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Escritora de São Bernardo vai à China

Andrea del Fuego foi convidada para falar sobre literatura e Língua Portuguesa em festival de Macau


Caroline Garcia
Do Diário do Grande ABC

15/03/2014 | 07:00


O primeiro convite foi negado. Assim como o segundo. Na terceira vez, a escritora de São Bernardo Andrea del Fuego conseguiu embarcar rumo a Macau, na China, para participar da terceira edição do festival literário Rota das Letras.

Mas as justificativas para não ir até ao outro lado do mundo não funcionam como uma desculpa. “Na primeira vez, estava grávida de oito meses e não tinha condições médicas de ir. No ano seguinte, meu filho ainda era muito pequeno e já tinha confirmado presença em outros dois festivais na Europa. Desta vez, tudo deu certo.”

Apesar de pertencer à China hoje em dia, Macau foi uma antiga colônia comercial de Portugal e a língua de Camões ainda é considerada idioma oficial, embora quase não seja falada pelos chineses que ali vivem.

“Funciona como uma língua administrativa. Não é falado diariamente, mas as placas de ruas, por exemplo, estão em português.”

Dona de títulos infantis, infantojuvenis e contos, a escritora conquistou, logo no primeiro livro, em 2010, o Prêmio Literário José Saramago (considerado o mais importante da literatura portuguesa) por Os Malaquias. Sua última publicação, As Miniaturas, foi lançada em agosto do ano passado.

As obras já foram traduzidas para o espanhol, alemão, italiano, adaptado para o português de Portugal e em agosto será publicada também a edição em sueco. “Chegar antes do livro é fazer com que a obra, de certa forma, chegue também ao lugar. Quem sabe futuramente teremos uma edição em chinês também.”

A ideia do festival, co-organizado pelo jornal local Ponto Final e o Instituto Cultura de Macau, é promover a lusofonia e difundir o português, tanto de Portugal, quanto do Brasil.

Na programação do evento, que vai de 20 a 30 de março, Andrea participará de palestras e debates. “Serão conversas na Universidade de Macau e em teatros sobre literatura e Língua Portuguesa.”

Além da participação in loco, a escritora escreverá também um conto sobre a experiência no festival, que será publicado no informativo que circulará na edição do ano que vem.

Viagem

Para chegar até Macau, Andrea precisou pegar um voo de 14 horas até Istambul, enfrentar mais de nove horas e meia até Honk Kong para, enfim, pegar uma balsa de uma hora até a cidade do festival. “Morro de medo de avião”, disse a escritora antes de embarcar, na quinta-feira.

“Estou amamentando e sempre viajo com meu filho. Como meu marido é fotógrafo freelancer, ele também consegue ir comigo e aproveita para fazer trabalhos autorais. Sei que vai ser cansativo, mas vai ser uma experiência muito grande.”

A escritora e a família ficarão em Macau até o dia 5 de abril. “É bastante tempo e foi difícil até arrumar a mala. Mas uma hora a gente acaba até lavando roupa no banheiro e secando no ar-condicionado do quarto do hotel.”



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Escritora de São Bernardo vai à China

Andrea del Fuego foi convidada para falar sobre literatura e Língua Portuguesa em festival de Macau

Caroline Garcia
Do Diário do Grande ABC

15/03/2014 | 07:00


O primeiro convite foi negado. Assim como o segundo. Na terceira vez, a escritora de São Bernardo Andrea del Fuego conseguiu embarcar rumo a Macau, na China, para participar da terceira edição do festival literário Rota das Letras.

Mas as justificativas para não ir até ao outro lado do mundo não funcionam como uma desculpa. “Na primeira vez, estava grávida de oito meses e não tinha condições médicas de ir. No ano seguinte, meu filho ainda era muito pequeno e já tinha confirmado presença em outros dois festivais na Europa. Desta vez, tudo deu certo.”

Apesar de pertencer à China hoje em dia, Macau foi uma antiga colônia comercial de Portugal e a língua de Camões ainda é considerada idioma oficial, embora quase não seja falada pelos chineses que ali vivem.

“Funciona como uma língua administrativa. Não é falado diariamente, mas as placas de ruas, por exemplo, estão em português.”

Dona de títulos infantis, infantojuvenis e contos, a escritora conquistou, logo no primeiro livro, em 2010, o Prêmio Literário José Saramago (considerado o mais importante da literatura portuguesa) por Os Malaquias. Sua última publicação, As Miniaturas, foi lançada em agosto do ano passado.

As obras já foram traduzidas para o espanhol, alemão, italiano, adaptado para o português de Portugal e em agosto será publicada também a edição em sueco. “Chegar antes do livro é fazer com que a obra, de certa forma, chegue também ao lugar. Quem sabe futuramente teremos uma edição em chinês também.”

A ideia do festival, co-organizado pelo jornal local Ponto Final e o Instituto Cultura de Macau, é promover a lusofonia e difundir o português, tanto de Portugal, quanto do Brasil.

Na programação do evento, que vai de 20 a 30 de março, Andrea participará de palestras e debates. “Serão conversas na Universidade de Macau e em teatros sobre literatura e Língua Portuguesa.”

Além da participação in loco, a escritora escreverá também um conto sobre a experiência no festival, que será publicado no informativo que circulará na edição do ano que vem.

Viagem

Para chegar até Macau, Andrea precisou pegar um voo de 14 horas até Istambul, enfrentar mais de nove horas e meia até Honk Kong para, enfim, pegar uma balsa de uma hora até a cidade do festival. “Morro de medo de avião”, disse a escritora antes de embarcar, na quinta-feira.

“Estou amamentando e sempre viajo com meu filho. Como meu marido é fotógrafo freelancer, ele também consegue ir comigo e aproveita para fazer trabalhos autorais. Sei que vai ser cansativo, mas vai ser uma experiência muito grande.”

A escritora e a família ficarão em Macau até o dia 5 de abril. “É bastante tempo e foi difícil até arrumar a mala. Mas uma hora a gente acaba até lavando roupa no banheiro e secando no ar-condicionado do quarto do hotel.”

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