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Justiça diz que greve é irregular

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Liminar determina que médicos voltem ao trabalho em
Ribeirão; Prefeitura identificou falhas em pontos manuais


Yara Ferraz
Renata Rocha

28/11/2014 | 07:00


Uma comissão de sindicância foi instaurada pela Prefeitura de Ribeirão Pires para apurar irregularidades no registro de ponto dos médicos. Conforme o prefeito Saulo Benevides (PMDB), a Justiça concedeu liminar ontem, determinando a irregularidade da greve da categoria, que começou na segunda-feira.

Segundo Saulo, o registro de ponto está sob investigação desde julho deste ano. “Abrimos um processo administrativo e levantamos que cinco médicos tinham fraudado os registros. Eles tinham colocado entrada ou saída antecipada, entre outras coisas. Por isso, tomei a iniciativa de colocar pontos eletrônicos”, disse.

De acordo com o prefeito, um dos líderes da greve teria cometido essas irregularidades. Saulo afirmou que vai esperar o julgamento da comissão para falar na punição desses profissionais. “Eles querem confundir a cabeça dos outros médicos para usá-los. Essa comissão juntou várias provas e, depois desse parecer, haverá um julgamento que vai decidir o que será feito.” Não há prazo para concluir a sindicância.

A liminar que decreta a irregularidade da greve foi dada ontem em primeira instância no Fórum da cidade. “Agora tem a aplicação de uma multa diária (de R$ 20 mil) se ela continuar”, afirmou o prefeito, mas não soube precisar o valor.

Desde segunda-feira, quem procura a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia e o Hospital e Maternidade São Lucas vive de um lado para o outro em busca de atendimento. Os médicos reivindicam melhores condições de trabalho e atendem somente casos de urgência. Os demais são encaminhados a UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

Exemplo é o aposentado Geraldo Malheiros Silva, 71 anos, que está gripado há 13 dias. Ele foi atendido na UPA, mas ontem não conseguiu retorno. “Falei com um rapaz na recepção que disse que eu poderia esperar para passar com o médico, mas que, provavelmente, seria encaminhado ao posto de Saúde.”

Jonatas Correia, 27, que acompanhava o pai de 51 anos, tentou esperar para ver se ele seria atendido, mas não deu sorte. “Meu pai passou pelo primeiro médico, que receitou uma pomada e deu uma via com o problema descrito para a gente passar em uma UBS. Mas ele praticamente não consegue andar por causa de uma infecção no pé. Agora vamos até a UBS ou um pronto-socorro fora da cidade para ele ser atendido”, disse.

“Estou com uma dor na coluna muito forte, mas tenho medo de ficar esperando e me mandarem para outro lugar”, disse a comerciante Josefa Benedita Queiroz, 47.

Na UBS que fica mais próxima à UPA Santa Luzia, a Centro Baixo, a procura por consultas continua a mesma. “Desde segunda-feira não teve aumento significativo”, disse a coordenadora da unidade, Valmides Fonseca Guimarães. 



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Justiça diz que greve é irregular

Liminar determina que médicos voltem ao trabalho em
Ribeirão; Prefeitura identificou falhas em pontos manuais

Yara Ferraz
Renata Rocha

28/11/2014 | 07:00


Uma comissão de sindicância foi instaurada pela Prefeitura de Ribeirão Pires para apurar irregularidades no registro de ponto dos médicos. Conforme o prefeito Saulo Benevides (PMDB), a Justiça concedeu liminar ontem, determinando a irregularidade da greve da categoria, que começou na segunda-feira.

Segundo Saulo, o registro de ponto está sob investigação desde julho deste ano. “Abrimos um processo administrativo e levantamos que cinco médicos tinham fraudado os registros. Eles tinham colocado entrada ou saída antecipada, entre outras coisas. Por isso, tomei a iniciativa de colocar pontos eletrônicos”, disse.

De acordo com o prefeito, um dos líderes da greve teria cometido essas irregularidades. Saulo afirmou que vai esperar o julgamento da comissão para falar na punição desses profissionais. “Eles querem confundir a cabeça dos outros médicos para usá-los. Essa comissão juntou várias provas e, depois desse parecer, haverá um julgamento que vai decidir o que será feito.” Não há prazo para concluir a sindicância.

A liminar que decreta a irregularidade da greve foi dada ontem em primeira instância no Fórum da cidade. “Agora tem a aplicação de uma multa diária (de R$ 20 mil) se ela continuar”, afirmou o prefeito, mas não soube precisar o valor.

Desde segunda-feira, quem procura a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia e o Hospital e Maternidade São Lucas vive de um lado para o outro em busca de atendimento. Os médicos reivindicam melhores condições de trabalho e atendem somente casos de urgência. Os demais são encaminhados a UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

Exemplo é o aposentado Geraldo Malheiros Silva, 71 anos, que está gripado há 13 dias. Ele foi atendido na UPA, mas ontem não conseguiu retorno. “Falei com um rapaz na recepção que disse que eu poderia esperar para passar com o médico, mas que, provavelmente, seria encaminhado ao posto de Saúde.”

Jonatas Correia, 27, que acompanhava o pai de 51 anos, tentou esperar para ver se ele seria atendido, mas não deu sorte. “Meu pai passou pelo primeiro médico, que receitou uma pomada e deu uma via com o problema descrito para a gente passar em uma UBS. Mas ele praticamente não consegue andar por causa de uma infecção no pé. Agora vamos até a UBS ou um pronto-socorro fora da cidade para ele ser atendido”, disse.

“Estou com uma dor na coluna muito forte, mas tenho medo de ficar esperando e me mandarem para outro lugar”, disse a comerciante Josefa Benedita Queiroz, 47.

Na UBS que fica mais próxima à UPA Santa Luzia, a Centro Baixo, a procura por consultas continua a mesma. “Desde segunda-feira não teve aumento significativo”, disse a coordenadora da unidade, Valmides Fonseca Guimarães. 

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