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MP denuncia ex-secretário de Sto.André por lavagem

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Titular de Planejamento até 2012, Arnaldo Pereira é acusado de ocultar bens provenientes de propina


Fábio Martins
Do dgabc.com.br

21/11/2018 | 07:00


O Ministério Público ofereceu nova denúncia contra Arnaldo Augusto Pereira, secretário de Planejamento de Santo André no governo Aidan Ravin (Podemos, 2009-2012), por concussão (obtenção de recursos ou vantagens indevidos por servidor público) e lavagem de dinheiro, incluindo na peça Fabieny Nery, pessoa próxima a Arnaldo. A acusação formal, assinada pelo promotor Roberto Bodini, aponta que o investigado ocultou e dissimulou a origem de valores ilícitos adquiridos em decorrência de crimes praticados contra a administração pública – ele também foi subsecretário de Finanças de São Paulo.

Arnaldo é réu em outro processo, que trata da Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços). Para a Promotoria, o ex-secretário andreense era líder do grupo criminoso – acima, inclusive, de Ronilson Bezerra, ex-adjunto da mesma Pasta em Santo André, antes descrito como cabeça do esquema –, sendo responsável pela divisão de tarefas da organização destinada a concussão e corrupção de construtoras dentro da secretaria. “Bem como continuou a ocultar e dissimular valores adquiridos ilicitamente no período em que assumiu o cargo de secretário de Planejamento da Prefeitura de Santo André, e passou a praticar crimes contra a administração pública também naquela Pasta”, diz o texto.

A averiguação – que agora cabe acolhimento ou não da Justiça – levantada pelo Gedec, grupo especial de combate a delitos econômicos, indica 11 vezes a prática de concussão, além de 262 vezes crime de lavagem de dinheiro. O MP requer o sequestro de imóvel em nome de Arnaldo, na Rua Mapuã, em São Paulo, “por ser produto do crime de lavagem de dinheiro”. “Esclarecemos que os bens de Arnaldo estão sequestrados nos autos da cautelar, contudo, no decorrer das investigações e análise da quebra de sigilo bancário verificamos outro imóvel objeto de manobra de lavagem de dinheiro praticada pelo investigado.”

Fabieny, entre 2004 a 2014, emprestou a sua conta bancária para que Arnaldo depositasse e transferisse valores provenientes direta ou indiretamente de origem ilícita com a finalidade de ocultá-los e dissimulá-los. O montante atingido em movimento teria atingido R$ 1,403 milhão, sem atualização e correção monetárias. Essas operações ocorreram com frequência entre março de 2006 e janeiro de 2011. Formada em Odontologia, ela “não comprovou atividade laborativa lícita que pudesse dar suporte à intensa movimentação financeira detectada pelas quebras de sigilos bancário e fiscal autorizadas judicialmente”.

Arnaldo teria adquirido imóveis em nome de Fabieny, um deles na Rua Capitão Otávio Machado, em São Paulo, além de dois veículos de luxo (Vera Cruz e Pajero Dakar). A conta de Dea Ferreira Pereira, mãe de Arnaldo, era utilizada para “movimentar valores ilícitos recebidos a título de propina”.

Arnaldo e Fabieny não foram localizados para comentar o assunto. 



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MP denuncia ex-secretário de Sto.André por lavagem

Titular de Planejamento até 2012, Arnaldo Pereira é acusado de ocultar bens provenientes de propina

Fábio Martins
Do dgabc.com.br

21/11/2018 | 07:00


O Ministério Público ofereceu nova denúncia contra Arnaldo Augusto Pereira, secretário de Planejamento de Santo André no governo Aidan Ravin (Podemos, 2009-2012), por concussão (obtenção de recursos ou vantagens indevidos por servidor público) e lavagem de dinheiro, incluindo na peça Fabieny Nery, pessoa próxima a Arnaldo. A acusação formal, assinada pelo promotor Roberto Bodini, aponta que o investigado ocultou e dissimulou a origem de valores ilícitos adquiridos em decorrência de crimes praticados contra a administração pública – ele também foi subsecretário de Finanças de São Paulo.

Arnaldo é réu em outro processo, que trata da Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços). Para a Promotoria, o ex-secretário andreense era líder do grupo criminoso – acima, inclusive, de Ronilson Bezerra, ex-adjunto da mesma Pasta em Santo André, antes descrito como cabeça do esquema –, sendo responsável pela divisão de tarefas da organização destinada a concussão e corrupção de construtoras dentro da secretaria. “Bem como continuou a ocultar e dissimular valores adquiridos ilicitamente no período em que assumiu o cargo de secretário de Planejamento da Prefeitura de Santo André, e passou a praticar crimes contra a administração pública também naquela Pasta”, diz o texto.

A averiguação – que agora cabe acolhimento ou não da Justiça – levantada pelo Gedec, grupo especial de combate a delitos econômicos, indica 11 vezes a prática de concussão, além de 262 vezes crime de lavagem de dinheiro. O MP requer o sequestro de imóvel em nome de Arnaldo, na Rua Mapuã, em São Paulo, “por ser produto do crime de lavagem de dinheiro”. “Esclarecemos que os bens de Arnaldo estão sequestrados nos autos da cautelar, contudo, no decorrer das investigações e análise da quebra de sigilo bancário verificamos outro imóvel objeto de manobra de lavagem de dinheiro praticada pelo investigado.”

Fabieny, entre 2004 a 2014, emprestou a sua conta bancária para que Arnaldo depositasse e transferisse valores provenientes direta ou indiretamente de origem ilícita com a finalidade de ocultá-los e dissimulá-los. O montante atingido em movimento teria atingido R$ 1,403 milhão, sem atualização e correção monetárias. Essas operações ocorreram com frequência entre março de 2006 e janeiro de 2011. Formada em Odontologia, ela “não comprovou atividade laborativa lícita que pudesse dar suporte à intensa movimentação financeira detectada pelas quebras de sigilos bancário e fiscal autorizadas judicialmente”.

Arnaldo teria adquirido imóveis em nome de Fabieny, um deles na Rua Capitão Otávio Machado, em São Paulo, além de dois veículos de luxo (Vera Cruz e Pajero Dakar). A conta de Dea Ferreira Pereira, mãe de Arnaldo, era utilizada para “movimentar valores ilícitos recebidos a título de propina”.

Arnaldo e Fabieny não foram localizados para comentar o assunto. 

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