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Faturamento das companhias de celular cresce mais que das fixas


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

22/04/2006 | 08:25


A telefonia móvel engoliu grande parte do mercado de linhas fixas em 2005. Uma pesquisa da Teleco – empresa de consultoria em telecomunicações – revela que a receita do setor de celulares cresceu 21% entre 2004 e 2005, de R$ 35 bilhões para R$ 43 bilhões. Enquanto isso, a receita das fixas aumentou 8% no mesmo período, de R$ 64 bilhões para R$ 69 bilhões.

O presidente da Teleco, Eduardo Tude, explica que isso acontece porque os celulares estão cada vez mais atraentes. “A telefonia celular está tendo um crescimento muito forte. Só o número de aparelhos aumentou 30% no ano passado. Isso contribui para o aumento da receita nesse setor. Enquanto isso, a telefonia fixa está quase estagnada. O crescimento da receita nesse campo é praticamente todo por causa do reajuste. E a telefonia fixa à longa distância vem sofrendo bastante por causa da competição com o VOIP (voice over IP, sistema de transmissão de voz pela internet)”, conta.

Isso é ressaltado pela queda de tráfego telefônico no serviço local, com a queda ano a ano dos pulsos faturados. De acordo com a pesquisa, em 2003 os pulsos da Telefônica chegavam a 25 bilhões. Em 2004, o índice caiu para 24 bilhões e, no ano passado, para 22 bilhões. “Apesar de um aumento, ainda que pequeno, de número de terminais telefônicos no ano passado, os telefones celulares estão tomando o espaço dos fixos”, diz Tude. “Muitas pessoas que estão em casa, com telefone fixo, preferem ligar pelo telefone celular, justamente da sua popularidade.”

Mas segundo a análise da Teleco, isso não significa que as empresas de telefonia fixa estejam em crise, já que os grupos que trabalham no setor também exploram a telefonia móvel, e a receita de ambos está em crescimento. “Dá para perceber que todas as operadoras de telefonia fixa tem um pé em telefonia celular. A Brasil Telecom com a Brasil Telecom GSM, a Telemar com a Oi, a Embratel com a Claro, e a Vivo, mesmo que não seja da empresa Telefônica, pertence ao mesmo grupo, etc. As empresas estão aumentando o leque de serviços”, conta.

Participação – O resultado é que o setor de celulares tem maior participação no rendimento geral das empresas que trabalham tanto com telefonia fixa como móvel. Nesses grupos, a participação da telefonia celular na receita geral cresceu de 35% em 2004 para 38% em 2005. Enquanto isso, a representação da telefonia fixa (serviço local, fixo-móvel e longa distância) caiu de 57% para 53%. Segundo Tude, essa transferência de participação não só é natural, como uma tendência mundial. “Conforme o carro-forte das empresas, que é a telefonia fixa, vai perdendo força, outros elementos vão ganhando espaço.”

Outro exemplo de serviço que vem crescendo em participação é o setor de transferência de dados, que engloba o serviço tradicional de corporativo – de serviços de informação para empresas – e a internet banda larga. Esse último serviço vem crescendo bastante, embora ainda seja pequeno. “As empresas de telecomunicação estão investindo muito em banda larga, e ela vai dar resultados muito bons mais para frente”, adianta Tude.



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Faturamento das companhias de celular cresce mais que das fixas

Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

22/04/2006 | 08:25


A telefonia móvel engoliu grande parte do mercado de linhas fixas em 2005. Uma pesquisa da Teleco – empresa de consultoria em telecomunicações – revela que a receita do setor de celulares cresceu 21% entre 2004 e 2005, de R$ 35 bilhões para R$ 43 bilhões. Enquanto isso, a receita das fixas aumentou 8% no mesmo período, de R$ 64 bilhões para R$ 69 bilhões.

O presidente da Teleco, Eduardo Tude, explica que isso acontece porque os celulares estão cada vez mais atraentes. “A telefonia celular está tendo um crescimento muito forte. Só o número de aparelhos aumentou 30% no ano passado. Isso contribui para o aumento da receita nesse setor. Enquanto isso, a telefonia fixa está quase estagnada. O crescimento da receita nesse campo é praticamente todo por causa do reajuste. E a telefonia fixa à longa distância vem sofrendo bastante por causa da competição com o VOIP (voice over IP, sistema de transmissão de voz pela internet)”, conta.

Isso é ressaltado pela queda de tráfego telefônico no serviço local, com a queda ano a ano dos pulsos faturados. De acordo com a pesquisa, em 2003 os pulsos da Telefônica chegavam a 25 bilhões. Em 2004, o índice caiu para 24 bilhões e, no ano passado, para 22 bilhões. “Apesar de um aumento, ainda que pequeno, de número de terminais telefônicos no ano passado, os telefones celulares estão tomando o espaço dos fixos”, diz Tude. “Muitas pessoas que estão em casa, com telefone fixo, preferem ligar pelo telefone celular, justamente da sua popularidade.”

Mas segundo a análise da Teleco, isso não significa que as empresas de telefonia fixa estejam em crise, já que os grupos que trabalham no setor também exploram a telefonia móvel, e a receita de ambos está em crescimento. “Dá para perceber que todas as operadoras de telefonia fixa tem um pé em telefonia celular. A Brasil Telecom com a Brasil Telecom GSM, a Telemar com a Oi, a Embratel com a Claro, e a Vivo, mesmo que não seja da empresa Telefônica, pertence ao mesmo grupo, etc. As empresas estão aumentando o leque de serviços”, conta.

Participação – O resultado é que o setor de celulares tem maior participação no rendimento geral das empresas que trabalham tanto com telefonia fixa como móvel. Nesses grupos, a participação da telefonia celular na receita geral cresceu de 35% em 2004 para 38% em 2005. Enquanto isso, a representação da telefonia fixa (serviço local, fixo-móvel e longa distância) caiu de 57% para 53%. Segundo Tude, essa transferência de participação não só é natural, como uma tendência mundial. “Conforme o carro-forte das empresas, que é a telefonia fixa, vai perdendo força, outros elementos vão ganhando espaço.”

Outro exemplo de serviço que vem crescendo em participação é o setor de transferência de dados, que engloba o serviço tradicional de corporativo – de serviços de informação para empresas – e a internet banda larga. Esse último serviço vem crescendo bastante, embora ainda seja pequeno. “As empresas de telecomunicação estão investindo muito em banda larga, e ela vai dar resultados muito bons mais para frente”, adianta Tude.

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