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União muda cenário de escola estadual em Mauá

EE Professora Therezinha Sartori, na Vila Noêmia, superou desinteresse e indisciplina dos alunos com regras e projetos


Natália Fernandjes

05/11/2012 | 07:03


 

A união entre a comunidade escolar foi a receita usada pela equipe gestora da EE Professora Therezinha Sartori, na Vila Noêmia, em Mauá, para que a unidade melhorasse a qualidade de ensino e a relação com os alunos. Foi a segunda melhor colocada entre as escolas estaduais do Grande ABC no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011 – superarando até escolas particulares – com nota 5,8. A média da cidade foi 4,4. Além disso acumula participações e vitórias em concursos, como é o caso da primeira edição do Desafio de Redação promovido pelo Diário, em 2007.

Quem circula pelo prédio, que concentra cerca de 3.000 alunos espalhados entre o segundo ciclo do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio nem imagina o cenário observado há 10 anos. As paredes pichadas, salas e pátios sujos, alunos indisciplinados e professores desmotivados deram lugar a ambiente extremamente limpo, organizado, com quadros e desenhos nas paredes, estudantes com postura diferenciada e docentes engajados.

O processo de mudança não foi simples, revela a diretora da escola e educadora há 30 anos, Rita de Fátima Sola. “A primeira coisa a fazer foi apresentar um projeto pedagógico e implantar regras. Os alunos estavam acostumados a entrar e sair a hora que queriam”, destaca. Além de sabatina por parte dos professores, houve resistência por parte dos estudantes. “Colocaram fogo em uma sala onde ficavam os livros e perdemos muito material em 2002. Eles pichavam as paredes e a gente pintava de novo, colocavam bomba nos banheiros, mas não desistimos”, destaca.

O sucesso, considerado parcial, tendo em vista que ainda é preciso melhorar, foi possível graças à postura e ao trabalho de pessoas que acreditam na Educação, segundo a coordenadora pedagógica da unidade e docente há 26 anos, Myriam dos Santos Marcondes Carvalho. “Batemos na tecla de que eles não podem ser mais um na sociedade. Temos de nos superar a cada dia”, acredita.

Com isso, de forma gradativa, a comunidade escolar passou a se destacar. Atualmente, há fila de espera de alunos que desejam estudar na unidade. “Temos dois cadernos cheios para o 6º ano”, comenta Rita.

Depois de três anos na espera, finalmente o estudante do 1º ano do Ensino Médio Matheus Pereira Santos, 15 anos, conseguiu uma vaga na escola de seus sonhos. Para a mãe, a dona de casa Rosineide Carvalho Pereira, 37, foi como ganhar na loteria. “Aqui a gente tem segurança, uniforme, limpeza e o nível de estudo muito bom”, orgulha-se a moradora do Jardim Zaíra.

Outro motivo para deixar a mãe ainda mais satisfeita é a participação de Matheus e a sua turma na Olimpíada da Saúde e Meio Ambiente, promovida pela Fundação Fiocruz. Os estudantes desenvolveram, com ajuda dos docentes, ecobags de materiais recicláveis decoradas com artesanato. A ideia, segundos os alunos, é estimular a sustentabilidade sem sair da moda.

Entre os professores, a satisfação em trabalhar na EE Professora Therezinha Sartori se dá pelo bom relacionamento com os jovens e direção. “A postura dos alunos é diferenciada. Há respeito e participação”, comenta a docente de Português na unidade desde 2006, Rita de Cássia Fiacadori.

A instituição de ensino mantém ainda inúmeros projetos que estimulam desde cidadania até responsabilidade verde. Além de horta educativa, há troca de correspondências entre estudantes, e a elaboração de diário que ensina “Nosso lema é fazer a diferença”, explica a orgulhosa diretora

 



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União muda cenário de escola estadual em Mauá

EE Professora Therezinha Sartori, na Vila Noêmia, superou desinteresse e indisciplina dos alunos com regras e projetos

Natália Fernandjes

05/11/2012 | 07:03


 

A união entre a comunidade escolar foi a receita usada pela equipe gestora da EE Professora Therezinha Sartori, na Vila Noêmia, em Mauá, para que a unidade melhorasse a qualidade de ensino e a relação com os alunos. Foi a segunda melhor colocada entre as escolas estaduais do Grande ABC no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011 – superarando até escolas particulares – com nota 5,8. A média da cidade foi 4,4. Além disso acumula participações e vitórias em concursos, como é o caso da primeira edição do Desafio de Redação promovido pelo Diário, em 2007.

Quem circula pelo prédio, que concentra cerca de 3.000 alunos espalhados entre o segundo ciclo do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio nem imagina o cenário observado há 10 anos. As paredes pichadas, salas e pátios sujos, alunos indisciplinados e professores desmotivados deram lugar a ambiente extremamente limpo, organizado, com quadros e desenhos nas paredes, estudantes com postura diferenciada e docentes engajados.

O processo de mudança não foi simples, revela a diretora da escola e educadora há 30 anos, Rita de Fátima Sola. “A primeira coisa a fazer foi apresentar um projeto pedagógico e implantar regras. Os alunos estavam acostumados a entrar e sair a hora que queriam”, destaca. Além de sabatina por parte dos professores, houve resistência por parte dos estudantes. “Colocaram fogo em uma sala onde ficavam os livros e perdemos muito material em 2002. Eles pichavam as paredes e a gente pintava de novo, colocavam bomba nos banheiros, mas não desistimos”, destaca.

O sucesso, considerado parcial, tendo em vista que ainda é preciso melhorar, foi possível graças à postura e ao trabalho de pessoas que acreditam na Educação, segundo a coordenadora pedagógica da unidade e docente há 26 anos, Myriam dos Santos Marcondes Carvalho. “Batemos na tecla de que eles não podem ser mais um na sociedade. Temos de nos superar a cada dia”, acredita.

Com isso, de forma gradativa, a comunidade escolar passou a se destacar. Atualmente, há fila de espera de alunos que desejam estudar na unidade. “Temos dois cadernos cheios para o 6º ano”, comenta Rita.

Depois de três anos na espera, finalmente o estudante do 1º ano do Ensino Médio Matheus Pereira Santos, 15 anos, conseguiu uma vaga na escola de seus sonhos. Para a mãe, a dona de casa Rosineide Carvalho Pereira, 37, foi como ganhar na loteria. “Aqui a gente tem segurança, uniforme, limpeza e o nível de estudo muito bom”, orgulha-se a moradora do Jardim Zaíra.

Outro motivo para deixar a mãe ainda mais satisfeita é a participação de Matheus e a sua turma na Olimpíada da Saúde e Meio Ambiente, promovida pela Fundação Fiocruz. Os estudantes desenvolveram, com ajuda dos docentes, ecobags de materiais recicláveis decoradas com artesanato. A ideia, segundos os alunos, é estimular a sustentabilidade sem sair da moda.

Entre os professores, a satisfação em trabalhar na EE Professora Therezinha Sartori se dá pelo bom relacionamento com os jovens e direção. “A postura dos alunos é diferenciada. Há respeito e participação”, comenta a docente de Português na unidade desde 2006, Rita de Cássia Fiacadori.

A instituição de ensino mantém ainda inúmeros projetos que estimulam desde cidadania até responsabilidade verde. Além de horta educativa, há troca de correspondências entre estudantes, e a elaboração de diário que ensina “Nosso lema é fazer a diferença”, explica a orgulhosa diretora

 

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