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Imóveis têm melhor ano desde 2000


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

15/01/2006 | 08:56


O mercado imobiliário do Grande ABC registrou em 2005 o melhor resultado dos últimos cinco anos, de acordo com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação). A venda de imóveis novos no ano passado foi 21,6% maior e o número de empreendimentos lançados teve expansão de 37,87% ante o ano anterior. Com o resultado, a relação entre lançamentos (2.457 unidades) e vendas (2.477 unidades) ficou praticamente equilibrada, o que demonstra o dinamismo do setor e o bom relacionamento com o segmento produtivo - a construção civil.

Os dados de vendas e lançamentos fazem parte de pesquisa realizada pela Acigabc (Associação das Construtoras e Imobiliárias do Grande ABC), que atua como escritório do Secovi-SP na região.

O desempenho do Grande ABC foi tão positivo que superou até os resultados da capital, onde o mercado imobiliário também viveu o melhor ano desde 2000, segundo o Secovi-SP. Em São Paulo, as vendas foram 21,1% maiores enquanto que os lançamentos apresentaram retração de 2,5%. A queda no surgimento de novos empreendimentos, dentro do contexto positivo do setor, tem uma explicação: com a Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo, sancionada no final de 2004, as garagens passaram a ser computadas para o cálculo do coeficiente de aproveitamento dos terrenos.

A legislação dava três opções às construtoras: edificar prédios sem garagem, dividir o espaço do prédio com a garagem - o que tornaria o edifício menor e menos lucrativo - ou pagar uma outorga onerosa (taxa) para construir mais. Segundo Milton Bigucci, vice-presidente do Secovi-SP para o interior e presidente da Acigabc, como as três opções eram desvantajosas, o mercado imobiliário quase parou e oito meses se passaram com a aprovação de poucos projetos. A situação mudou somente no último quadrimestre de 2005.

Segundo Bigucci, o dado mais importante para o Grande ABC em 2005 é o volume comercializado ter alcançado o número de lançamentos. "Quando conseguimos lançar e vender na mesma proporção, isso significa que o setor está girando. Ficar com itens estocados reflete na redução de lançamentos, o que gera desemprego."

A diretora do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, atribui a alta dos lançamentos ante o ano anterior a dois motivos: maior atuação das construtoras de São Paulo na região em 2005 - como exemplo, a diretora citou um empreendimento iniciado pela construtora Cyrella, próximo ao ABC Plaza Shopping, em Santo André - e agilidade na aprovação de projetos por parte das prefeituras no segundo semestre do ano. De acordo com Rosana, os locais mais procurados pelas construtoras para novos lançamentos são os bairros de alto padrão do Grande ABC.

As vendas, entretanto, são reflexo do aumento de recursos disponíveis para financiamento habitacional, explica Bigucci. Somente a Caixa Econômica Federal - responsável por cerca de 90% das concessões de crédito imobiliário no país - destinou 70% mais para o Grande ABC em 2005 na comparação com o ano anterior. No total, foram R$ 220 milhões, que equivalem a 4,4 mil unidades habitacionais.

Além disso, os bancos privados, impulsionados por incentivos do Banco Central, passaram a conceder mais empréstimos. Somente de janeiro a novembro de 2005, o montante destinado a financiamentos imobiliários foi 40% maior do que em todo o ano de 2004.

Confirmando o incremento de lançamentos imobiliários no Grande ABC no ano passado, o nível de emprego na construção também aumentou. Em dezembro de 2004, as sete cidades da região tinham 19.466 empregados. Em novembro último, eram 21.077. 



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Imóveis têm melhor ano desde 2000

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

15/01/2006 | 08:56


O mercado imobiliário do Grande ABC registrou em 2005 o melhor resultado dos últimos cinco anos, de acordo com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação). A venda de imóveis novos no ano passado foi 21,6% maior e o número de empreendimentos lançados teve expansão de 37,87% ante o ano anterior. Com o resultado, a relação entre lançamentos (2.457 unidades) e vendas (2.477 unidades) ficou praticamente equilibrada, o que demonstra o dinamismo do setor e o bom relacionamento com o segmento produtivo - a construção civil.

Os dados de vendas e lançamentos fazem parte de pesquisa realizada pela Acigabc (Associação das Construtoras e Imobiliárias do Grande ABC), que atua como escritório do Secovi-SP na região.

O desempenho do Grande ABC foi tão positivo que superou até os resultados da capital, onde o mercado imobiliário também viveu o melhor ano desde 2000, segundo o Secovi-SP. Em São Paulo, as vendas foram 21,1% maiores enquanto que os lançamentos apresentaram retração de 2,5%. A queda no surgimento de novos empreendimentos, dentro do contexto positivo do setor, tem uma explicação: com a Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo, sancionada no final de 2004, as garagens passaram a ser computadas para o cálculo do coeficiente de aproveitamento dos terrenos.

A legislação dava três opções às construtoras: edificar prédios sem garagem, dividir o espaço do prédio com a garagem - o que tornaria o edifício menor e menos lucrativo - ou pagar uma outorga onerosa (taxa) para construir mais. Segundo Milton Bigucci, vice-presidente do Secovi-SP para o interior e presidente da Acigabc, como as três opções eram desvantajosas, o mercado imobiliário quase parou e oito meses se passaram com a aprovação de poucos projetos. A situação mudou somente no último quadrimestre de 2005.

Segundo Bigucci, o dado mais importante para o Grande ABC em 2005 é o volume comercializado ter alcançado o número de lançamentos. "Quando conseguimos lançar e vender na mesma proporção, isso significa que o setor está girando. Ficar com itens estocados reflete na redução de lançamentos, o que gera desemprego."

A diretora do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, atribui a alta dos lançamentos ante o ano anterior a dois motivos: maior atuação das construtoras de São Paulo na região em 2005 - como exemplo, a diretora citou um empreendimento iniciado pela construtora Cyrella, próximo ao ABC Plaza Shopping, em Santo André - e agilidade na aprovação de projetos por parte das prefeituras no segundo semestre do ano. De acordo com Rosana, os locais mais procurados pelas construtoras para novos lançamentos são os bairros de alto padrão do Grande ABC.

As vendas, entretanto, são reflexo do aumento de recursos disponíveis para financiamento habitacional, explica Bigucci. Somente a Caixa Econômica Federal - responsável por cerca de 90% das concessões de crédito imobiliário no país - destinou 70% mais para o Grande ABC em 2005 na comparação com o ano anterior. No total, foram R$ 220 milhões, que equivalem a 4,4 mil unidades habitacionais.

Além disso, os bancos privados, impulsionados por incentivos do Banco Central, passaram a conceder mais empréstimos. Somente de janeiro a novembro de 2005, o montante destinado a financiamentos imobiliários foi 40% maior do que em todo o ano de 2004.

Confirmando o incremento de lançamentos imobiliários no Grande ABC no ano passado, o nível de emprego na construção também aumentou. Em dezembro de 2004, as sete cidades da região tinham 19.466 empregados. Em novembro último, eram 21.077. 

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