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A diferença que um legítimo camisa 9 faz


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

03/09/2015 | 07:00


O Barcelona dos últimos anos tem encantado o mundo com seu futebol bonito praticado por estrelas como Xavi, Iniesta, Ronaldinho, Messi e, mais recentemente, Neymar. As incontáveis análises táticas da equipe treinada por Rijkaard, Guardiola, Vilanova, Martino e, agora, Luis Enrique, exaltavam o estilo ofensivo e envolvente dos catalães, mas chamavam atenção para o detalhe de que não havia um legítimo camisa 9, o centroavante finalizador que, com um toque na bola, pode definir uma vitória.

O problema é que, com isso, muitos apontavam a morte desta camisa tão importante para o futebol mundial, já envergada por gigantes como Coutinho, Careca, Ronaldo e até mesmo Romário, que, mesmo utilizando a 11, era um 9 de corpo e alma. Se o Barcelona consegue jogar sem um centroavante de fato, palmas para os catalães. Mas não acredito que esse tipo de jogador esteja em extinção – na verdade, vejo o Barça como exceção à regra da necessidade de um finalizador nato devido aos seus outros grandes jogadores.

Outras grandes equipes do futebol europeu têm em seus elencos atletas com essa característica. No Real Madrid, o francês Benzema é quem ocupa a posição. No PSG, da França, o sueco Ibrahimovic e o uruguaio Cavani podem ser os definidores. O inglês Chelsea conta com o hispano-brasileiro Diego Costa, enquanto o alemão Bayern de Munique tem o polonês Lewandowski para finalizar suas jogadas.

No Brasil, um definidor é fundamental para as pretensões de qualquer equipe. Basta ver o exemplo de Ricardo Oliveira. Aos 35 anos, o veterano foi o artilheiro do Campeonato Paulista com 11 gols, além de ter sido eleito o craque da competição, e é o atual goleador do Brasileirão, com 12, e do País, com 25 tentos. No torneio nacional, ele foi responsável direto ou indireto por pelo menos 15 dos 30 pontos do Santos e continua se destacando, deixando diversos garotos no chinelo. Contra o Cruzeiro, ele marcou pela terceira vez em três jogos – sua melhor sequência na temporada foi no Estadual, com cinco tentos em cinco partidas. Em outras palavras, está na ponta dos cascos.

O feito de Ricardo Oliveira faz o torcedor santista se lembrar de outro veterano que passou pelo clube recentemente e que, em 2008, salvou a equipe da Série B: Kléber Pereira. Naquela temporada, ele foi o artilheiro do Brasileirão com 21 gols e ajudou o Peixe a chegar aos 45 pontos, somente um acima do Figueirense, primeiro integrante do Z-4 e que acabou rebaixado.

Voltando a 2015, o vice-artilheiro do Brasileirão é Lucas Pratto, do Atlético-MG, com nove gols – somente um de fora da área. Entre os cinco primeiros da lista também estão Alexandre Pato, do São Paulo, e Bruno Rangel, da Chapecoense. O único intruso é Jadson, do Corinthians. Mas há quem diga que centroavantes não são mais necessários no futebol.



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