Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 16 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Forno da Cerâmica passa por restauração

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Responsável por empreendimento imobiliário preserva
símbolo da industrialização da cidade de São Caetano


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

15/04/2013 | 07:00


Na década de 1940, a Cerâmica São Caetano era uma das maiores empresas da cidade. Tanto que deu nome ao bairro que assistiu ao seu nascimento, em 1923, e à sua morte, na década de 1980. Em seu auge, chegou a reunir 3.500 funcionários, que produziam telhas, tijolos, ladrilhos, material refratário, litocerâmicas e as sobras de caquinhos coloridos que se tornariam moda nos quintais da região e da Capital.

O coração da fábrica era o forno no qual a cerâmica era cozida. E é exatamente o primeiro forno da Cerâmica São Caetano o pedaço da história que está sendo restaurado pela Sobloco, responsável pela construção dos empreendimentos imobiliários do Espaço Cerâmica, que inclui também o ParkShopping São Caetano.

O compromisso da preservação estampou a página Memória do Diário em 23 de julho de 2006, e também partiu da Fundação Pró-Memória da cidade. Além do forno, foi identificado mural de litocerâmica com três metros de altura e pouco mais de três metros de comprimento, formado por 60 placas. A obra foi criada pelo escultor espanhol Alberto Garcia Vidal, em 1953.

O painel foi desmontado e as peças catalogadas e restauradas. Depois, foi totalmente remontado e está instalado atualmente no parque público do espaço. Já o forno, quando pronto, servirá como espaço de exposição e eventos. A empresa, porém, não informou o prazo para conclusão da restauração.

Conforme a presidente da Fundação Pró-Memória, Sonia Xavier, com a constante modificação dos espaços urbanos, é importante preservar referências históricas que correspondem à criação dos bairros que compõem a cidade. "Tudo o que a Cerâmica produzia passava pelo forno, portanto, ele é um símbolo da época que precisava permanecer, até para que os antigos moradores e possivelmente funcionários da empresa que ainda estão no bairro possam relembrar suas histórias para os filhos e netos."

INDUSTRIALIZAÇÃO

As terras do Tijucuçu, formadas pelas várzeas dos rios Tamanduateí e Meninos, tinham como característica o solo barrento, propício para instalação de olarias no município. Mas para o memorialista José Roberto Gianello, não representam apenas a simples evolução da produção artesanal, e sim o que havia de mais moderno no processo de fabricação de telhas e tijolos, como lembra em artigo publicado na Revista Raízes de dezembro de 2001.

A Cerâmica São Caetano originou-se da Cerâmica Privilegiada, que atuou na cidade de 1913 a 1919 e trouxe a tecnologia para produção dos produtos diretamente da França. Ao longo dos anos, passou pelas mãos de diversas personalidades políticas, tais como o senador Roberto Simonsen e Armando Arruda Pereira, que foi prefeito da Capital.

Sonia explica que, para a época, a forma como a empresa tratava os funcionários era diferenciada. "Para se ter uma ideia, havia a escola da Cerâmica, na qual os filhos dos funcionários estudavam. Eles também faziam festas." Para a presidente da Fundação Pró-Memória, preservar essas memórias é imprescindível. "Faz parte da construção da identidade do morador de São Caetano.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Forno da Cerâmica passa por restauração

Responsável por empreendimento imobiliário preserva
símbolo da industrialização da cidade de São Caetano

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

15/04/2013 | 07:00


Na década de 1940, a Cerâmica São Caetano era uma das maiores empresas da cidade. Tanto que deu nome ao bairro que assistiu ao seu nascimento, em 1923, e à sua morte, na década de 1980. Em seu auge, chegou a reunir 3.500 funcionários, que produziam telhas, tijolos, ladrilhos, material refratário, litocerâmicas e as sobras de caquinhos coloridos que se tornariam moda nos quintais da região e da Capital.

O coração da fábrica era o forno no qual a cerâmica era cozida. E é exatamente o primeiro forno da Cerâmica São Caetano o pedaço da história que está sendo restaurado pela Sobloco, responsável pela construção dos empreendimentos imobiliários do Espaço Cerâmica, que inclui também o ParkShopping São Caetano.

O compromisso da preservação estampou a página Memória do Diário em 23 de julho de 2006, e também partiu da Fundação Pró-Memória da cidade. Além do forno, foi identificado mural de litocerâmica com três metros de altura e pouco mais de três metros de comprimento, formado por 60 placas. A obra foi criada pelo escultor espanhol Alberto Garcia Vidal, em 1953.

O painel foi desmontado e as peças catalogadas e restauradas. Depois, foi totalmente remontado e está instalado atualmente no parque público do espaço. Já o forno, quando pronto, servirá como espaço de exposição e eventos. A empresa, porém, não informou o prazo para conclusão da restauração.

Conforme a presidente da Fundação Pró-Memória, Sonia Xavier, com a constante modificação dos espaços urbanos, é importante preservar referências históricas que correspondem à criação dos bairros que compõem a cidade. "Tudo o que a Cerâmica produzia passava pelo forno, portanto, ele é um símbolo da época que precisava permanecer, até para que os antigos moradores e possivelmente funcionários da empresa que ainda estão no bairro possam relembrar suas histórias para os filhos e netos."

INDUSTRIALIZAÇÃO

As terras do Tijucuçu, formadas pelas várzeas dos rios Tamanduateí e Meninos, tinham como característica o solo barrento, propício para instalação de olarias no município. Mas para o memorialista José Roberto Gianello, não representam apenas a simples evolução da produção artesanal, e sim o que havia de mais moderno no processo de fabricação de telhas e tijolos, como lembra em artigo publicado na Revista Raízes de dezembro de 2001.

A Cerâmica São Caetano originou-se da Cerâmica Privilegiada, que atuou na cidade de 1913 a 1919 e trouxe a tecnologia para produção dos produtos diretamente da França. Ao longo dos anos, passou pelas mãos de diversas personalidades políticas, tais como o senador Roberto Simonsen e Armando Arruda Pereira, que foi prefeito da Capital.

Sonia explica que, para a época, a forma como a empresa tratava os funcionários era diferenciada. "Para se ter uma ideia, havia a escola da Cerâmica, na qual os filhos dos funcionários estudavam. Eles também faziam festas." Para a presidente da Fundação Pró-Memória, preservar essas memórias é imprescindível. "Faz parte da construção da identidade do morador de São Caetano.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;