa), segundo Salim Shah.

A área de oração virou um rio de sangue, com pedaços de corpos espalhados por todos os lados.

Este atentado se soma à já longa lista de ataques executados na região, que fica próxima das zonas tribais de fronteira com o Afeganistão, onde os combatentes islamitas ligados à Al-Qaeda e aos talibãs combatem desde 2002 o regime de Musharraf e seu Exército.

Também é o mais sangrento da onda de atentados que sacode o país há meses desde o ataque de 18 de outubro em Karachi contra a ex-premier Benazir Bhutto, que celebrava seu retorno do exílio cercada por uma multidão. Dois homens-bomba provocaram as mortes de 139 pessoas, mas Bhutto escapou ilesa.

O atentado contra Sherpao foi o segundo desde que Musharraf suspendeu no dia 15 de dezembro o estado de exceção que havia instaurado em 3 de novembro, usando como alegação a ameaça do terrorismo islâmico.

O ano de 2007 registrou um recorde absoluto no número de atentados no Paquistão.

Com o ataque desta sexta-feira sobe para mais 760 pessoas o balanço de mortos este ano em todo o país, quase exclusivamente em atentados suicidas.

Os Estados Unidos, que consideram o regime de Musharraf um aliado chave na "guerra contra o terrorismo", acreditam que a Al-Qaeda e os talibães afegãos, respaldados por militantes radicais locais, reconstituíram suas forças nas zonas tribais do noroeste do Paquistão.

Após o cerco e invasão da Mesquita Vermelha de Islamabad em julho, na qual morreram mais de 100 fundamentalistas fortemente armados, Osama Bin Laden declarou a jihad, "guerra santa", contra Musharraf e seu regime, para vingar os "mártires".

Recentemente, uma unidade talibã anunciou, segundo a imprensa paquistanesa, que faria de tudo para impedir a celebração das eleições legislativas e provinciais previstas para 8 de janeiro.

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