Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 10 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Faculdade investiga apnéia e insônia


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

23/04/2006 | 07:41


A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em Santo André, coloca em funcionamento a partir da próxima semana o Laboratório do Sono, espaço destinado a diagnósticos das principais doenças respiratórias do sono, como apnéia, insônia e a chamada síndrome das pernas inquietas. O laboratório - duas salas que simulam quartos residenciais - foi montado no Anexo 3 da instituição e vai atender inicialmente apenas pacientes da rede particular e de convênios, com encaminhamento médico que comprove a necessidade dos exames. Atenderá ainda pacientes de protocolos de pesquisa da faculdade.

De acordo com a neurologista especializada em doenças do sono e coordenadora do laboratório, Rosa Hasan, a faculdade também tem planos de atender pacientes com indicação de exames feitos pela rede pública. "Mas ainda estudamos de que forma será a remuneração, pois são exames de alto custo. Pode ser por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), que hoje cobre esses exames."

\n\n

Nos exames de diagnóstico, são utilizados equipamentos (polígrafos) capazes de registrar, gravar e analisar informações como freqüência cardíaca, oxigenação do sangue, esforço respiratório e movimentação dos músculos facial, das pernas e dos olhos.

\n\n

Segundo a neurologista, a apnéia é uma das principais doenças respiratórias do sono e atinge cerca de 5% da população mundial. O problema é causado por alterações anatômicas das vias respiratórias, como estreitamento de faringe e flacidez das amígdalas. Essas pausas fazem com que o sono seja de má qualidade e fragmentado, causando alterações na oxigenação sangüínea, o que pode afetar o sistema cardiovascular e elevar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e hipertensão arterial.

\n\n

Outros dois incômodos, aponta Rosa Hasan, prejudicam o sono: a insônia e a síndrome das pernas inquietas. A primeira atinge especialmente idosos e mulheres. A outra caracteriza-se por dormência nas pernas. "É um distúrbio no sistema nervoso, que pode ser causado por anemia. É mais comum em gestantes", explica a médica.

\n\n

Segundo Rosa Hasan, o exame é que vai indicar qual o tratamento adequado para cada caso. "A apnéia pode ser resolvida com cirurgia ou o uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe."

\n\n

Mapeamento - O laboratório do sono vai funcionar de domingo a sexta-feira, das 20h às 8h. O paciente chegará cerca de uma hora antes do horário em que costuma dormir para que tenha os sensores instalados no corpo. A pessoa deverá dormir por pelo menos seis horas e será monitorada por câmeras de vídeo, microfones e os sensores. ",1]);//-->

O laboratório da Faculdade de Medicina vai cobrar cerca de R$ 600 pelos exames. "O valor é mais baixo do que em outros locais, que chegam a cobrar R$ 1 mil ou mais", compara Rosa Hasan.

Nos exames de diagnóstico, são utilizados equipamentos (polígrafos) capazes de registrar, gravar e analisar informações como freqüência cardíaca, oxigenação do sangue, esforço respiratório e movimentação dos músculos facial, das pernas e dos olhos.

Segundo a neurologista, a apnéia é uma das principais doenças respiratórias do sono e atinge cerca de 5% da população mundial. O problema é causado por alterações anatômicas das vias respiratórias, como estreitamento de faringe e flacidez das amígdalas. Essas pausas fazem com que o sono seja de má qualidade e fragmentado, causando alterações na oxigenação sangüínea, o que pode afetar o sistema cardiovascular e elevar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e hipertensão arterial.

Outros dois incômodos, aponta Rosa Hasan, prejudicam o sono: a insônia e a síndrome das pernas inquietas. A primeira atinge especialmente idosos e mulheres. A outra caracteriza-se por dormência nas pernas. "É um distúrbio no sistema nervoso, que pode ser causado por anemia. É mais comum em gestantes", explica a médica.

Segundo Rosa Hasan, o exame é que vai indicar qual o tratamento adequado para cada caso. "A apnéia pode ser resolvida com cirurgia ou o uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe."

Mapeamento - O laboratório do sono vai funcionar de domingo a sexta-feira, das 20h às 8h. O paciente chegará cerca de uma hora antes do horário em que costuma dormir para que tenha os sensores instalados no corpo. A pessoa deverá dormir por pelo menos seis horas e será monitorada por câmeras de vídeo, microfones e os sensores.

Após o mapeamento, será emitido laudo técnico com as informações obtidas e definido o diagnóstico preciso do problema. Foram investidos cerca de R$ 120 mil na aquisição de equipamentos e montagem das salas.

No Estado, as referências em exames são o Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas - atende a 20 pessoas por semana, em dois leitos, o Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos.

Saiba mais

O que é apnéia do sono?
Problema respiratório que ocorre enquanto dormimos. É caracterizada por interrupções breves e repetidas da respiração, com duração de pelo menos dez segundos, numa freqüência maior que cinco episódios por hora de sono.

