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Placas contra febre maculosa chegam após quatro meses


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

15/12/2005 | 08:09


Quatro meses após anunciar as ações de orientação aos moradores do Recreio da Borda do Campo sobre a febre maculosa, o DVS (Departamento de Vigilância à Saúde) de Santo André instalou quarta-feira, em diferentes pontos do bairro, dez placas com alerta sobre a doença, transmitida por carrapatos-estrela contaminados com a bactéria rickettsia rickettsii. O carrapato é encontrado em áreas de mata e rurais. As placas (1 metro de largura por meio de altura), nas cores branca, amarela e preta, orientam a pessoa a não entrar ou permanecer na mata, verificar se há carrapatos no corpo e procurar atendimento médico caso apresente febre, dor muscular e de cabeça, e manchas avermelhadas no corpo.

De acordo com a coordenadora de Educação e Saúde, Marialda Silva Inês de Sousa, a instalação das placas faz parte do trabalho preventivo iniciado pela Secretaria de Saúde do município após a confirmação de casos da doença naquela região. Duas pessoas já morreram este ano no bairro vítimas da maculosa, um menino de 10 anos (em abril) e uma estudante de 23 anos (julho). “Começamos (trabalho preventivo) em agosto. Só colocamos as placas agora porque estabelecemos um processo educativo, iniciado com a confecção de cartazes e folhetos de orientação. Também tivemos de comprar uniformes para os agentes entrarem na mata coletar carrapatos para amostras (exames que apontassem se estavam com a bactéria). É tudo muito burocrático, mas conseguimos transpor alguns obstáculos.”

Segundo a coordenadora, a Prefeitura ainda “estuda” se será necessário instalar placas em outras regiões onde houve notificação da doença, como o Parque Miami. “Vamos avaliar, porque o Parque Miami teve apenas um caso suspeito, que não foi confirmado”.

Ainda de acordo com Marialda Silva, entre as ações educativas realizadas pelo DVS no Recreio da Borda do Campo estão palestras em escolas e igrejas, distribuição de material informativo sobre a doença e visitas de agentes do Programa de Saúde da Família e do Controle de Zoonoses às casas.

O carrapato tem como hospedeiros roedores silvestres (capivara e gambás) e também animais domésticos, como cães e cavalos. A febre maculosa pode matar em até duas semanas a pessoa infectada com a bactéria. O tratamento é feito com antibióticos.

Santo André lidera no Grande ABC a lista de casos suspeitos da doença (40). Em seguida vêm Ribeirão Pires (35), Mauá (17), Diadema (15) e São Bernardo (14). Esses municípios aguardam resultado das amostras de sangue encaminhadas para exame ao Instituto Adolfo Lutz. O prazo médio de resposta é de 40 dias.



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Placas contra febre maculosa chegam após quatro meses

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

15/12/2005 | 08:09


Quatro meses após anunciar as ações de orientação aos moradores do Recreio da Borda do Campo sobre a febre maculosa, o DVS (Departamento de Vigilância à Saúde) de Santo André instalou quarta-feira, em diferentes pontos do bairro, dez placas com alerta sobre a doença, transmitida por carrapatos-estrela contaminados com a bactéria rickettsia rickettsii. O carrapato é encontrado em áreas de mata e rurais. As placas (1 metro de largura por meio de altura), nas cores branca, amarela e preta, orientam a pessoa a não entrar ou permanecer na mata, verificar se há carrapatos no corpo e procurar atendimento médico caso apresente febre, dor muscular e de cabeça, e manchas avermelhadas no corpo.

De acordo com a coordenadora de Educação e Saúde, Marialda Silva Inês de Sousa, a instalação das placas faz parte do trabalho preventivo iniciado pela Secretaria de Saúde do município após a confirmação de casos da doença naquela região. Duas pessoas já morreram este ano no bairro vítimas da maculosa, um menino de 10 anos (em abril) e uma estudante de 23 anos (julho). “Começamos (trabalho preventivo) em agosto. Só colocamos as placas agora porque estabelecemos um processo educativo, iniciado com a confecção de cartazes e folhetos de orientação. Também tivemos de comprar uniformes para os agentes entrarem na mata coletar carrapatos para amostras (exames que apontassem se estavam com a bactéria). É tudo muito burocrático, mas conseguimos transpor alguns obstáculos.”

Segundo a coordenadora, a Prefeitura ainda “estuda” se será necessário instalar placas em outras regiões onde houve notificação da doença, como o Parque Miami. “Vamos avaliar, porque o Parque Miami teve apenas um caso suspeito, que não foi confirmado”.

Ainda de acordo com Marialda Silva, entre as ações educativas realizadas pelo DVS no Recreio da Borda do Campo estão palestras em escolas e igrejas, distribuição de material informativo sobre a doença e visitas de agentes do Programa de Saúde da Família e do Controle de Zoonoses às casas.

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Santo André lidera no Grande ABC a lista de casos suspeitos da doença (40). Em seguida vêm Ribeirão Pires (35), Mauá (17), Diadema (15) e São Bernardo (14). Esses municípios aguardam resultado das amostras de sangue encaminhadas para exame ao Instituto Adolfo Lutz. O prazo médio de resposta é de 40 dias.

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