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Montadoras fazem aposta nos engenheiros brasileiros



27/04/2006 | 00:03


As principais montadoras já têm processos avançados de engenharia nacional, mas querem mais recursos para ampliar seus projetos. A General Motors iniciou programa de contratação de 600 engenheiros até 2008, metade deles neste ano. A empresa foi incumbida pela matriz americana para desenvolver projetos de veículos que serão fabricados na África do Sul e vendidos nos EUA e Europa. Um deles é a nova geração do jipe militar Hummer H3, em versão a diesel, e outra com direção do lado direito.

“Já temos outros dois projetos definidos de automóveis que chegarão ao mercado em 2009”, diz o vice-presidente de Engenharia de Produtos da GM, Pedro Manuchakian. Esses projetos são para exportação. Mesmo com o dólar em queda, a engenharia do Brasil é competitiva, afirma. Segundo ele, a engenharia passou a ser um diferencial na competição mundial.

Para o mercado interno, a GM já desenvolveu o Celta e redesenhou o novo Vectra. O consultor Richard Du Bois, da BDO Trevisan, diz que para desenvolver plataformas locais é preciso ter engenharia própria, hoje disponível apenas nas empresas mais antigas. “As novas montadoras apenas executam projetos das matrizes.”

Na sua opinião, o desenvolvimento próprio aumenta o poder das filiais. Além disso, há uma disputa entre subsidiárias de um mesmo grupo em diferentes países para atrair projetos. “O Brasil ainda é atraente por ter competência na engenharia e ampla rede de fornecedores de peças”, diz Du Bois, que vê vantagem na capacidade que o país tem no desenvolvimento de veículos com motor flexível.

Ford – A Ford brasileira, que colhe os resultados do EcoSport, totalmente desenvolvido no país, ampliou seu quadro de engenheiros de 170 para 1.050 profissionais em 5 anos. Para Marcio Alfonso, chefe de Engenharia da Ford América do Sul, além do mercado global as empresas devem estar atentas aos mercados regionais para desenvolver produtos adaptados à cultura local e ao gosto dos consumidores.

Honda – A Honda Automóveis dá a largada sexta-feira no lançamento do New Civic 2007 no país, modelo que chegou ao mercado internacional no fim do ano, permitindo à montadora japonesa ampliar vendas, especialmente nos Estados Unidos. É com o New Civic, apoiado por campanha publicitária criada pela agência Fischer América, que a Honda parte para a briga com os concorrentes da categoria sedã médio: o Corolla, da Toyota, que passou à sua frente, e o líder da categoria, o Vectra, da GM.



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Montadoras fazem aposta nos engenheiros brasileiros


27/04/2006 | 00:03


As principais montadoras já têm processos avançados de engenharia nacional, mas querem mais recursos para ampliar seus projetos. A General Motors iniciou programa de contratação de 600 engenheiros até 2008, metade deles neste ano. A empresa foi incumbida pela matriz americana para desenvolver projetos de veículos que serão fabricados na África do Sul e vendidos nos EUA e Europa. Um deles é a nova geração do jipe militar Hummer H3, em versão a diesel, e outra com direção do lado direito.

“Já temos outros dois projetos definidos de automóveis que chegarão ao mercado em 2009”, diz o vice-presidente de Engenharia de Produtos da GM, Pedro Manuchakian. Esses projetos são para exportação. Mesmo com o dólar em queda, a engenharia do Brasil é competitiva, afirma. Segundo ele, a engenharia passou a ser um diferencial na competição mundial.

Para o mercado interno, a GM já desenvolveu o Celta e redesenhou o novo Vectra. O consultor Richard Du Bois, da BDO Trevisan, diz que para desenvolver plataformas locais é preciso ter engenharia própria, hoje disponível apenas nas empresas mais antigas. “As novas montadoras apenas executam projetos das matrizes.”

Na sua opinião, o desenvolvimento próprio aumenta o poder das filiais. Além disso, há uma disputa entre subsidiárias de um mesmo grupo em diferentes países para atrair projetos. “O Brasil ainda é atraente por ter competência na engenharia e ampla rede de fornecedores de peças”, diz Du Bois, que vê vantagem na capacidade que o país tem no desenvolvimento de veículos com motor flexível.

Ford – A Ford brasileira, que colhe os resultados do EcoSport, totalmente desenvolvido no país, ampliou seu quadro de engenheiros de 170 para 1.050 profissionais em 5 anos. Para Marcio Alfonso, chefe de Engenharia da Ford América do Sul, além do mercado global as empresas devem estar atentas aos mercados regionais para desenvolver produtos adaptados à cultura local e ao gosto dos consumidores.

Honda – A Honda Automóveis dá a largada sexta-feira no lançamento do New Civic 2007 no país, modelo que chegou ao mercado internacional no fim do ano, permitindo à montadora japonesa ampliar vendas, especialmente nos Estados Unidos. É com o New Civic, apoiado por campanha publicitária criada pela agência Fischer América, que a Honda parte para a briga com os concorrentes da categoria sedã médio: o Corolla, da Toyota, que passou à sua frente, e o líder da categoria, o Vectra, da GM.

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