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Entrada da Venezuela no Mercosul é defendida por Itamaraty



21/11/2007 | 08:43


Uma semana depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que há democracia na Venezuela, a cúpula do Itamaraty defendeu terça-feira o ingresso do país presidido por Hugo Chávez no Mercosul. Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a entrada da Venezuela será boa tanto para o Mercosul como para a Venezuela e para a estabilização democrática da América do Sul. O ingresso da Venezuela precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

“Estamos confiantes de que a entrada da Venezuela no Mercosul será boa econômica e politicamente pela estabilidade que produzirá na região. Será boa para o Mercosul porque teremos uma vértebra maior para a integração de toda América do Sul, que passará da Patagônia ao Caribe. Será boa para a Venezuela porque o convívio com as democracias do Mercosul ajudará a consolidar ainda mais o esforço democrático da Venezuela”, afirmou Amorim.

Em audiência na Câmara, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, que foi à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), defendeu a entrada do país vizinho no Mercosul com o mesmo discurso de Lula e Amorim. O embaixador foi alvo de perguntas dos deputados majoritariamente contrários ao ingresso da Venezuela no bloco durante audiência pública na Câmara.

O professor Carlos Roberto Pio do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, também convidado, alertou para o risco de a Venezuela não cumprir contratos e prejudicar o Mercosul.

Apesar de o embaixador ter ficado quase sozinho na defesa da Venezuela durante audiência pública na CCJ, a tendência é que o projeto de ingresso do país no Mercosul seja aprovado nesta quarta-feira. O governo tem maioria na CCJ, assim como na Comissão de Relações Exteriores onde a proposta já foi aprovada. Além de afirmar que não há rompimento da ordem democrática na Venezuela, o embaixador resumiu o Mercosul a um acordo de tarifas. “O Mercosul não é uma união econômica. O Mercosul é uma união aduaneira, não um mercado comum”, afirmou o embaixador ao tentar afastar a possibilidade de influência política do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nos demais países do Mercosul.


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Entrada da Venezuela no Mercosul é defendida por Itamaraty


21/11/2007 | 08:43


Uma semana depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que há democracia na Venezuela, a cúpula do Itamaraty defendeu terça-feira o ingresso do país presidido por Hugo Chávez no Mercosul. Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a entrada da Venezuela será boa tanto para o Mercosul como para a Venezuela e para a estabilização democrática da América do Sul. O ingresso da Venezuela precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

“Estamos confiantes de que a entrada da Venezuela no Mercosul será boa econômica e politicamente pela estabilidade que produzirá na região. Será boa para o Mercosul porque teremos uma vértebra maior para a integração de toda América do Sul, que passará da Patagônia ao Caribe. Será boa para a Venezuela porque o convívio com as democracias do Mercosul ajudará a consolidar ainda mais o esforço democrático da Venezuela”, afirmou Amorim.

Em audiência na Câmara, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, que foi à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), defendeu a entrada do país vizinho no Mercosul com o mesmo discurso de Lula e Amorim. O embaixador foi alvo de perguntas dos deputados majoritariamente contrários ao ingresso da Venezuela no bloco durante audiência pública na Câmara.

O professor Carlos Roberto Pio do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, também convidado, alertou para o risco de a Venezuela não cumprir contratos e prejudicar o Mercosul.

Apesar de o embaixador ter ficado quase sozinho na defesa da Venezuela durante audiência pública na CCJ, a tendência é que o projeto de ingresso do país no Mercosul seja aprovado nesta quarta-feira. O governo tem maioria na CCJ, assim como na Comissão de Relações Exteriores onde a proposta já foi aprovada. Além de afirmar que não há rompimento da ordem democrática na Venezuela, o embaixador resumiu o Mercosul a um acordo de tarifas. “O Mercosul não é uma união econômica. O Mercosul é uma união aduaneira, não um mercado comum”, afirmou o embaixador ao tentar afastar a possibilidade de influência política do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nos demais países do Mercosul.

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