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Prefeituras vão pagar
R$ 95 milhões em 13º

Valor é 60% maior que o orçamento de Rio Grande da
Serra; dinheiro é suficiente para comprar 4 mil carros


Erica Martin

05/11/2012 | 07:00


As Prefeituras de cinco cidades da região devem pagar R$ 95,7 milhões de 13° salários aos seus funcionários até o dia 20 de dezembro, quando eles devem receber a segunda parcela da renda extra. Com o montante - que é 59,5% maior que o Orçamento de Rio Grande da Serra, que está previsto para atingir R$ 60 milhões, em 2013; seria possível comprar 4.000 carros populares.

O levantamento foi feito pela equipe do Diário, com base nas informações divulgadas pelas Prefeituras. Mauá e Rio Grande da Serra não responderam.

A previsão é que o maior montante seja desembolsado por São Bernardo: serão R$ 30,3 milhões. Em seguida Santo André (R$ 27,5 milhões); Diadema (R$ 19,9 milhões); São Caetano (R$ 16 milhões) e Ribeirão Pires (R$ 1,8 milhão) - que divulgou apenas o resultado parcial dos pagamentos feitos até o momento.

Em relação ao ano passado, o montante pago por todas as Prefeituras é 9,9% superior - no cálculo não foi considerada a Prefeitura de Ribeirão, por não informar o valor total de décimo terceiro para este ano. Em 2011, os cinco municípios desembolsaram juntos R$ 88,8 milhões aos trabalhadores. A cidade que registrou maior elevação em relação ao ano passado foi Diadema, que em 2011 pagou R$ 17,1 milhões aos servidores municipais - avanço de 16,35%.

Levantamento feito pelo professor de Economia Sandro Maskio, que ministra aulas na Universidade Metodista de São Paulo, mostra que R$ 137 milhões foram pagos aos profissionais da administração pública no ano passado, pelos sete municípios da região. Os dados têm com base a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgada pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Na estatística foram levados em conta os funcionários das esferas públicas estadual e federal. Portanto, o valor que deve ser pago pelas Prefeituras da região, até o fim do ano, representará cerca de 70% do montante total desembolsado no ano passado. "As prefeituras têm um rol diversificado de funcionários, que vão desde professores, profissionais da área administrativa, médicos, até porteiros, por isso a relevância municipal", explica Maskio. Além disso, os salários dos servidores públicos têm peso significativo para a economia do País.

Última pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que, neste ano, em todo o Brasil, os profissionais do setor de serviços - que inclui os servidores públicos - devem embolsar 60,2% do dinheiro destinado ao 13º salário. Entretanto, segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, se o montante recebido pelos empregados da administração pública for desconsiderado, o valor destinado ao setor de serviços fica abaixo do pagamento da indústria. Já a renda destinada aos servidores tem peso maior. Para se ter ideia, em Brasília a expectativa é que o salário médio atinja a quantia de R$ 3.171 - a maior renda nacional. Já o menor valor deve ser desembolsado por Piauí, R$ 1.010.

OUTRO LADO - Levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) revela que a maioria dos brasileiros (61%) pretende usar o 13º salário para liquidar dívidas. De acordo com o professor, apesar de a iniciativa ser a mais indicada para evitar o rombo das finanças em função do acúmulo de juros, o comportamento do consumidor pode prejudicar ainda mais o ritmo da atividade econômica brasileira. "Como boa parte da população tem dito que vai pagar dívidas, a parcela de dinheiro que vai sobrar para o comércio, com certeza, será menor."

A expectativa é que o PIB (Produto Interno Bruto) - que mede todas as riquezas do País - cresça apenas 1,54% neste ano. Em 2011, o avanço foi de 2,7%.

 

 



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Prefeituras vão pagar
R$ 95 milhões em 13º

Valor é 60% maior que o orçamento de Rio Grande da
Serra; dinheiro é suficiente para comprar 4 mil carros

Erica Martin

05/11/2012 | 07:00


As Prefeituras de cinco cidades da região devem pagar R$ 95,7 milhões de 13° salários aos seus funcionários até o dia 20 de dezembro, quando eles devem receber a segunda parcela da renda extra. Com o montante - que é 59,5% maior que o Orçamento de Rio Grande da Serra, que está previsto para atingir R$ 60 milhões, em 2013; seria possível comprar 4.000 carros populares.

O levantamento foi feito pela equipe do Diário, com base nas informações divulgadas pelas Prefeituras. Mauá e Rio Grande da Serra não responderam.

A previsão é que o maior montante seja desembolsado por São Bernardo: serão R$ 30,3 milhões. Em seguida Santo André (R$ 27,5 milhões); Diadema (R$ 19,9 milhões); São Caetano (R$ 16 milhões) e Ribeirão Pires (R$ 1,8 milhão) - que divulgou apenas o resultado parcial dos pagamentos feitos até o momento.

Em relação ao ano passado, o montante pago por todas as Prefeituras é 9,9% superior - no cálculo não foi considerada a Prefeitura de Ribeirão, por não informar o valor total de décimo terceiro para este ano. Em 2011, os cinco municípios desembolsaram juntos R$ 88,8 milhões aos trabalhadores. A cidade que registrou maior elevação em relação ao ano passado foi Diadema, que em 2011 pagou R$ 17,1 milhões aos servidores municipais - avanço de 16,35%.

Levantamento feito pelo professor de Economia Sandro Maskio, que ministra aulas na Universidade Metodista de São Paulo, mostra que R$ 137 milhões foram pagos aos profissionais da administração pública no ano passado, pelos sete municípios da região. Os dados têm com base a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgada pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Na estatística foram levados em conta os funcionários das esferas públicas estadual e federal. Portanto, o valor que deve ser pago pelas Prefeituras da região, até o fim do ano, representará cerca de 70% do montante total desembolsado no ano passado. "As prefeituras têm um rol diversificado de funcionários, que vão desde professores, profissionais da área administrativa, médicos, até porteiros, por isso a relevância municipal", explica Maskio. Além disso, os salários dos servidores públicos têm peso significativo para a economia do País.

Última pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que, neste ano, em todo o Brasil, os profissionais do setor de serviços - que inclui os servidores públicos - devem embolsar 60,2% do dinheiro destinado ao 13º salário. Entretanto, segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, se o montante recebido pelos empregados da administração pública for desconsiderado, o valor destinado ao setor de serviços fica abaixo do pagamento da indústria. Já a renda destinada aos servidores tem peso maior. Para se ter ideia, em Brasília a expectativa é que o salário médio atinja a quantia de R$ 3.171 - a maior renda nacional. Já o menor valor deve ser desembolsado por Piauí, R$ 1.010.

OUTRO LADO - Levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) revela que a maioria dos brasileiros (61%) pretende usar o 13º salário para liquidar dívidas. De acordo com o professor, apesar de a iniciativa ser a mais indicada para evitar o rombo das finanças em função do acúmulo de juros, o comportamento do consumidor pode prejudicar ainda mais o ritmo da atividade econômica brasileira. "Como boa parte da população tem dito que vai pagar dívidas, a parcela de dinheiro que vai sobrar para o comércio, com certeza, será menor."

A expectativa é que o PIB (Produto Interno Bruto) - que mede todas as riquezas do País - cresça apenas 1,54% neste ano. Em 2011, o avanço foi de 2,7%.

 

 

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