Existe mais de um tipo de apnéia?
Há dois tipos. A central, bem menos comum, caracteriza-se pelo cérebro que deixa de enviar ordem aos músculos do tórax responsáveis pela respiração. A faringe fica aberta, mas o tórax não se move. A outra, a apnéia obstrutiva, caracteriza-se pela faringe obstruída, apesar do movimento do tórax. Essa é mais freqüente e mais grave. Na maioria dos casos, está associada com ronco alto e contínuo durante o sono.

O que causa a apnéia obstrutiva?
Na maioria das vezes, é conseqüência de um estreitamento da faringe. Esse estreitamento pode ocorrer por relaxamento da musculatura ao redor da faringe durante o sono profundo (o que ocorre por conta do uso de álcool, sedativos, obesidade, alterações do esqueleto facial - pessoas com queixo e maxilar pequenos). O decúbito dorsal (dormir de barriga para cima) também pode facilitar o estreitamento da faringe em algumas pessoas.

Quais os principais sinais da doença?
Ronco alto e freqüente, engasgos e sufocação durante o sono, sonolência durante o dia, cansaço ao acordar, dor de cabeça ao acordar, dificuldade de memória, dificuldade de concentração, irritação e depressão, obesidade, pressão alta e impotência sexual.

Quais as conseqüências da doença?
Aumento do risco de problemas cardíacos, pressão arterial, batimento cardíaco irregular e infarto.

É possível tratá-la?
O tratamento ideal depende do grau de apnéia verificada pelo exame do sono (polissonografia). Nenhum tratamento medicamentoso é eficaz para a apnéia.

Dicas:
- Pessoas acima do peso ideal são aconselhadas a emagrecer.
- Dormir de lado pode ajudar.
- Evitar uso de álcool e medicamentos sedativos.
- Uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe.
- Uso de aparelhos odontológicos podem ser indicados, sempre com prévia avaliação médica.
- Tratamento cirúrgico específico: para corrigir a obstrução da faringe ou nasal. Também está prevista cirurgia de estética facial para correção óssea do maxilar ou da mandíbula.

Como é feito o exame?
São instalados sensores em diversas partes do corpo do paciente, que durante o sono registram, gravam e analisam informações como freqüência cardíaca, oxigenação sangüínea, esforço respiratório e movimentação de músculos faciais e das pernas.

Atendimento
O Laboratório do Sono está instalado no Anexo 3 da Faculdade de Medicina do ABC (avenida Príncipe de Gales, 821, Santo André). Para ser atendido, o paciente deve ter encaminhamento médico que comprove a necessidade dos exames.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Faculdade investiga apnéia e insônia

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

23/04/2006 | 07:41


A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em Santo André, coloca em funcionamento a partir da próxima semana o Laboratório do Sono, espaço destinado a diagnósticos das principais doenças respiratórias do sono, como apnéia, insônia e a chamada síndrome das pernas inquietas. O laboratório - duas salas que simulam quartos residenciais - foi montado no Anexo 3 da instituição e vai atender inicialmente apenas pacientes da rede particular e de convênios, com encaminhamento médico que comprove a necessidade dos exames. Atenderá ainda pacientes de protocolos de pesquisa da faculdade.

De acordo com a neurologista especializada em doenças do sono e coordenadora do laboratório, Rosa Hasan, a faculdade também tem planos de atender pacientes com indicação de exames feitos pela rede pública. "Mas ainda estudamos de que forma será a remuneração, pois são exames de alto custo. Pode ser por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), que hoje cobre esses exames."

\n\n

Nos exames de diagnóstico, são utilizados equipamentos (polígrafos) capazes de registrar, gravar e analisar informações como freqüência cardíaca, oxigenação do sangue, esforço respiratório e movimentação dos músculos facial, das pernas e dos olhos.

\n\n

Segundo a neurologista, a apnéia é uma das principais doenças respiratórias do sono e atinge cerca de 5% da população mundial. O problema é causado por alterações anatômicas das vias respiratórias, como estreitamento de faringe e flacidez das amígdalas. Essas pausas fazem com que o sono seja de má qualidade e fragmentado, causando alterações na oxigenação sangüínea, o que pode afetar o sistema cardiovascular e elevar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e hipertensão arterial.

\n\n

Outros dois incômodos, aponta Rosa Hasan, prejudicam o sono: a insônia e a síndrome das pernas inquietas. A primeira atinge especialmente idosos e mulheres. A outra caracteriza-se por dormência nas pernas. "É um distúrbio no sistema nervoso, que pode ser causado por anemia. É mais comum em gestantes", explica a médica.

\n\n

Segundo Rosa Hasan, o exame é que vai indicar qual o tratamento adequado para cada caso. "A apnéia pode ser resolvida com cirurgia ou o uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe."

\n\n

Mapeamento - O laboratório do sono vai funcionar de domingo a sexta-feira, das 20h às 8h. O paciente chegará cerca de uma hora antes do horário em que costuma dormir para que tenha os sensores instalados no corpo. A pessoa deverá dormir por pelo menos seis horas e será monitorada por câmeras de vídeo, microfones e os sensores. ",1]);//-->

O laboratório da Faculdade de Medicina vai cobrar cerca de R$ 600 pelos exames. "O valor é mais baixo do que em outros locais, que chegam a cobrar R$ 1 mil ou mais", compara Rosa Hasan.

