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PF pede e juíza quebra sigilo da conta do caseiro Nildo



11/04/2006 | 00:02


A Polícia Federal informou segunda-feira que obteve autorização judicial para devassar as contas do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, que denunciou freqüentes incursões do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci à mansão da chamada república de Ribeirão, no Lago Sul, em Brasília. A decisão foi tomada pela juíza Maria de Fátima Pessoa, da 10ªVara Federal. Ela acolheu pedido do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, que conduz inquérito sobre a violação do sigilo do algoz de Palocci. A solicitação havia sido formalmente apresentada pela PF logo que a investigação teve início, há cerca de 20 dias

Ao mesmo tempo, a PF decidiu poupar seu chefe, o ministro Marcio Thomaz Bastos, da Justiça, e anunciou que não vai chamá-lo para depor no inquérito. Bastos teria participado de reunião na residência de Palocci para orientar seu ex-colega de ministério sobre a melhor forma de escapar ao cerco policial.

O raciocínio do delegado Gomes, que teve autonomia para indiciar Palocci e também Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, vai nessa linha: o encontro ao qual o ministro da Justiça teria comparecido, dia 23, ocorreu uma semana depois do vazamento dos dados relativos à movimentação financeira do caseiro.

Relevância – Esse intervalo de sete dias, para a PF, justifica tecnicamente a desnecessidade de ouvir o ministro da Justiça porque o inquérito apura "fato determinado", qual seja, a violação do sigilo, e não a linha de defesa que Palocci montou. Quando houve a reunião na casa do então ministro da Fazenda o crime (quebra do sigilo) já se havia consumado, segundo avaliação da PF.



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PF pede e juíza quebra sigilo da conta do caseiro Nildo


11/04/2006 | 00:02


A Polícia Federal informou segunda-feira que obteve autorização judicial para devassar as contas do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, que denunciou freqüentes incursões do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci à mansão da chamada república de Ribeirão, no Lago Sul, em Brasília. A decisão foi tomada pela juíza Maria de Fátima Pessoa, da 10ªVara Federal. Ela acolheu pedido do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, que conduz inquérito sobre a violação do sigilo do algoz de Palocci. A solicitação havia sido formalmente apresentada pela PF logo que a investigação teve início, há cerca de 20 dias

Ao mesmo tempo, a PF decidiu poupar seu chefe, o ministro Marcio Thomaz Bastos, da Justiça, e anunciou que não vai chamá-lo para depor no inquérito. Bastos teria participado de reunião na residência de Palocci para orientar seu ex-colega de ministério sobre a melhor forma de escapar ao cerco policial.

O raciocínio do delegado Gomes, que teve autonomia para indiciar Palocci e também Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, vai nessa linha: o encontro ao qual o ministro da Justiça teria comparecido, dia 23, ocorreu uma semana depois do vazamento dos dados relativos à movimentação financeira do caseiro.

Relevância – Esse intervalo de sete dias, para a PF, justifica tecnicamente a desnecessidade de ouvir o ministro da Justiça porque o inquérito apura "fato determinado", qual seja, a violação do sigilo, e não a linha de defesa que Palocci montou. Quando houve a reunião na casa do então ministro da Fazenda o crime (quebra do sigilo) já se havia consumado, segundo avaliação da PF.

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