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Faltam remédios para transplantados


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

14/11/2007 | 07:05


Transplantados renais correm risco de rejeição do órgão por falta de remédios na farmácia de alto custo do governo do Estado, que funciona no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Pelo menos desde o dia 6 não há micofenolato mofetil, substância importante para que o novo rim se adapte ao organismo, livrando assim os pacientes da hemodiálise.

De acordo com os pacientes, os atendentes do Estado não dizem o motivo sobre a falta do medicamento, distribuído gratuitamente. Pedem apenas que continuem telefonando para verificar se o remédio chegou.

“Já averiguei o preço do remédio e me parece que são R$ 4 ou R$ 5 cada comprimido. Eu tomo quatro por dia, assim não tem condição”, disse o professor José Carlos Rodrigues, 46 anos, de Santo André.

O micofenolato mofetil é tido como um potente imunossupressor aplicado em pacientes submetidos ao transplante renal. Seu uso deve ser feito continuamente, de acordo com a dosagem recomendada pelo médico.

HEMODIÁLISE

“Fico apavorado. O que eu passei fazendo hemodiálise não foi fácil. Ainda me contaminaram com Hepatite C nessa época”, disse Rodrigues. “Antes do transplante, ainda tive de fazer quimioterapia”, relembrou.

Aos 21 anos, Rodrigues descobriu que sofria de uma rara doença degenerativa, a Síndrome de Falconi. O mal prejudica a absorção de cálcio pelo corpo. Com o tempo, o rim do professor foi à falência.

“A falta do remédio é uma incoerência do governo. O transplante é custeado pelo Estado e, agora, pode ser perdido”, disse Rodrigues.

Temor semelhante sofre o artesão Lúcio Flávio Parré, 50 anos, de São Bernardo.

Ele perdeu o rim por conta da diabete que também acometeu sua visão. “Tenho de tomar três comprimidos por dia, de 12 em 12 horas”, disse Parré, que contraiu hepatite por conta da hemodiálise.

“Nem a perda da visão me afetou tanto quanto a hemodiálise, pois, por causa do procedimento, eu nem podia beber água”, relembrou Parré.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o laboratório responsável pelo medicamento garantiu que o remédio chegará à farmácia até o fim da próxima semana. O órgão não soube informar o motivo da falta.


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Faltam remédios para transplantados

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

14/11/2007 | 07:05


Transplantados renais correm risco de rejeição do órgão por falta de remédios na farmácia de alto custo do governo do Estado, que funciona no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Pelo menos desde o dia 6 não há micofenolato mofetil, substância importante para que o novo rim se adapte ao organismo, livrando assim os pacientes da hemodiálise.

De acordo com os pacientes, os atendentes do Estado não dizem o motivo sobre a falta do medicamento, distribuído gratuitamente. Pedem apenas que continuem telefonando para verificar se o remédio chegou.

“Já averiguei o preço do remédio e me parece que são R$ 4 ou R$ 5 cada comprimido. Eu tomo quatro por dia, assim não tem condição”, disse o professor José Carlos Rodrigues, 46 anos, de Santo André.

O micofenolato mofetil é tido como um potente imunossupressor aplicado em pacientes submetidos ao transplante renal. Seu uso deve ser feito continuamente, de acordo com a dosagem recomendada pelo médico.

HEMODIÁLISE

“Fico apavorado. O que eu passei fazendo hemodiálise não foi fácil. Ainda me contaminaram com Hepatite C nessa época”, disse Rodrigues. “Antes do transplante, ainda tive de fazer quimioterapia”, relembrou.

Aos 21 anos, Rodrigues descobriu que sofria de uma rara doença degenerativa, a Síndrome de Falconi. O mal prejudica a absorção de cálcio pelo corpo. Com o tempo, o rim do professor foi à falência.

“A falta do remédio é uma incoerência do governo. O transplante é custeado pelo Estado e, agora, pode ser perdido”, disse Rodrigues.

Temor semelhante sofre o artesão Lúcio Flávio Parré, 50 anos, de São Bernardo.

Ele perdeu o rim por conta da diabete que também acometeu sua visão. “Tenho de tomar três comprimidos por dia, de 12 em 12 horas”, disse Parré, que contraiu hepatite por conta da hemodiálise.

“Nem a perda da visão me afetou tanto quanto a hemodiálise, pois, por causa do procedimento, eu nem podia beber água”, relembrou Parré.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o laboratório responsável pelo medicamento garantiu que o remédio chegará à farmácia até o fim da próxima semana. O órgão não soube informar o motivo da falta.

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