Nos exames de diagnóstico, são utilizados equipamentos (polígrafos) capazes de registrar, gravar e analisar informações como freqüência cardíaca, oxigenação do sangue, esforço respiratório e movimentação dos músculos facial, das pernas e dos olhos.

Segundo a neurologista, a apnéia é uma das principais doenças respiratórias do sono e atinge cerca de 5% da população mundial. O problema é causado por alterações anatômicas das vias respiratórias, como estreitamento de faringe e flacidez das amígdalas. Essas pausas fazem com que o sono seja de má qualidade e fragmentado, causando alterações na oxigenação sangüínea, o que pode afetar o sistema cardiovascular e elevar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e hipertensão arterial.

Outros dois incômodos, aponta Rosa Hasan, prejudicam o sono: a insônia e a síndrome das pernas inquietas. A primeira atinge especialmente idosos e mulheres. A outra caracteriza-se por dormência nas pernas. "É um distúrbio no sistema nervoso, que pode ser causado por anemia. É mais comum em gestantes", explica a médica.

Segundo Rosa Hasan, o exame é que vai indicar qual o tratamento adequado para cada caso. "A apnéia pode ser resolvida com cirurgia ou o uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe."

Mapeamento - O laboratório do sono vai funcionar de domingo a sexta-feira, das 20h às 8h. O paciente chegará cerca de uma hora antes do horário em que costuma dormir para que tenha os sensores instalados no corpo. A pessoa deverá dormir por pelo menos seis horas e será monitorada por câmeras de vídeo, microfones e os sensores.

Após o mapeamento, será emitido laudo técnico com as informações obtidas e definido o diagnóstico preciso do problema. Foram investidos cerca de R$ 120 mil na aquisição de equipamentos e montagem das salas.

No Estado, as referências em exames são o Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas - atende a 20 pessoas por semana, em dois leitos, o Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos.

Saiba mais

O que é apnéia do sono?
Problema respiratório que ocorre enquanto dormimos. É caracterizada por interrupções breves e repetidas da respiração, com duração de pelo menos dez segundos, numa freqüência maior que cinco episódios por hora de sono.

Existe mais de um tipo de apnéia?
Há dois tipos. A central, bem menos comum, caracteriza-se pelo cérebro que deixa de enviar ordem aos músculos do tórax responsáveis pela respiração. A faringe fica aberta, mas o tórax não se move. A outra, a apnéia obstrutiva, caracteriza-se pela faringe obstruída, apesar do movimento do tórax. Essa é mais freqüente e mais grave. Na maioria dos casos, está associada com ronco alto e contínuo durante o sono.

O que causa a apnéia obstrutiva?
Na maioria das vezes, é conseqüência de um estreitamento da faringe. Esse estreitamento pode ocorrer por relaxamento da musculatura ao redor da faringe durante o sono profundo (o que ocorre por conta do uso de álcool, sedativos, obesidade, alterações do esqueleto facial - pessoas com queixo e maxilar pequenos). O decúbito dorsal (dormir de barriga para cima) também pode facilitar o estreitamento da faringe em algumas pessoas.

Quais os principais sinais da doença?
Ronco alto e freqüente, engasgos e sufocação durante o sono, sonolência durante o dia, cansaço ao acordar, dor de cabeça ao acordar, dificuldade de memória, dificuldade de concentração, irritação e depressão, obesidade, pressão alta e impotência sexual.

Quais as conseqüências da doença?
Aumento do risco de problemas cardíacos, pressão arterial, batimento cardíaco irregular e infarto.

É possível tratá-la?
O tratamento ideal depende do grau de apnéia verificada pelo exame do sono (polissonografia). Nenhum tratamento medicamentoso é eficaz para a apnéia.

Dicas:
- Pessoas acima do peso ideal são aconselhadas a emagrecer.
- Dormir de lado pode ajudar.
- Evitar uso de álcool e medicamentos sedativos.
- Uso, durante o sono, de uma máscara nasal acoplada a um aparelho respiratório que leva o ar para a faringe.
- Uso de aparelhos odontológicos podem ser indicados, sempre com prévia avaliação médica.
- Tratamento cirúrgico específico: para corrigir a obstrução da faringe ou nasal. Também está prevista cirurgia de estética facial para correção óssea do maxilar ou da mandíbula.

Como é feito o exame?
São instalados sensores em diversas partes do corpo do paciente, que durante o sono registram, gravam e analisam informações como freqüência cardíaca, oxigenação sangüínea, esforço respiratório e movimentação de músculos faciais e das pernas.

Atendimento
O Laboratório do Sono está instalado no Anexo 3 da Faculdade de Medicina do ABC (avenida Príncipe de Gales, 821, Santo André). Para ser atendido, o paciente deve ter encaminhamento médico que comprove a necessidade dos exames.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;