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Gasoduto do Sul cria novo foco de tensão entre Bolívia e Brasil


Da AFP

12/05/2006 | 17:21


A declaração do ministro de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz, de que a Bolívia não participará do megaprojeto sul-americano de construção do gasoduto do sul enquanto a Petrobras não mudar seu forte conteúdo privado, gerou um novo fator de conflito entre La Paz e Brasília.

A Bolívia não tomará parte no megaprojeto 'gasoduto do sul', impulsionado principalmente por Brasil, Venezuela e Argentina, enquanto a estatal brasileira Petrobras estiver controlada por outras empresas, advertiu Soliz.

A "Petrobras terá que tomar uma decisão, mas posso assegurar que enquanto tiver como sócios maioritários estas grandes multinacionais, pelo menos, entendo, que o governo do presidente Evo Morales não dará autorização para que participemos desse megaduto", destacou Soliz durante pronunciamento nesta sexta-feira, no Congresso boliviano.

Segundo dados da Petrobras, o Estado brasileiro controla mais de 55% das ações com direito a voto e possui 32,7% do capital social da empresa. O restante do capital social está distribuído entre um Banco estatal (7,6%), um fundo dos trabalhadores (2,6%), e com 57,1% cotados em bolsa dentro e fora (ADR) do país, informou um porta-voz da empresa.

Quarta-feira passada, Soliz antecipou ao colega brasileiro de Minas e Energía, Silas Rondeau, a posição boliviana, durante um encontro em La Paz. "Dissemos (a Silas Rondeau e ao presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli): para que o gasoduto funcione necessitamos que as empresas que participem do gasoduto sejam estatais, e aqui surge um gravíssimo problema com a Petrobras", destacou Soliz.

Soliz, homem forte do governo Morales, se opõe ao fato de que um investimento de US$ 20 bilhões seja convertido em benefício das multinacionais. "Então vamos investir enormes somas de dinheiro para que as multinacionais, sócias da Petrobras, se beneficiem?", questionou.



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Gasoduto do Sul cria novo foco de tensão entre Bolívia e Brasil

Da AFP

12/05/2006 | 17:21


A declaração do ministro de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz, de que a Bolívia não participará do megaprojeto sul-americano de construção do gasoduto do sul enquanto a Petrobras não mudar seu forte conteúdo privado, gerou um novo fator de conflito entre La Paz e Brasília.

A Bolívia não tomará parte no megaprojeto 'gasoduto do sul', impulsionado principalmente por Brasil, Venezuela e Argentina, enquanto a estatal brasileira Petrobras estiver controlada por outras empresas, advertiu Soliz.

A "Petrobras terá que tomar uma decisão, mas posso assegurar que enquanto tiver como sócios maioritários estas grandes multinacionais, pelo menos, entendo, que o governo do presidente Evo Morales não dará autorização para que participemos desse megaduto", destacou Soliz durante pronunciamento nesta sexta-feira, no Congresso boliviano.

Segundo dados da Petrobras, o Estado brasileiro controla mais de 55% das ações com direito a voto e possui 32,7% do capital social da empresa. O restante do capital social está distribuído entre um Banco estatal (7,6%), um fundo dos trabalhadores (2,6%), e com 57,1% cotados em bolsa dentro e fora (ADR) do país, informou um porta-voz da empresa.

Quarta-feira passada, Soliz antecipou ao colega brasileiro de Minas e Energía, Silas Rondeau, a posição boliviana, durante um encontro em La Paz. "Dissemos (a Silas Rondeau e ao presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli): para que o gasoduto funcione necessitamos que as empresas que participem do gasoduto sejam estatais, e aqui surge um gravíssimo problema com a Petrobras", destacou Soliz.

Soliz, homem forte do governo Morales, se opõe ao fato de que um investimento de US$ 20 bilhões seja convertido em benefício das multinacionais. "Então vamos investir enormes somas de dinheiro para que as multinacionais, sócias da Petrobras, se beneficiem?", questionou.

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