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Santos abre terminal para veículos


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 07:59


Sinônimo de caos e ineficiência nas operações de embarque e desembarque de veículos, o Porto de Santos, finalmente, deu a volta por cima para atender às necessidades urgentes da indústria automotiva, principalmente das montadoras do Grande ABC – para o escoamento da produção voltada às exportações. De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o gargalo operacional no maior porto brasileiro acabou.

Com a inauguração, quarta-feira, do TEV (Terminal de Exportação de Veículos), localizado na margem esquerda do canal do Porto de Santos, no município de Guarujá, a capacidade de movimentação de veículos, dentro de padrões de qualidade exigidos pela Anfavea, passa de 120 mil para mais de 300 mil por ano. Trata-se do segundo terminal automotivo do porto.

Para a entidade, os terminais portuários já não comportavam a infra-estrutura necessária para os embarques desde 2001, quando o movimento de cargas já superava a capacidade instalada. O problema chegou ao ápice entre 2004 e 2005, período em que passaram pelo porto 450 mil veículos, a maioria deles embarcados precariamente através de 60 terminais sem estrutura para o produto veículo.

“A situação ficou caótica nos últimos dois anos”, relata o diretor da Subcomissão de Logística da Anfavea, Richard Schues, que também é o diretor da Volks Transport, o braço da montadora alemã que cuida da distribuição externa dos veículos da marca.

Para agravar a situação, a indústria automotiva vinha sofrendo forte pressão por aumentos em seus custos de frete, uma vez que a produtividade do porto era baixa e as empresas de transportes marítimos deixavam de faturar. “Com esse novo terminal, o setor automotivo vai conseguir evitar esses pedidos de aumento”, explicou.

Histórico – Com a popularização de veículos globais e o aumento das exportações brasileiras durante os últimos anos da década de 90, o Governo Federal e a Codesp (Companhia Docas de São Paulo), responsável pela administração do Porto de Santos, começaram a ser pressionados pela indústria automobilística brasileira para que um nova área de embarque fosse construída na Baixada Santista.

Com a definição do local de montagem do Fox, a partir de 2004, na fábrica de São Bernardo, a Volkswagen condicionou a implantação da linha do novo veículo no Grande ABC à construção de um terminal no Porto de Santos.

“Esse foi o momento mais importante desse processo, pois a indústria corria o risco de perder em volume de exportação e o Estado poderia deixar de arrecadar”, diz o diretor comercial e desenvolvimento da Codesp, Fabrício Perdomenico.


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Santos abre terminal para veículos

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 07:59


Sinônimo de caos e ineficiência nas operações de embarque e desembarque de veículos, o Porto de Santos, finalmente, deu a volta por cima para atender às necessidades urgentes da indústria automotiva, principalmente das montadoras do Grande ABC – para o escoamento da produção voltada às exportações. De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o gargalo operacional no maior porto brasileiro acabou.

Com a inauguração, quarta-feira, do TEV (Terminal de Exportação de Veículos), localizado na margem esquerda do canal do Porto de Santos, no município de Guarujá, a capacidade de movimentação de veículos, dentro de padrões de qualidade exigidos pela Anfavea, passa de 120 mil para mais de 300 mil por ano. Trata-se do segundo terminal automotivo do porto.

Para a entidade, os terminais portuários já não comportavam a infra-estrutura necessária para os embarques desde 2001, quando o movimento de cargas já superava a capacidade instalada. O problema chegou ao ápice entre 2004 e 2005, período em que passaram pelo porto 450 mil veículos, a maioria deles embarcados precariamente através de 60 terminais sem estrutura para o produto veículo.

“A situação ficou caótica nos últimos dois anos”, relata o diretor da Subcomissão de Logística da Anfavea, Richard Schues, que também é o diretor da Volks Transport, o braço da montadora alemã que cuida da distribuição externa dos veículos da marca.

Para agravar a situação, a indústria automotiva vinha sofrendo forte pressão por aumentos em seus custos de frete, uma vez que a produtividade do porto era baixa e as empresas de transportes marítimos deixavam de faturar. “Com esse novo terminal, o setor automotivo vai conseguir evitar esses pedidos de aumento”, explicou.

Histórico – Com a popularização de veículos globais e o aumento das exportações brasileiras durante os últimos anos da década de 90, o Governo Federal e a Codesp (Companhia Docas de São Paulo), responsável pela administração do Porto de Santos, começaram a ser pressionados pela indústria automobilística brasileira para que um nova área de embarque fosse construída na Baixada Santista.

Com a definição do local de montagem do Fox, a partir de 2004, na fábrica de São Bernardo, a Volkswagen condicionou a implantação da linha do novo veículo no Grande ABC à construção de um terminal no Porto de Santos.

“Esse foi o momento mais importante desse processo, pois a indústria corria o risco de perder em volume de exportação e o Estado poderia deixar de arrecadar”, diz o diretor comercial e desenvolvimento da Codesp, Fabrício Perdomenico.

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