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Engate de carro pode estar com os dias contados


Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

15/03/2006 | 09:53


Acessório que virou moda nos últimos anos, o engate fixo pode ter sua utilização proibida caso o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) decida que deva ser substituído pelo equipamento do tipo móvel.

De acordo com Orlando Moreira, coordenador de infra-estrutura de trânsito do Denatran, o assunto já é debatido no órgão de trânsito há cerca de três anos. “A definição deve vir em dois meses”, avalia.

Caso o engate fixo seja proibido, os proprietários de automóveis que possuem o acessório deverão retirá-lo ou trocá-lo por um que seja móvel, aquele que fica escondido embaixo do veículo enquanto não é utilizado e que pode ser removido.

Moreira destaca que, na maioria dos casos, o engate tem sido usado como um dispositivo com fins estéticos ou para proteção contra pequenas batidas, funções para as quais não foi designado. Essa foi a razão pela qual a psicóloga Fabrizia Dótoli, 24 anos, comprou o equipamento. “Assim ninguém fica colando na traseira do meu carro”, diz.

Edson Esteves, professor de engenharia mecânica da FEI, explica que o engate serve somente para reboque. “O dono do carro pode ter prejuízos utilizando a peça, pois não foi projetada para ser um acessório de fábrica, não passou por testes de impacto e durabilidade para simular o que ocorre com o carro no uso diário”, explica.

A possível proibição do engate já pode ser sentida no bolso dos fabricantes. Carlos Motta, da empresa Inpev, contabiliza uma queda de 90% nas vendas nas últimas semanas. “Cerca de 1.500 unidades eram produzidas por mês. Nesta semana não chegaram a 20”, relata.

Michel Ebel, diretor do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) defende uma regulamentação do uso do engate. Segundo ele, os modelos móveis são mais difíceis de serem encaixados nos veículos e têm um custo mais elevado.

Ebel destaca a importância de comprar peças que possuam identificação da empresa e tomada de luz para a ligação elétrica. No mercado, o engate tem preço sugerido entre R$ 100 e R$ 200.


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Engate de carro pode estar com os dias contados

Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

15/03/2006 | 09:53


Acessório que virou moda nos últimos anos, o engate fixo pode ter sua utilização proibida caso o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) decida que deva ser substituído pelo equipamento do tipo móvel.

De acordo com Orlando Moreira, coordenador de infra-estrutura de trânsito do Denatran, o assunto já é debatido no órgão de trânsito há cerca de três anos. “A definição deve vir em dois meses”, avalia.

Caso o engate fixo seja proibido, os proprietários de automóveis que possuem o acessório deverão retirá-lo ou trocá-lo por um que seja móvel, aquele que fica escondido embaixo do veículo enquanto não é utilizado e que pode ser removido.

Moreira destaca que, na maioria dos casos, o engate tem sido usado como um dispositivo com fins estéticos ou para proteção contra pequenas batidas, funções para as quais não foi designado. Essa foi a razão pela qual a psicóloga Fabrizia Dótoli, 24 anos, comprou o equipamento. “Assim ninguém fica colando na traseira do meu carro”, diz.

Edson Esteves, professor de engenharia mecânica da FEI, explica que o engate serve somente para reboque. “O dono do carro pode ter prejuízos utilizando a peça, pois não foi projetada para ser um acessório de fábrica, não passou por testes de impacto e durabilidade para simular o que ocorre com o carro no uso diário”, explica.

A possível proibição do engate já pode ser sentida no bolso dos fabricantes. Carlos Motta, da empresa Inpev, contabiliza uma queda de 90% nas vendas nas últimas semanas. “Cerca de 1.500 unidades eram produzidas por mês. Nesta semana não chegaram a 20”, relata.

Michel Ebel, diretor do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) defende uma regulamentação do uso do engate. Segundo ele, os modelos móveis são mais difíceis de serem encaixados nos veículos e têm um custo mais elevado.

Ebel destaca a importância de comprar peças que possuam identificação da empresa e tomada de luz para a ligação elétrica. No mercado, o engate tem preço sugerido entre R$ 100 e R$ 200.

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